Marcas brasileiras estão em relacionamento sério com pessoas virtuais

12/11/2020 por Leandro.Nunes

Não é novidade que a transformação digital é uma realidade. Inclusive, ter presença online se tornou obrigação comercial por causa da pandemia do novo coronavírus.

Não por acaso, diversas empresas lançaram personagens virtuais este ano no Brasil, visando a humanização da marca e a blindagem contra crises. Afinal, atitudes negativas de influenciadores digitais humanos impactam também a quem os contratam (para um exemplo clássico basta buscar por Gabriela Pugliese no Google).

Muito provavelmente, essas marcas foram inspiradas pelo êxito da Miquela, influenciadora virtual criada nos EUA em 2016, e suas colegas brasileiras: Lu, assistente do site da Magazine Luiza desde 2003, que ganhou roupagem moderna em 2009, e Nat da Natura, criada inicialmente como chatbot de Facebook em 2016.

Miquella e Maísa
Miquela e Pabllo Vittar

Fato é que a Miquela, it girl virtual que, inclusive, já postou fotos com fenômenos da internet brasileira como Maísa e Pabllo Vittar, e os demais exemplos citados acima, passam a dividir espaço e atenção de consumidores com a Ully da Ultragaz, a Rê da Rexona e o CB das Casas Bahia, somente para citar alguns exemplos recentes:

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Apesar de suas existências terem função definida pelas marcas: assistente virtual, especialista de proteção, mascote, modelo/influenciadora, é preciso realismo para gerar mais empatia do público. Por isso, têm nome próprio, tom de voz, aparência de ser humano, e até mesmo uma rotina específica para despertar interesse pelo seu cotidiano.

Além de parecer real, é preciso também encarar a realidade: a Miquela, por exemplo, aderiu ao isolamento social e o CB já apareceu usando máscara para prevenir-se contra a Covid-19.

E é justamente por precisarem encarar o contexto em que existem que essas pessoas virtuais também são alvo de polêmicas! Afinal, em uma sociedade polarizada como a que vivemos, qualquer posicionamento, e até mesmo a falta dele, dá acesso a um vale-cancelamento.

Outro fator relevante é que essas pessoas virtuais não são autônomas. Necessitam do toque humano para programar seus próximos passos. E, levando em consideração todos os vieses aos quais a humanidade está suscetível, esta ainda não é a salvação para empresas manterem uma presença online livre de polêmicas.

Exemplos de potenciais crises não faltam nas interações com esses perfis. Seja causada por comportamentos desprezíveis de consumidores, como os assédios frequentes sofridos pela Lu, que renderam até post desabafo:

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Ou protagonizado pela Nat, por conta de um posicionamento da empresa favorável à sustentabilidade:

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem
Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Por mais virtual que seja é preciso espelhar a consciência social e a capacidade empática de pessoas reais. E apesar destes serem aspectos considerados essenciais por consumidores jovens para a tomada de decisão de compra, são também os que geram grandes crises no ambiente digital.

Ainda assim, este match de marcas com pessoas virtuais tende a ser duradouro, porque acompanhar o público jovem em sua jornada na relação com a marca é uma estratégia necessária a médio e longo prazo.

O que é FOPO? E como evitar o cancelamento?

09/11/2020 por Raphael Correa

O que te impede de publicar mais aqui no LinkedIn? Afinal, todos têm o que postar… Muitas vezes, a resposta é medo. E isso pode ter a ver com a “cultura do cancelamento”, que ganha cada vez mais espaço no ambiente digital. Principalmente, neste período de distanciamento social, no qual o consumo de dados de internet teve um aumento entre 40% e 50%, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mas o que é a “cultura do cancelamento”? É a ação em massa de “unfollows” ou de críticas à opinião de uma pessoa ou empresa, que a “cancela” em ambiente digital. Esta premissa se deve à diversas razões, mas, em grande parte, está relacionada a questões sociais e/ou políticas. Porém, em um mundo livre, onde liberdade de expressão é uma realidade (ou deveria ser), como saber se o que você posta é ou não cancelável?

Por não haver resposta exata- já que sempre há dois lados em uma mesma moeda -, as pessoas desenvolvem o FOPO (Fear Of Other People’s Opinion). Que, na tradução para o português, é o medo da opinião dos outros. Em outras mídias, este medo é real, por interferir diretamente na vida social. No Linkedin, ele se torna ainda maior, pois pode gerar crises de imagem corporativa e, consequentemente, perda de oportunidades de negócios ou emprego.

Mas não se preocupe. Se você é especialista em algo, tem acesso a dados confiáveis/reais e entende do assunto, por que não compartilhar seu conhecimento? Não há cancelamento para quem tem a acrescentar. Só tenha cuidado para que sua opinião não invalide a de ninguém.

Edição: Leandro Nunes e Juliana Caramelo.

Elon Musk, Tesla e a arrogância e o negacionismo da importância do bom relacionamento com a imprensa

05/11/2020 por Raphael Correa

Na última semana, o CEO da Tesla, empresa de carros elétricos, anunciou o fim do departamento de Relações Públicas, alegando não precisar mais se relacionar com a imprensa. Com isso, a montadora passa comunicar-se por meio de suas mídias sociais e do próprio Elon Musk , que somente no Twitter, somam 45 milhões de seguidores. Este modelo soa familiar, quando pensamos em líderes políticos que criaram barreiras com a imprensa por medo de repercussões negativas. Mas será que, assim, estão de fato protegendo-se de publicações contrárias ao que defendem e acreditam?

A importância de uma equipe de relações públicas, principalmente para uma empresa de alta inovação e influência como a Tesla, é inegável. Este conceito vai muito além de imprensa. Trata-se de um relacionamento de comunicação com todos os steakholders, cada um com sua linguagem específica, visando a construção e a manutenção da reputação. Jornalistas são key opinion leaders. Boas matérias jornalísticas apresentam o contraditório que é essencial para a formação de ideias e conceitos. Desprezar o valor da imprensa é um sinal de falta de transparência e, obviamente, arrogância.

E, quanto mais analisamos crises corporativas, mais vemos que a arrogância é sempre um dos principais gatilhos para elas. “Isso jamais acontecerá com a nossa marca”, é quase um mantra dos executivos que se tornaram protagonistas das grandes crises. Aliás, como será a gestão de crises na Tesla sem seus profissionais de PR?

Entretanto, especificamente o relacionamento com a imprensa, dá à empresa o poder de uma comunicação mais humana e efetiva. Em mídias sociais, as informações publicadas, ainda que possam ser consideradas oficiais, estão abertas à interpretação e podem também ser usadas de forma positiva ou negativa, com a livre interpretação de veículos que não terão acesso a um departamento de relacionamento oficial da empresa à disposição para esclarecer possíveis dúvidas.

Ainda é cedo para mensurarmos os prejuízos que esta decisão pode trazer à reputação da Tesla, mas pelos nossos quase 45 anos neste mercado, a experiência mostra que fechar portas de comunicação e deixar de ouvir opiniões diferentes da sua são ações contrárias ao processo de inovação. Isso pode ser fatal à um negócio. Afinal, como mostra esta matéria publicada pelo PR Daily, “… o profissional de RP que pode oferecer toda a amplitude de sabedoria e conselhos para sua organização sempre será um ativo crucial para marcas que estão dispostas a investir”.

Leia na íntegra: https://bit.ly/34kTwUX

#meupaipresente | Breve análise do case Natura para o Dia dos Pais 2020

08/08/2020 por Raphael Correa

Neste ano, a Natura foi responsável por uma das campanhas de Dia dos Pais de maior impacto e representatividade do país, por conta de um dos pais escolhidos: Thammy Gretchen, homem trans, pai do pequeno Bento, de 6 meses. O resultado foi sucesso em engajamento. Para bem ou para mal, todos estavam falando dela.

A marca, uma das mais citadas no mês de julho passado, em mídias sociais e Google, com aderência de grandes personalidades, teve alta em suas ações nos dias 29 e 30 de julho, sendo o primeiro dia maior alta do Ibovespa.

A hashtag da campanha #meupaipresente teve quase 9 mil citações no Instagram. Ainda que parte conservadora da população tenha aderido a um boicote à Natura, a maioria dos internautas apoiou a causa. Que contou, inclusive, com o influenciador de maior nome do país, o youtuber Felipe Neto, como defensor – ele já havia prometido, em 2017, que faria campanha de graça às marcas “boicotadas” por conservadores.

