Enviado do Meu iPhone: O Impacto da Reputação das Marcas na Cultura Pop

Sempre que vejo marcas sendo mencionadas organicamente em séries, músicas ou em outras produções culturais, lembro instantaneamente da frase dita por Jeff Bezos, fundador da Amazon: “sua marca é o que as pessoas dizem sobre você quando você não está na sala”. Isso é o que chamamos de reputação.

Um exemplo recente desse tipo ocorre na série “Bebê Rena“, da Netflix, onde a personagem que persegue o protagonista utiliza a seguinte frase como assinatura dos milhares de e-mails ameaçadores que manda a ele: “Enviado do meu iPhone”.

O caso, baseado em fatos que aconteceram com o ator protagonista, é ao mesmo tempo curioso e assustador. Entre as inúmeras sensações que tive após assistir, uma me fez refletir sobre a personagem, totalmente desequilibrada, com diversos traumas e mania de grandeza, assinar os e-mails escritos de um notebook como se os enviasse de um iPhone.

A Apple não pagou um centavo pela propaganda gratuita em uma série que está sendo muito comentada e bem criticada. A crítica Isabela Boscov usou, inclusive, o fato como gancho para o seu vídeo ao analisar a série:

Você pode até pensar que o iPhone está sendo associado a algo ruim nesse caso. Não entendo assim; para mim, ele está sendo usado como símbolo de status, a ponto de uma personagem importante para a trama decidir assinar seus e-mails citando a marca para mostrar que é uma advogada de sucesso e rica.

Isso é reputação de marca; essa atitude sugere que, para ela, apenas quem alcança o sucesso na vida usa iPhone. Essa associação é feita apenas por ela? Acredito que não.

Este caso me fez lembrar de mais um exemplo atual, agora, no lado da música: ao lançar seu novo álbum, a cantora Beyonce abraçou o gênero Country e em uma das faixas, a famosa marca de jeans Levi’s serve de título e trecho da canção. Para além de ensinar muitas pessoas a pronunciarem corretamente o nome da marca, outro fato foi o de que por não ter permissão de uso, ela optou por alterar a grafia para Levii’s Jeans“, duplicando a letra i.

O que a Beyonce quis com isso? Colar a reputação da marca tipicamente americana, ligada ao Country, à faixa e ao seu novo álbum abraçando o estilo musical até então não abarcado em sua discografia.

E a marca nisso? Abraçou a oportunidade de divulgação e mudou o logo e a grafia de seu nome no Instagram, apoiando a faixa e a cantora ao usar o emoji de abelha, símbolo de seu fã clube conhecido como BEYHIVE, termo criado a partir da união das palavras Beyonce + Beehive (colmeia, em inglês).

Ou seja, a marca passou a fazer parte do fã clube da cantora. Com isso, qual sentimento o gigantesco número de fãs dela terá pela marca de jeans a partir de agora? Dá para prever que, no mínimo, se identificarão e quem sabe, passarão a comprar calças nesse tecido somente da Levi’s.

FKA = formerly known as (anteriormente conhecido como)

Afinal, o que essas marcas têm em comum? Além de anos de estrada, alto investimento em campanhas e inovação constantes, têm:

1.      Autoridade no segmento em que atuam;

2.      Relevância;

3.      Construção de uma imagem consistente ao longo do tempo.

Em resumo, elas têm reputação. Entraram no imaginário mundial e geram identificação a tal ponto de serem referenciadas organicamente em conversas e em produtos culturais.

Isso é possível para qualquer marca ou entidade? Como saberemos que chegamos lá?

Se pensarmos em comunicação com resultados comprovados, podemos medir fatores como a busca da imprensa por porta-vozes ou posicionamentos da empresa para pautas que não são sobre crises; citações e interações nas mídias sociais; conversas via social listening; além de pesquisas de opinião.

Como mencionei crises, aproveito para comentar que criamos recentemente o Reputação+, nosso boletim para monitorá-las, com o intuito de trazer insights para o gerenciamento de comunicação. Você pode se inscrever AQUI.

Para finalizar, vale reforçar que reputação é criada ao longo do tempo, mas não é perpétua. Basta um deslize para abalar um legado de anos.

Como mantê-la? É possível organizar estrategicamente o trabalho para medi-la e fazer sua gestão, a fim de prevenir e gerenciar crises.

Tenha sempre em mente: reputação se comprova com base em dados. Quais dados cabe a cada entidade ou empresa escolher estrategicamente.

Em nossa opinião, quanto mais dados, melhor.

Enviado do meu iPhone (brincadeira, esta mensagem foi enviada do notebook da LVBA!).

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