Vale ressaltar que, no Brasil, há 5,5 milhões de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar, divulgado em 2013.

Por isso, a relevância do mote usado, incentivando a presença paterna e a qualidade da relação entre pai e filhos, mostrando que a obrigação paterna vai além do DNA – e de gênero.

Mais uma vez, fica clara a importância do equilíbrio entre visibilidade, reputação e apoio legítimo a uma causa. Afinal, a Natura se posiciona como apoiadora da diversidade há alguns anos.

Para você, o que é preciso para ser pai? Em nossa opinião, basta exercer o papel de pai. Dando atenção, amor, carinho e prezando por momentos de qualidade com seus filhos.

Porque isso faz toda a diferença na criação de crianças.

Aproveitando este case, o time LVBA deseja a esse tipo de pai um #FelizDiadosPais!

LVBAção do bem: união e apoio aos idosos da Unidade de Acolhimento CAE Idosos Casa Verde, em São Paulo

04/08/2020 por Raphael Correa

Apesar de estarmos na era da tecnologia, acreditamos que nada substitui a inteligência e as emoções humanas. Por isso, há mais de 4 décadas, nós da LVBA Comunicação trabalhamos a comunicação de gente para gente.

Este contato próximo nos fez comprovar que o ser humano por si só é generoso. E nossa equipe não foge a esta “regra”. Diante da crise de saúde pública atual, nos unimos para aceitar o convite de abraçar uma nova causa; um compromisso social do qual nos orgulhamos.

A Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), uma de nossas clientes, nos chamou para integrar uma rede de entidades que, em apoio ao Ministério da Cidadania, visava auxiliar idosos fazendo doações para as chamadas Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Convite aceito. A partir daí, desenvolvemos um projeto interno na agência que começou com a busca de uma entidade para apoiar, por meio de votação envolvendo toda a nossa equipe. A escolhida foi a Unidade de Acolhimento CAE Idosos Casa Verde, em São Paulo.

O segundo passo foi entrar em contato com a unidade de acolhimento para checar suas necessidades. Depois disso, sensibilizamos nossa equipe para que mobilizasse sua rede de relacionamento pela participação de nossa “vaquinha”, que foi um sucesso. Com 100% de adesão do time e a colaboração inclusive de outros clientes, em cima do valor arrecadado, a LVBA doou, ainda, mais 50% do valor. E o resultado foram 617 produtos de higiene e limpeza – necessidade primordial apontada pela própria unidade Casa Verde, que auxilia 60 idosos e conta com uma equipe de 20 profissionais.

Mas, não paramos por aí. Como pensamos de gente para a gente, estendemos nossa ação também para as pessoas na instituição que cuidam e atendem com dedicação aos idosos, dia após dia. Quisemos proporcionar um carinho aos colaboradores da CAE. Aqui, destacamos mais um ponto importante para nós da LVBA, outra causa que abraçamos é o incentivo ao pequeno comércio, por isso, priorizamos pequenos empreendedores. Sendo assim, contratamos os serviços de Thuane Nunes, que, além de nossa Diretora de Arte, acaba de montar o “Ateliê Quero Doce”, que ficou responsável por entregar 20 kits de sobremesa para os profissionais da casa de apoio. No total, foram 40 tortinhas banoffee e de limão nos kits recebidos com muita emoção, surpresa e alegria pelo staff da Unidade Casa Verde. O que nos deixou imensamente felizes.

Sobre a ação, Gisele Lorenzetti, CEO da LVBA, comenta: “em síntese, atuamos em rede. O primeiro pontapé veio do cliente. Daí em diante, fizemos nossa parte com muita mobilização, envolvimento, escuta e valorização dos nossos recursos. Somos um grupo de profissionais muito felizes e colocamos em prática tudo o que oferecemos aos clientes, mostrando que se trata de crenças e de propósitos reais. Comunicação é isso: ter valores nas veias”.

No fim, este é apenas o começo. A necessidade de diversas ILPIs cresce em momentos de crise, assim como a nossa união. Por isso, caso queira conhecer a lista completa de ILPIs que precisam de apoio, clique aqui e escolha uma para ajudar. Para conhecer o CAE Idosos Casa Verde, veja as informações abaixo.

Juntos, fazemos toda a diferença!

 

Sobre a Unidade De Acolhimento Cae Idosos Casa Verde

Endereço: Rua Antonio Vera Cruz 213, Casa Verde – SP / Cep: 02.555-010

Ponto de referência: Travessa Rua Zilda

Telefone: (11) 2384-4125

Email: caeicasaverde@santaluciasp.org

Este é um abrigo institucional municipal de cunho não governamental. Nele, estão abrigados 60 idosos, aos cuidados de uma equipe de 20 colaboradores, que se dedicam sete dias por semana.

Liberdade de imprensa e de expressão não são sinônimos de propagação de fake news

01/06/2020 por LVBA Comunicação

Sabia que o primeiro jornal a circular no Brasil foi o Correio Braziliense? Pois é, sua primeira edição foi lançada no dia 1 de junho de 1808, de forma clandestina. Até este ano ainda era proibida a circulação de jornais no país. Fato importante: a publicação tinha o objetivo de informar a população brasileira sobre os eventos da Europa, sem a censura da Coroa Portuguesa.

Três meses depois, no dia 10 de setembro, foi lançada A Gazeta, de forma legal, com a proteção de D. João VI. O jornal tinha viés oficial da coroa. Visava informar a população de acordo com seus interesses e, por muito tempo, foi celebrado como informativo pioneiro do Brasil.

Até 1999, o Dia Nacional da Imprensa era comemorado em setembro, tendo A Gazeta como referência. Com a correção histórica, em lei sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a partir do ano 2000, passou a ser comemorada em junho, mês do lançamento do Correio Braziliense.

Comparar este cenário com o atual, nos faz pensar que seria menos exaustivo se tivéssemos apenas duas publicações para ler e ponderar sobre as informações veiculadas.

Mas a realidade é outra. Somos impactados por informações 24 horas por dia, por diversas plataformas. Porém, defender veículos e profissionais de comunicação é dever de todos nós.

Ainda mais, levando em consideração as ameaças cada vez mais frequentes à liberdade de imprensa e seus profissionais.

É sempre bom reforçar: busque e consuma informação verídica, cheque as fontes de cada informação, antes de passa-la adiante. Assim, é possível enxergar o país e o mundo sem as sombras das fake news.

Importante lembrar que liberdade de imprensa e de expressão não são sinônimos de propagação de fake news.

Informe-se, questione as notícias que recebe, cheque as fontes, compartilhe apenas informações verídicas e defenda a liberdade de expressão!

Envio de mensagens sem estresse

13/05/2020 por Raphael Correa

“Comunicação não é o que você fala, é o que o outro entende”.

Com o distanciamento social e o trabalho remoto, estamos utilizando ainda mais aplicativos de mensagens e e-mails. Considerando que a comunicação, além das palavras, inclui tom de voz, expressões faciais e linguagem corporal, temos um problema: nada disso aparece em um texto.

Então, como não cometer uma gafe? Faça o download e confira as principais dicas para evitar armadilhas.

ENVIO DE MENSAGENS SEM ESTRESSE

Crise organizacional por Covid-19 – deixa que eu cuido

11/05/2020 por André Lorenzetti

A pandemia de Covid-19 pode ter gerado uma oportunidade que há muitos anos não aparecia para os profissionais de comunicação dentro das empresas. Por diversos motivos que não vou detalhar nesse artigo, as áreas e os profissionais de comunicação perderam gradativamente o espaço e a relevância dentro das organizações, especialmente das de grande porte.

Se há cerca de 15 anos esses profissionais faziam parte de um seleto grupo de “conselheiros” dos presidentes para auxiliar na tomada das decisões mais importantes para a empresa, no momento pré-pandemia essa situação era uma raridade.

Com a chegada da pandemia, as empresas sentiram rapidamente impactos arrebatadores de todos os lados – empregados, cadeia de suprimentos, consumo, fluxo de caixa, planejamento de médio e longo prazos e tecnologias são alguns dos exemplos mais comuns. Problemas que envolvem todas as áreas das companhias.

O que há de similar na forma como as diversas áreas podem gerir esses impactos está na necessidade de uma bem planejada e executada comunicação. Mas comunicação no sentido mais amplo e complexo, e não no simples “texto com imagem”. Nasce da análise de cenários da empresa quanto à continuidade do negócio, passa pela compreensão dos stakeholders direta e indiretamente impactados, expectativas de cada um e da empesa em relação a eles, mapeamento de riscos reputacionais, ajuste no tom e mensagens a serem comunicadas, preparação dos chamados porta-vozes e mais uma série de questões até chegar ao “texto com imagem”.

Não é difícil observar que alguns profissionais de comunicação souberam aproveitar rapidamente a situação (no sentido positivo), apresentaram propostas e assumiram as rédeas da gestão da crise. Outros não tiveram essa visão.

Provavelmente as empresas que contaram com profissionais bem preparados, com iniciativa e atentos ao momento sairão da crise menos prejudicadas do que seus concorrentes, ou com maior capacidade de se recuperar. Como característica dessa situação temos que, aliado a todas as questões ligadas a crises, existe o comportamento da maioria da população (alguns estudos têm apontado isso) em dar mais peso às atitudes das marcas durante a pandemia, o que vai se refletir em vendas novas, fidelização, retenção e atração de talentos, aceitação de novos produtos e outros fatores que, no final, significam receita e crescimento.

Espero que a pior fase de Covid-19 em termos de internações esteja passando, mas muito ainda está por vir para o mercado. As oportunidades de se recuperar o espaço interno das áreas de comunicação estão vivas e latentes – sucesso para quem estiver no lugar certo, na hora certa, com preparo, iniciativa e visão.

5 dicas para um briefing eficiente

06/05/2020 por Raphael Correa

Comunicar é preciso. E quando surge uma ideia ou até mesmo uma oportunidade de inovar na comunicação, precisamos de um profissional de design para deixar o material mais criativo.

Seja para propor uma capa de mídias sociais, um e-mail marketing ou o redesign de sua marca, todo processo criativo tem como ponto de partida o briefing. Pensando nisso, criamos este material com dicas para um briefing eficiente.

Faça seu download aqui

Fazer live virou modinha… de violão

09/04/2020 por Leandro.Nunes

Segundo o Indicador de Confiança Digital (ICD) 2019 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para 41% dos jovens brasileiros, as mídias sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. O próprio Facebook tomou providências ano passado e eliminou a visualização de curtidas no Instagram, a fim de tornar o espaço menos tóxico para a saúde mental.

Optar por fazer um detox digital pode ser plausível contra os sintomas citados, mas em momentos de isolamento e mudança de rotina, as mídias sociais são sim uma válvula de escape.

Até dois meses atrás, o brasileiro ouvia música em plataformas como Spotify para se distrair. Em virtude do confinamento social, esse hábito mudou. Com isso, o número de streamings de músicas caiu vertiginosamente.

Em contrapartida, o número de lives aumentou. Interessante notar que o recurso era usado até então apenas por algumas figuras públicas brasileiras – como o próprio presidente.

Nem precisamos de estatísticas para afirmar isso, todos sentimos o impacto em nossos perfis pessoais, principalmente no Instagram.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

São artistas, cantores e público geral fazendo lives para cantar, ler poemas, exercitar-se, contar histórias para crianças, conversar com amigos e compartilhar conhecimento. A geração de conteúdo ao vivo é a mais diversa possível. Com ou sem superproduções.

No quesito superprodução, os cantores sertanejos brasileiros estão à frente, e, inclusive, modificaram o estilo promovido por popstars internacionais ao criarem a “live de sala cheia”.

Pioneiro nesse estilo, o cantor Gusttavo Lima virou case de branding ao bater o recorde brasileiro de acessos simultâneos no YouTube. Foram 750 mil conexões ao mesmo tempo para assisti-lo tocar mais de 100 músicas, em 5 horas de show.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Não bastando o sucesso na plataforma de vídeos, o cantor foi primeiro lugar nos assuntos mais comentados do mundo no Twitter e ficou em destaque no Instagram. Além disso, arrecadou R$ 100 mil e toneladas de donativos para instituições de caridade.

Tamanho êxito o fez programar uma nova live para os próximos dias, agora, inspirada num seriado sucesso de streamings da Netflix, “A Casa de Papel”.

No caso dele, vale ressaltar que os cuidados com relação à Covid-19 foram: redução da equipe de 20 para 5 pessoas e uso de EPIs como máscaras, luvas e álcool gel pela produção.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Se Gusttavo Lima já havia quebrado recordes, Jorge e Mateus foram mais longe: reuniram 3 milhões de pessoas simultaneamente no YouTube (o vídeo do show já soma 39 milhões de views). Por meio de um QR Code, a dupla arrecadou 216 toneladas de alimentos e 10 mil frascos de álcool gel para doar à população carente.

Mas esses números estrondosos vieram acompanhados de polêmica: uma foto dos bastidores publicada no Twitter demostrou que o evento feito por conta da quarentena acabou promovendo aglomeração de pessoas. A transmissão teve cerca de 4h30 e, segundo a assessoria dos cantores, contou com uma equipe de 18 pessoas, mas em revezamento, e teve até garçom para servir os presentes. Todos estavam de luvas, máscaras e o local estava com vários frascos de álcool gel.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Na contramão da moda de aproveitar a quarentena para fortalecer presença e repertório musical nas mídias sociais, Anitta afirmou que não fará lives para evitar polêmicas. Segundo ela, se não apresentar uma superprodução, as pessoas reclamarão. E se chamar uma equipe para entregar uma live maravilhosa, com cenário e luz, será fortemente criticada por furar o isolamento. Belo exemplo de social listening.

Por falar em listening de mídias sociais, há quem torça o nariz para o excesso de lives acontecendo atualmente.  E existe quem apoie, já que todo mundo tem o direito de lidar com o confinamento como quiser, inclusive fazendo uma live.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Em minha opinião, quanto mais gente engajada digitalmente, melhor. Seja produzindo ou consumindo conteúdo, todos temos a ganhar. Ainda mais se o objetivo for diminuir sintomas como tristeza ou ansiedade trazidos pelo isolamento social.

Em vez de perder tempo cancelando pessoas por preferir um mundo com menos transmissões ao vivo, é preferível usar a internet com consumo de conteúdo relevante para você.

Afinal, nesse caso, seria melhor não se ver representado nos famosos versos cantados por Elis Regina “é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.

Aceite que nada mais será como antes e siga exercendo o direto de assistir ou não a live que acontecerá no próximo minuto em qualquer umas das mídias sociais.

10 dicas valiosas para uma videoconferência profissional

08/04/2020 por Raphael Correa

Reunião agora só virtual! As relações corporativas estão ainda se adaptando ao novo cenário no Brasil e no mundo, em virtude do novo coronavírus, causador da Covid-19.

A videoconferência é uma das principais formas de comunicação, uma vez que permite aos envolvidos se verem, ouvirem e discutirem assuntos relevantes à empresa em tempo real. Mas, para que a videoconferência seja um sucesso, alguns cuidados são essenciais.

Clique e baixe o material gratuito com os 10 principais pontos de atenção e os principais aplicativos para reuniões virtuais:

10 DICAS VALIOSAS PARA UMA VIDEOCONFERÊNCIA PROFISSIONAL

 

Tem algo a dizer? Faça um vídeo!

31/03/2020 por LVBA Comunicação

A rotina mudou. Em virtude do novo Coronavírus (Covid-19), as relações se tornaram mais virtuais, por motivos de segurança e saúde pública. A comunicação continua sendo essencial e não pode parar. Em pleno 2020, nossa maior aliada é a tecnologia e, com ela, podemos nos expressar de diversas formas, incluindo a produção de conteúdos em vídeo.

Para gravar seu vídeo de forma eficaz, existem alguns cuidados importantes. Clique abaixo e faça download gratuito do material completo para produzir conteúdos em vídeo de forma eficaz:

TEM ALGO A DIZER? FAÇA UM VÍDEO!

Um convite a sermos resilientes

31/03/2020 por Juliana Caramelo

Há tempos temos falado muito sobre transformação digital, mas agora, devido à pandemia do Covid-19 e as recomendações de isolamento social, isso deixou de ser uma opção para virar necessidade. E, para aquelas empresas que estavam engatinhando nessa transformação, o atual momento talvez seja a oportunidade que faltava para que acelerem o processo.

Nesse caso, porém, a empatia, compreensão e gentileza (sim, sejamos gentis!), entre gestores, colaboradores e clientes será fundamental. Isso porque, antes de implementar qualquer estratégia digital, é preciso investir em uma mudança cultural dentro da organização. E, para essas empresas, não houve tempo para isso, não é verdade!

Sendo um pouco a Poliana, de Eleanor H. Porter, muitas das ações agora serão implementadas na base da tentativa e erro, mas muitas soluções criativas e inovadoras também podem surgir em meio ao caos. Não permita que a crise roube sua criatividade, aprenda a utilizá-la a seu favor.

Será primordial sair da zona de conforto e pensar em novos meios de comunicar, novos formatos de venda, canais, produtos e serviços que façam com que a organização passe por esse momento com o menor impacto negativo possível.

Independentemente do que acontecer, a experiência que vivemos agora fará com que a sociedade adote novos hábitos e comportamentos que irão mudar a forma como pensamos as empresas e os negócios. Isso é fato, mas não precisa ser um desespero.

Engaje seus colaboradores, ouça os seus clientes, convide todos a pensarem em como ser resilientes nesse momento. Assim como na história de Eleanor Hodgman Porter, “quando a meta é aproveitar o melhor da vida, olhá-la pelos olhos de Poliana pode ser um primeiro passo”.

 

“Quando Eleanor Hodgman Porter escreveu Poliana, em 1913, a ciência ainda não conhecia os efeitos positivos do otimismo na saúde física e mental das pessoas. Mas a sua receita de bem-estar permaneceu na lista dos livros mais vendidos por dois anos seguidos, e até hoje continua sendo uma fonte de inspiração para todas as idades. À época, como agora, Poliana foi descrita como dotada de um otimismo cego. A essa crítica, Eleanor teria respondido: ‘ Nunca acreditei que deveríamos negar o mal, a dor e o desconforto; apenas pensei que é muito melhor saudar o desconhecido com alegria’. Quando a meta é aproveitar o melhor da vida, olhá-la pelos olhos de Poliana pode ser um primeiro passo”.

Poliana; Porter, Eleanor H
Fonte: Livraria Saraiva

A tecnologia se mostra ainda mais necessária em momentos de crise

30/03/2020 por Elisandra Escudero

Todas as conversas, perguntas e buscas atualmente giram em torno do avanço na luta contra a COVID-19. Todos estamos preocupados com a saúde e o bem-estar de nossas famílias, amigos e comunidades.

A tecnologia nunca foi tão importante neste contexto. A comunicação por meios digitais se mostrou relevante para toda essa situação crítica e complexa que o mundo está enfrentando – desde o uso para serviços de emergência, até para entregas de alimentos, passando por milhões de pessoas trabalhando remotamente (Home Office). Além disso, se mostrou essencial para manter o contato entre as famílias, conectando entes queridos em torno de um afeto a distância, seja por meio de entretenimento, solidariedade ou mesmo no compartilhamento de informações e na educação.

O ser humano precisa manter o contato próximo com outras pessoas e a tecnologia tornou-se a grande aliada, com seus canais vitais de comunicação, em uma crise mundial sem precedentes.

O mundo nunca esteve tão unido e tão conectado, mesmo com a distância física.

As pessoas aproveitam para refletir também em como podem ajudar nesses tempos de crise mundial. Algumas atitudes simples podem ser feitas por nós, como manter o pagamento das diaristas mesmo liberando-as para ficarem em suas casas (o mais sensato a fazer). Ou mesmo ofertando um valor maior para os entregadores de supermercados e restaurantes.

De acordo com um estudo do Youpix, sobre o impacto do coronavírus no mercado de influência, muitas pessoas irão recorrer aos “creators favoritos” para obter novos conteúdos nas próximas semanas. É importante repensar sobre como temos disseminado informação correta para nossos seguidores. Ajudar a reduzir a transmissão do vírus e das fake news, e mais importante ainda, ajudar o povo a sair dessa quarentena com a saúde mental em dia.

Um exemplo bem legal, que merece compartilhamento, é de um cliente, a Nokia, que acaba de lançar um Fundo de Doação Global Coronavírus.

Este fundo, conforme explica o CEO da companhia, destina-se a apoiar instituições de caridade, hospitais, clínicas de saúde e outras organizações não-governamentais da linha de frente que estão liderando a luta contra a COVID-19 e tentando mitigar seu efeito sobre as comunidades. Outras empresas também estão fazendo sua parte, seja abrindo seus conteúdos para que as pessoas possam ter informação confiável, ou ainda oferecendo entretenimento para as famílias sobrevirem com seus filhos, sem tédio, em casa. Museus mundo afora possibilitando visitas virtuais e cursos gratuitos disponíveis para todos são outras opções.

É o mundo se unindo para salvar vidas.

Não tenho dúvidas que estaremos mais fortes e cheios de aprendizados depois dessa crise.

Vamos juntos enfrentar esse momento difícil com criatividade. Faça a sua parte e compartilhe o seu conhecimento e suas dicas também.

O que os executivos podem aprender com as entrevistas do Covid-19?

27/03/2020 por André Lorenzetti

Há muitos anos que os brasileiros não assistem a tantas entrevistas, especialmente por imagem (seja na TV, internet ou outras mídias), movidos pela vontade e necessidade de se manter informado a respeito da Covid-19. Pelo que me lembro, a última vez que algo similar ocorreu foi na ocasião do fatídico Plano Collor, pois todos os brasileiros foram impactados e havia um absoluto desconhecimento e choque inicial (situação muito similar à atual).

Sem dúvida, é muito nítido como os bons entrevistados ajudam a transmitir uma informação de qualidade, confiável e fácil de se entender. Auxilia o trabalho dos jornalistas, realiza uma ação de utilidade pública e é adequadamente compreendido pela audiência. Credibilidade com conteúdo, essa é a percepção de quem assiste a essas entrevistas.

Por outro lado, um entrevistado que transmite insegurança, é prolixo ou confuso, se irrita no meio da entrevista, entre outras questões, perde a oportunidade de oferecer um bom conteúdo ou se posicionar como fonte confiável e respeitável. Pode ser que esse profissional detenha muito conhecimento, mas não consiga demonstrar essa profundidade frente a uma câmera ou microfone.

O profissional nasce sabendo dar uma boa entrevista ou se preparou para isso?

Como tantas outras habilidades profissionais, essa pode ser desenvolvida por técnicas adequadas, sendo a mais conhecida, aquela chamada de “media training”, mas que prefiro chamar de “preparação de porta-vozes”, pois prepara o profissional a se posicionar como porta-voz da empresa ou do assunto diante diversos públicos e situações.

Há empresas que realizam tais treinamentos anualmente com seus executivos por entenderem que é um excelente investimento. Quando bem conduzido, os executivos compartilham essa mesma percepção, pois é uma habilidade desenvolvida para a vida inteira, e não exclusivamente para entrevistas com a imprensa.

As oportunidades em que um executivo precisa se colocar adequadamente e responder perguntas são únicas, não se repetem da mesma maneira com as mesmas pessoas do outro lado. Se não forem bem aproveitadas, foram perdidas.

A cada sessão de treinamento que esse profissional faz, melhor ele fica, bem como a cada entrevista concedida, melhor o entrevistado deve ficar se tiver a humildade e a atenção de perceber seus pontos a serem aprimorados.

Participar de um “media training” não é se preparar para enganar ninguém, mas aprender a oferecer o melhor conteúdo para cada público, com objetividade, segurança e serenidade.

Se durante e após o auge dessa pandemia os investimentos serão revistos, cabe lembrar como foi convincente ouvir as boas entrevistas de alguns porta-vozes oficiais e avaliar se o seu cliente o vê da mesma maneira. Aprimorar essa habilidade é prioridade, especialmente em situações de crises.

Covid-19 – Distanciamento Social

24/03/2020 por Raphael Correa

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde para a contenção do novo Coronavírus (Covid-19) é o distanciamento social, por meio do isolamento e quarentena.

Para ajudar, clique e faça download gratuito deste material que traz informações e dicas para tornar o período de distanciamento social mais leve e produtivo:

DISTANCIAMENTO SOCIAL E DICAS ÚTEIS

 

Contra o vírus, música!

23/03/2020 por Raphael Correa

A pandemia de Covid-19 é algo que está deixando todos aflitos e, por recomendação da Organização Mundial da Saúde, o isolamento social é necessário para evitar a propagação do vírus.

Em momentos como este, precisamos a todo custo fortalecer nossa imunidade. E um importante estudo de Fancourt, Ockelford e Belai (2014), sobre psiconeuroimunologia da música, aponta para o papel central das vias de estresse em associar a música a uma resposta imune.

Então, como aplicar a música ao esquema de Home Office, que muitas empresas estão adotando nesta época, e promover a interação diária dos membros da equipe que estão sozinhos em suas casas? Uma playlist colaborativa é uma ótima solução 🙂

As plataformas Spotify Deezer tem essa opção! 😀

Cada um vai dividir seu gosto musical com o resto do grupo e conhecer novos ritmos, estilos musicais e artistas.

A música vai interligar as pessoas, promover um momento de descontração e auxiliar na concentração no trabalho. Afinal, quem nunca colocou um fone de ouvido para se concentrar em algo e não ouvir barulhos externos?

Promovam isso em suas empresas. Na LVBA Comunicação, sugeri a iniciativa e estamos fazendo isso!

Cuidem-se, ficaremos mais fortes depois de tudo isso. <3

Caso queira ouvir a playlist criada por nossa equipe, acesse:

 

Nathalie Compoy – Assistente de Atendimento na LVBA Comunicação

Robôs em home office? Não, né!

18/03/2020 por Gisele Lorenzetti

Não me venham com este papo de transformação digital. Perdão, Antonio Salvador e Daniel Castanho , exímios professores que conduziram um curso recente, na StartSe, sobre este assunto.

Até uma semana atrás, eu falava em transformação organizacional, mas hoje vejo que estamos no meio da maior transformação social que passa, seguramente, por uma transformação individual.

Ontem, Felipe Malta Lefevre, empresário dura e cruelmente impactado pelo atual cenário, refletia sobre como deveria explicar à filha de quatro anos, a quem sempre ensinou a cumprimentar, abraçar e beijar pessoas, que agora não era mais para fazer isso. E como será quando voltar a ser possível retomar esse hábito. Será que as pessoas ainda buscarão afeto nos abraços?

Há muito a se pensar. Como manteremos nosso calor latino, sem abraços e nem beijos? Toques de cotovelo ou nos pés terão o mesmo efeito? Suprirão nossas necessidades afetivas?

Qual o papel das empresas neste contexto maluco? Grande parte das equipes começa a atuar remotamente e não será por um curto período. Em seus home offices, as pessoas passarão a conviver durante muitas horas diárias com filhos, companheiros e cônjuges. Com o tempo, como ficarão essas relações? E a sensação de estar privado da convivência social? Do cafezinho nos corredores das empresas, dos happy hours com a turma e da pizza na companhia de familiares idosos? Como reagiremos a tudo isso?

Agora é o momento das empresas colocarem em prática seus valores. Quantas não afirmam que “pessoas” são seus valores e nunca entenderam que remunerá-las dignamente nunca foi atestado de valores na veia.

Qual seria a solução para isso? Criar redes virtuais de presença. Nesse aspecto, a transformação digital é essencial (ponto positivo para os professores!) e são várias empresas que tornaram suas ferramentas acessíveis para isso. Promover trocas de ideias, momentos de happy hour com cada um na sua casa, fazer comemorações remotas, estimular as equipes a apresentaram seus novos “colegas de trabalho”, que podem ser pessoas, bichos, plantas ou quadros…. E, como bem organizou aqui na LVBA a pequena-grande Nathalie Campoy, uma playlist colaborativa no Spotfy. Vale deixar a criatividade voar, tendo como objetivo suprir as relações pessoais.

A cada dia tenho mais certeza de que o mundo é “de gente pra gente” e gente será sempre analógica e vai sempre precisar de afeto, seja no abraço ou com o suporte de tecnologia. Só não podemos pensar que equipes remotas são robôs cumpridores de prazos e em permanente controle para que não confundam home office com day off.

Home Office: como torná-lo motivador e produtivo

17/03/2020 por LVBA Comunicação

 

Seguindo recomendações do Ministério da Saúde, diversas empresas adotaram o home office integral para seus colaboradores. A ideia é protegê-los da contaminação pelo novo Coronavírus, causador do Covid-19.

Preparamos dois documentos com dicas e uma lista de ferramentas digitais para ajudar neste processo.

Faça seu download gratuito nos links abaixo:

Trabalho Remoto: Como Torná-lo Motivador e Produtivo

Abastecimento e Entretenimento em Tempos de Home Office

O que é notícia hoje? Vale o questionamento.

22/08/2017 por Elisandra Escudero

Tenho acompanhado, cada vez mais, pautas que saem na “grande imprensa” sendo debatidas e até questionadas em outras plataformas e mídias.

Convenhamos, o mundo atual anda um tanto quanto chato e cheio de “mimimi” sobre o que pode ser falado, como deve ser abordado, etc e tal. Até aí, tudo bem. Sabemos que existe o grupo do feminismo, do machismo, do a favor disso e do contrário àquilo, e todo tipo de opinião, claro. Porém, o que me chama mais a atenção atualmente são os temas que viram notícia na tal “grande imprensa” e que geram outros tantos conteúdos em outras mídias tão relevantes.

Na qualidade de profissional de comunicação, lidamos com esse questionamento – aqui digo meus colegas de profissão e eu – diariamente. O que é notícia hoje? Tudo e nada ao mesmo tempo, se analisarmos friamente essa questão.

Como gestores de comunicação sempre questionamos nossos clientes sobre os temas que eles nos trazem como notícia, fazendo aquele papel de “advogado do diabo” mesmo para entender se aquele assunto interessa a um determinado nicho ou a grande massa, se há um fato inédito, se o público leitor daquele veículo vai ser impactado por aquele assunto, se tal tema terá relevância para a vida das pessoas. Bom, isso é um exercício diário e constante para quem trabalha com comunicação corporativa.

Tendo dito isso, me deparei com um post que ilustra bem o que estou falando no texto acima e que foi publicado no Huffpost Brasil, discutindo uma matéria veiculada na revista da Folha de S. Paulo (06/08) com a seguinte reportagem ipsis literis: “Está pensando que a vida dos pais é só trabalho e cuidar da cria? Eles também batalham para colocar em prática seus hobbies, como cruzar oceanos atrás de um show de heavy metal, fazer longas caminhadas pelo Nepal e guardar uns minutinhos para desfrutar do jardim”: https://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2017/08/1907231-conheca-pais-que-conciliam-filhos-e-hobbies-como-escalar-o-himalaia-e-ir-a-shows-do-iron-maiden.shtml

Nada contra a tal matéria, que traz histórias de pessoas que conciliam tudo e ainda a paternidade. UAU!!! Mas, aqui o que eu quero expor é, isso realmente é uma pauta interessante que mereça ser publicada em um veículo como a Folha, mesmo em uma data comemorativa, como o Dia dos Pais? E como resposta, exponho essa outra pauta aqui com o seguinte trecho na íntegra também: “Minha timeline está cheia de feministas e mulheres em geral indignadas com a matéria de Dia dos Pais da Folha de S.Paulo e fui ver do que se trata, pensando que fosse mais uma polêmica sobre homões da poha que não fazem mais do que sua obrigação”. https://www.huffpostbrasil.com/2017/08/09/a-disparidade-entre-maternidade-e-paternidade-conceito-e-expect_a_23072830/

Sem entrar no mérito de análise das duas matérias, até porque abre um parêntesis aqui eu tive um PÃE (que foi pai e mãe) da poha, pois ele criou duas filhas (minha irmã e eu) sozinho – depois da morte da minha mãe -, abrindo mão de se casar novamente, se aposentando antecipadamente e tudo mais que um PAIZÃO faria para cuidar de suas crias. Mas, vamos lá, voltando ao tema. Por que vocês acham que essas pautas viraram reportagens? O que de fato é importante analisarmos aqui são: as histórias desses homens realmente merecem destaque e são de fato relevantes para outras pessoas? Acredito que não, porque o efeito foi até contrário, levou a uma certa “ira” por se assim dizer de muitas mulheres, gerando outro post sobre um tema bem mais pertinente e atual. “É preciso muito pouco para ser considerado um paizão. E é preciso muito pouco para ser considerada uma mãe de m**da”, diz a autora Tayná Leite, que é Coach, palestrante, advogada, feminista e mãe do Cacá.

Vale aqui então uma reflexão e até uma provocação para todos nós de comunicação sobre o que estamos gerando e até consumindo de informação. Será que tem alguma relação o fato de a grande imprensa estar dando espaço para histórias cada vez mais “questionáveis” e pouco interessantes, com o fato de as vozes que surgem de influenciadores e de pessoas comuns, terem gerado muito mais empatia e engajamento do público? Precisamos pensar mais nisso, inclusive as próprias empresas quando querem divulgar seus temas tão relevantes.

[:pb]Reputação é ativo intangível. É melhor você se preocupar com isso![:]

14/08/2017 por Gisele Lorenzetti

[:pb]

Há vinte anos, dizer que reputação é item importante no composto do ativo intangível soava quase como ingenuidade. Afinal, segundo o estudo que analisa a composição histórica dos ativos intangíveis, elaborado pela consultoria Ocean Tomo, mostra que os intangíveis ganham importância crescente ano-a-ano. Atualmente, quase 90% do valor de uma empresa é dada pelos tão complexos ativos intangíveis, como demonstra o quadro abaixo.

Ou seja, não são “as coisas”, como instalações e equipamentos, que dão valor às empresas. As “não coisas”, ou seja, o capital intelectual com marcas, patentes e pesquisa e desenvolvimento; a gestão de pessoas e a reputação que, de certa forma, soma todos os demais intangíveis, valem muito mais.

De certa forma, quando analisamos o estudo CEO Outlook Brasil 2016, produzido pela consultoria KPMG , percebemos que os empresários brasileiros estão bastante preocupados com a reputação. Quando questionados sobre os principais desafios e riscos que devem enfrentar, a questão reputacional aparece em quarto lugar, sendo precedida por dois fatores que menos dependem de uma ação direta da empresa: riscos cibernéticos e regulatórios.

Importante aqui esclarecer o que é, de fato, um risco reputacional. No geral, este é visto como uma risco à imagem da organização. De certa forma, quem pensa assim, pensa correto. Em termos!

O que é a imagem da empresa se não a soma de muitos componentes. A começar pela entrega de produtos e serviços. A empresa atende às expectativas de seus clientes e consumidores? A promessa é clara e a expectativa dos clientes é a mesma da empresa? Como a empresa se relaciona com seus empregados? Há a promoção de engajamento? A empresa mapeia, com seriedade, seus riscos técnicos e operacionais, avaliando como estes podem impactar a reputação?

Ou seja, reputação é coisa bastante séria e complexa. Mas nada que não seja entendido numa boa conversa e implantado com estratégia e persistência.[:]

[:pb]Vamos falar sobre Reputação?[:]

09/08/2017 por Gisele Lorenzetti

[:pb]Tanto se fala sobre reputação mas será que estamos falando sobre a mesma coisa? Ter uma boa imagem está bem longe de significar ter uma boa reputação.

Imagine aquele porquinho rosadinho, gordinho e simpático que é usado para ilustrar o lugar onde se guardam as economias.

Imagine que diariamente você coloca moedas nele. Todo troco recebido em moedas é depositado no porquinho. Ele vai ficando pesadinho e, se você não fizer nenhuma retirada, ele só vai se encher.

Depois de vários meses, ou anos, enchendo este cofre, um dia, você se vê em dificuldade e precisa recorrer às economias e você retira o equivalente a 10% da sua poupança rosadinha.

Esta retirada seria suficiente para acabar com suas reservas? Seria algo impactante que poderia ser traduzido como o fim do cofrinho?

De forma alguma. A única coisa que vai acontecer é que os próximos depósitos serão para repor o que foi retirado e não para aumentar a reserva.

O simpático porquinho é a reputação. Ela não se torna forte e vigorosa da noite para o dia. É preciso persistência, insistência, boas práticas de gestão e disciplina para que o cofrinho fique recheado.

Boas práticas corporativas, a entrega de bons produtos e serviços e um cenário favorável são passos essenciais para se criar uma boa reputação. Mas só isso é pouco. Aqui vale o velho ditado “A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta” (a origem do ditado é bastante interessante e pode ser conhecido neste link). Ou seja, não basta fazer o certo, a empresa precisa também saber se comunicar da forma correta.

Estamos na era da transparência compulsória e não há bom produto que sobreviva a uma prática frágil da comunicação, uma comunicação que desconsidere um mundo em rede e não mais organizado em caixinhas rotuladas como clientes, fornecedores, comunidade, acionistas, ONGs etc. Uma comunicação que reconheça liderança, influenciadores e não somente a imprensa.

A empresa faz tudo certo, sabe se comunicar de forma estratégica e seus stakeholders estão tão alinhados com ela que se tornam seus defensores. E, de repente, o cenário faz com que surja uma crise e a empresa é vítima disso. Um dos indicadores claros da chegada da crise é o resultado de suas ações. Elas despencam e a empresa perde valor. É como se, neste momento, a empresa precisasse buscar folego para manter-se saudável no seu cofrinho que, dada sua trajetória, está forte e saudável.

Uma crise pode matar a reputação de uma empresa?

Depende do quanto ela “poupou” antes da crise. Quanto mais cheio o porquinho, menor o risco da empresa ser afetada neste momento. Quanto menos a empresa investir na sua reputação diariamente e diuturnamente maior sua vulnerabilidade, mais magra são suas reservas reputacionais e maior o risco do cofre ser destruído neste momento.

Investir na gestão da reputação é caro? Bem mais caro é amargar o preço do “porquinho quebrado”. E ai vale outro ditado, bem menos charmoso e bem mais popular “não adianta chorar pelo leite derramado”.[:]

[:pb]Relação com Influenciadores pede – cada vez mais – profissionalismo![:]

19/07/2017 por LVBA Comunicação

[:pb]Os influenciadores digitais, como o nome deixa bem claro, influenciam. Pessoas que, com suas vozes e opiniões, ganharam destaque na internet e, como era de se esperar, atraíram os olhares das marcas.

Brindes, jabás, convites para eventos, encontrinhos, publieditorial são apenas algumas das expressões que entraram no dicionário do relacionamento entre agências e influenciadores.

E, claro, como todo mercado, nem todo mundo segue a ética e a transparência que esse tipo de relação exige. A relação entre essas duas partes, por mais informal e amigável que seja, ainda é uma relação profissional. E isso exige que algumas normas sejam seguidas, afinal estamos falando de publicidade.

Do ponto de vista do influenciador, a questão ganha ainda a camada da reputação. Essa é sua mais poderosa ferramenta de trabalho e zelar por ela deve ser primordial. Por isso que, cada vez mais, os casos de publicidade velada devem sim ser expostos para que o consumidor, a ponta mais importante desse processo, não se sinta enganado.

A ABRADI – Associação Brasileira dos Agentes Digitais – recentemente lançou um Código de Conduta para agências digitais na contratação de influenciadores. Em poucas -e bem simples – dicas, o Código traz orientações para agências profissionalizarem ainda mais esse mercado. Algo que todas as partes no fim só terão a ganhar.
[:]

[:pb]Posicionamento de Marca – Uma tendência de Marketing[:]

05/07/2017 por Thuane Nunes

[:pb]Para falamos desse tema – tão em alta nos dias atuais – precisamos, primeiramente, entender que posicionamento de marca não se cria, posicionamento se define. Não podemos, simplesmente, inventar um. É necessário estudar sobre a cultura, os valores e o perfil de público da empresa para, a partir disso, segmentá-la.

Posicionamento é ser parte de um movimento, defender uma causa que apoia ou acredita e tornar isso visível aos consumidores. O posicionamento é quem decide o rumo que a imagem da marca irá seguir no mercado. Marcas bem posicionadas tem maior probabilidade de crescimento e fortalecimento, pois criam identificação. O público se enxerga como parte importante para aquela marca.

Por meio de conceitos de marca e estratégia competitiva define-se como a empresa se posicionará e como se diferenciará em meio a tantos concorrentes e informações. Essa diferenciação deve acompanhar o ciclo do produto a ser anunciado, por exemplo. Caso contrário um consumidor mais exigente – ou mais antenado às tendências – pode perder interesse e dar preferência ao seu concorrente.

Devemos pensar nas marcas como pessoas – ambas têm personalidade própria que devem ser levados em consideração para que haja um relacionamento verdadeiro e forte, caso contrário, forma-se em um abismo entre marca e público. Um perfil inatingível faz o consumidor se sentir frustrado.

Para ter um posicionamento eficaz, a empresa deve, primeiramente, entender a si mesma, de acordo com seus valores e personalidade. Na sequência, deve estar atenta em manter uma comunicação sincera em todos os seus pontos de atendimento, como lojas, sac e público interno. Além disso, deve procurar defender apenas causas que realmente apoie, garantindo assim confiança e credibilidade com seus clientes. Ficar “em cima do muro” como marca atualmente, não é tão lucrativo, já que as pessoas buscam afinidade com as marcas.

Por fim, repense sempre que necessário o Branding (gerenciamento e estratégia de marca) de sua empresa a fim de fortalecer sua pregnância e relacionamento com os consumidores.
[:]

[:pb]WhatsApp e Facebook são os meios preferidos dos brasileiros para compartilhar notícias[:]

30/06/2017 por Rogério Viduedo

[:pb]Um panorama completo do consumo de notícias digitais é o resultado de um estudo o que o Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo conduziu em nível mundial, entre de janeiro e fevereiro de 2017, com 70 mil pessoas, em 36 mercados nos cinco continentes. O Digital News Report 2017 é um material denso e completo que aponta as tendências que podem explicar o rumo que a audiência por informação na Internet deverá tomar nos próximos anos e, desse modo, deve ser lido por todos os profissionais de Comunicação.

Na abertura das considerações, os editores alertam: “Esta pesquisa é um lembrete de que a revolução digital está cheia de contradições e exceções.” O alerta é válido especialmente para o Brasil, cujos números sobre o consumo de mídia destoam daqueles apresentados pelos grandes centros da Europa.

O consumo e compartilhamento de notícias por aplicativos de bate-papo é uma dessas contradições. No geral, 23% dos pesquisados respondeu que busca, compartilha ou discute notícias por esse tipo de tecnologia ao menos uma vez por semana. O WhatsApp, pela primeira vez, foi citado por 15% da amostra. No Brasil, ele é um dos preferidos como fonte de notícias para 46% dos entrevistados, sendo que a liderança fica com o Facebook, com 57%. O Whats é forte na Malásia (51%) e no Chile (39%), enquanto que é pouco usado para esse fim nos Estados Unidos (9%), na Grã Bretanha (4%) e no Japão (3%).

Os pesquisadores estimam que um dos fatores que impulsionaram o uso do WhatsApp nos mercados emergentes e na Espanha tem a ver, primeiro, com o bolso, pois muitas empresas de telecomunicações permitem o uso do aplicativo, naqueles países, sem descontar os dados da franquia. E, segundo, com a privacidade, já que o compartilhamento através dele não sofre os efeitos da exposição que as redes sociais proporcionam.

Mas é no quesito ‘confiança das notícias’ que o Brasil mais chama a atenção. Para 60% da amostra brasileira, as notícias publicadas na Internet são confiáveis, mas houve uma queda de 36% para 30%, ano a ano, na percepção de que as notícias são livres de interferências políticas e empresariais. Na comparação com outros países, apenas a Finlândia supera o Brasil nesse quesito, com 62% de confiança, seguido por Portugal (58%) e Polônia (53%), sendo os Sulcoreanos os mais desconfiados (23%).

Sobre os meios utilizados para consumir notícias no Brasil, ao menos três vezes por semana, 60% apontou o canal a cabo Globo News como a fonte mais utilizada no segmento de TV, rádio e impresso, ficando o Jornal do SBT em segundo lugar, seguido por BandNews e Record News. Em termos de impressos, os jornais locais e regionais são os preferidos para 28% e, apenas no sexto lugar aparece um jornal tradicional, O Globo (27%). No âmbito online, destaca-se o portal UOL como o preferido para 47%, seguido pelos websites Globo News (43%) e O Globo (35%).

Vale dizer que tais números não estão se revertendo em dinheiro para as empresas de mídia. Segundo o estudo, apenas 22% dos entrevistados brasileiros pagam para receber notícias online, sem variação em relação ao ano anterior. Mundialmente, essa proporção de assinantes é bem menor e apenas um em dez (13% da amostra) tem esse hábito. Vale ressaltar que a pesquisa realizada no Brasil só contemplou as áreas urbanas e, por isso, o número de pagantes por mídia online é proporcionalmente maior do que os observados nos outros países onde mais se paga por notícias, tais como Noruega (15%), Suécia (10%) e Dinamarca (8%).

Sugiro que acessem o material completo nesse link e debrucem-se sobre os números e insights. Com certeza, os dados irão ajudá-los a ilustrar melhor o cenário do jornalismo brasileiro em suas conversas com clientes bem como para decidir sobre a direção que tomarão nas próximas divulgações.
[:]

[:pb]Para tirar a comunicação do quartinho dos fundos[:]

22/06/2017 por André Lorenzetti

[:pb]No início do ano, o presidente de uma grande empresa chamou seus diretores para verificar quais resultados haviam obtido para contribuir com os objetivos da companhia no cenário de crise. O diretor comercial foi o primeiro a se pronunciar, todo orgulhoso por ter alcançado um aumento de 30% nas vendas frente a um aumento de custos de apenas 8%. E mais, houve uma substituição de produtos de baixa margem de rentabilidade para os de elevada margem em metade das novas vendas.

A diretora financeira e administrativa apresentou números positivos com ganhos financeiros não operacionais, desmobilização de capital pela venda de equipamentos que passaram a ser locados com manutenção inclusa e rígido controle de gastos administrativos por meio da implantação de um sistema de autorização online.

A diretora de RH trouxe o aumento da produtividade das principais equipes devido a revisões nos processos de seleção e treinamento. Mostrou, mesmo que a desgosto dos demais, o aumento das metas para bônus da direção e alta gerência, garantindo que nenhum deles receberá um centavo a mais enquanto a companhia não alcançar o devido EBITDA.

Chegada a vez do diretor de comunicação, ele fez uma longa apresentação explicando a intangibilidade dos resultados de sua área. Comparou com um excelente vinho, que um apreciador experimentado sabe o quanto vale, mesmo sem ter ideia de quanto tenho sido gasto para produzi-lo.

O presidente satisfeito, agradeceu a todos e comentou que, em tempos de crise não podiam se dar ao luxo de vinhos caros. Cortou a verba e a equipe de comunicação, incluindo o próprio diretor.

Esta fábula da vida moderna ilustra a aflitiva realidade dos muitos profissionais das áreas de comunicação, seja ocupando posições em agências ou como clientes, que não fizeram a migração para o modelo de resultados e agilidade para se ajustar a novos ambientes e realidades.

Ainda é comum encontrar aqueles que utilizam a afirmação de que a atividade de comunicação gera resultados intangíveis e, consequentemente, imensuráveis, para se esconderem. Algumas empresas até aceitam esse discurso, mas entram no mesmo jogo e acabam por esconder a área de comunicação, reservando a ela um papel puramente operacional e no topo da lista do corte de verba. Há outros tantos que afirmam medir resultados, mas utilizam indicadores absolutamente desvinculados do planejamento estratégico da organização.

Há muitos profissionais que defendem as mídias sociais, as novas tecnologias e os influenciadores digitais como estratégia de comunicação. Mídia, como o nome diz, é meio; tecnologia é e sempre foi simplesmente tecnologia; e influenciador é público meio (e não público fim). Nenhum desses substantivos pode ser considerado estratégia de comunicação ou a disrupção da área, mas pode estar inserido em um contexto de negócios, alinhado com os objetivos da organização, dentro de uma estratégia macro de comunicação, com indicadores e metas.

Situações assim levam toda a área de comunicação para o quartinho dos fundos das empresas. Não convive com a alta direção, não tem acesso a informações confidenciais em primeira mão e é lembrada somente para divulgações ou quando alguém precisa de “um texto engajador”.

Se na fábula acima o diretor de comunicação tivesse elencado ações de relacionamento com influenciadores digitais alinhadas com o objetivo de aumento de vendas qualificadas, tendo como indicador de sucesso a medição de clientes gerados por esse meio, tudo seria diferente. O diretor financeiro entenderia a razão de liberar verba, o diretor comercial mobilizaria sua equipe em benefício do projeto, o diretor de RH repensaria a estrutura da área e o presidente consideraria envolver a comunicação em situações mais relevantes e críticas.

Avançando na questão, o termo “resiliência” e a capacidade de predição e análise são habilidades desejadas em todos os funcionários, ou pelo menos nos gestores. Estar sempre aberto a ajustar o planejamento, cercar-se de informações e pessoas que ajudem a prever riscos e oportunidades e analisar tudo o que está à mão dá um toque estratégico e de resultados à comunicação.

Nesse quesito, a tecnologia pode ser uma aliada ou uma adversária, pois é capaz de nos distanciar da realidade das pessoas. Andar pela fábrica, observar o comportamento dos consumidores dentro das lojas e ter contatos pessoais devem complementar pesquisas online e planilhas. É algo muito similar à humanização dos serviços, ou servicização, um modelo bastante em curso nas empresas. É contraditório imaginar uma comunicação não humanizada ou afastada das pessoas, mas essa situação tem sido muito presente. O anúncio em voz alta no salão pode ser mais efetivo do que um e-mail, um encontro pessoal mais impactante do que um vídeo, uma experiência presencial mais tocante e engajadora do que um jogo virtual.

Quando nos afastamos do estratégico e não revisamos as ações periodicamente com olhos na evolução dos resultados dessas ações, corremos o risco de cair na armadilha de mecanizar nossa prática. E quanto mais mecânica for uma atividade, mais ela tende a ser substituída por robôs ou desvalorizada nas organizações.

Comunicar é algo que se aprende desde o primeiro choro – que, em si, já é comunicação. Os grandes diferenciais dos comunicadores atuais são a capacidade de se manter simples utilizando novas tecnologias, ser percebido como estratégico mesmo com impactos intangíveis, e mirar resultados de negócios para a organização sem perder o senso de humanidade.
[:]

[:pb]A importância de resgatar a comunicação real[:]

08/06/2017 por Nicole Maier

[:pb]Século 21, ano de 2017. Estamos na época da internet, das mídias, das redes sociais, da Web 2.0. Mas, mesmo com a facilidade de se comunicar, transmitir informações e ser onipresente, ainda continuamos com o forte embate do real significado e da importância da comunicação no dia a dia de qualquer ser humano. Este conceito não está apenas atrelado ao profissional, às grandes empresas ou negócios, está ligado ao simples ato de comunicar.

A complexidade da rotina e das responsabilidades tornam as pessoas cada vez mais individualistas e as escodem profundamente atrás da tela dos smartphones. Não tem mais corpo a corpo e cara a cara. Ninguém mais quer telefonar. As relações interpessoais são instituídas a partir de curtidas, comentários e visualizações. E o alimento disso são as redes sociais, vitrines da vida real, se é que podemos chamar de real.

O que deveria ser uma ferramenta para acrescentar, acaba sendo uma subtração à humanidade e realidade de cada pessoa. Por trás de uma tela qualquer um é corajoso, autoconfiante e destemido. Tem a vida perfeita cheia de sorrisos e sem nenhuma derrota. Quase todos os dias me pergunto onde isso nos levará. Precisamos trazer à tona a necessidade de interagir. Em qualquer ambiente, seja ele profissional, social, familiar ou acadêmico é preciso saber se comunicar. Compartilhar, dividir e distribuir ideias e palavras reais. Não ter medo. Usar esta arte para promover discussões, desconstruções, evoluções e empatia.

É como no mundo animal. Um macaco que nasce em cativeiro, se desenvolve, amadurece e entre na vida adulta, quando solto na selva, não sabe muito bem como se comportar. Ele é “engolido” em pouco tempo, pela falta de prática e conhecimento do novo ambiente. Nós, humanos e racionais, vivemos no mundo cibernético quase 24 horas por dia. Celular, computador, redes socais, curtidas, vídeos, fotos e os famosos textões fazem parte de cada pequeno e rápido milésimo de nossa rotina. No momento que voltamos ao plano real e presencial, é estranho e desconfortante. Precisamos dar valor a conversa, a fala, as expressões, aos sorrisos e gritos. Precisamos trazer a essência humana para a comunicação, a arma mais forte que uma civilização pode ter.
[:]

[:pb]Vamos falar um pouco de comunicação de temas “tabu”?[:]

05/05/2017 por Elisandra Escudero

[:pb]A série “13 reasons why”, lançada no fim de março pela Netflix, tem conquistado público e popularidade. O debate em torno desse polêmico e até então “velado” conteúdo abordado na trama: o suicídio de uma adolescente, tomou conta das mídias sociais, escolas, empresas, rodas de amigos e, claro, a imprensa, de forma bastante aberta e direta. Além dele, outro fato que veio à tona recentemente e que está dando o que falar por aí é um jogo virtual chamado de “Baleia Azul”, praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e WhatsApp e que instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprir 50 tarefas, sendo a última delas o suicídio. Tudo isso levou há uma enxurrada de reportagens, artigos, matérias e também levantou uma infinidade de análises e comentários de especialistas redes afora.

shutterstock_94629850

Só para contextualizar um pouco sobre a produção do seriado, que foi inspirada no livro homônimo de Jay Asher, ele narra 13 razões que levaram uma colegial a tirar a própria vida. Gravadas em áudios de fitas cassetes e enviadas postumamente, as mensagens apontam inúmeros fatos que podem ter levado ao desfecho trágico da personagem, como bullying no ensino médio, machismo, LGBTfobia, abuso sexual e, de uma forma geral, a difícil missão de passar pela fase da adolescência.

A cobertura por parte das mídias sociais e da imprensa sobre a série, o jogo virtual e, mais precisamente, sobre o aumento da procura por ajuda de adolescentes e adultos com problemas graves e que entram em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), acende uma luz muito maior sobre a questão: precisamos abordar esses temas “tabus” de forma mais aberta e conversar com os jovens. De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados amplamente pela imprensa nessas reportagens, o suicídio está entre as principais causas de morte na adolescência, competindo com acidentes causados por veículos e, no caso de países como o Brasil, violência armada.

A imprensa e as redes sociais desempenham um papel extremamente importante ao informar e disseminar conteúdos tão atuais e relevantes para a sociedade, como os listados acima. Os casos, no entanto, reacenderam também outra discussão. Como devemos tratar temas polêmicos sem incentivar imitações no mundo real, o chamado “efeito Werther”, referência a um livro do século 18 que desencadeou uma onda de suicídios na Europa? Muitos especialistas expressaram suas opiniões em diversas mídias, alguns a favor da série e da discussão. Por outro lado, alguns críticos chegaram ao extremo de recomendar que a nova série original do Netflix não fosse assistida, e isso não por questionarem a qualidade da produção, mas, sim pelo perigo que ela pode representar para a sociedade.

Essa recomendação de “boicotar” uma série obviamente chega a alcançar um desfecho oposto, aumentando ainda mais a curiosidade e o interesse pelo conteúdo. Vale mencionar ainda, que além do seriado, muitos adolescentes, provavelmente, foram atraídos pelo jogo “Baleia Azul”, exatamente por essa curiosidade e por sua proibição. Daí entramos na principal questão que devemos avaliar: a falta de conhecimento faz com que o assunto se torne um tabu e, por isso, seja tão importante discutir sim o tema, em todos os âmbitos.

Acredito que o assunto tenha que ser amplamente conversado em casa entre pais e filhos, nas escolas entre professores e alunos, e digo mais, seja explorado, da forma correta e o mais transparente possível, mas sem promove-lo, pela grande imprensa e mídias sociais. Citando mais uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Com mais esse dado em mãos, vale a pena pensar que o preconceito histórico em falar sobre suicídio não ajuda a evitar essas mortes. Vamos avaliar então enquanto comunicadores como podemos abordar o tema de uma forma esclarecedora, em prol de alertar e levar conhecimento à população?

O CVV, que desenvolve um trabalho de prevenção ao suicídio e apoio emocional, informou que, no mês de abril, o número de pessoas interessadas em atuar como voluntárias na ONG triplicou em relação à média. O crescimento tanto de pessoas em busca de ajuda, quanto de voluntários querendo ajudar é atribuído à grande repercussão dos temas ligados ao suicídio. Desde que a série “13 reasons why” estreou no Brasil, o CVV registrou um aumento de 445% no número de e-mails recebidos. Com certeza esses dados mostram o quanto a população precisa discutir e conhecer melhor assuntos que ainda são “tabus”. Precisamos refletir de verdade sobre isso e também como cada um de nós pode ajudar na disseminação de informação que seja relevante para a vida das pessoas. Podemos salvar vidas![:]

[:pb]Aumente o relacionamento da sua marca[:]

05/04/2017 por LVBA Comunicação

[:pb]Escrevo esse post quase como um agente duplo. Na verdade, sendo sincero, como um verdadeiro agente duplo. Nos últimos anos, dediquei minha carreira ao trabalho digital. Ao mesmo tempo que trabalhei com grandes marcas, estive em contato com pequenas empresas. Nos dois casos, dificuldades e aprendizados. Em paralelo, desenvolvo um site, que nasceu de um simples e despretensioso blog, e hoje tem responsabilidades maiores do que eu pensava que pudesse ter.
Ao mesmo tempo que faço contato com os influenciadores em nome de marcas, eu recebo esses contatos como site (e muitas vezes faço também). E é pensando nisso, nesses dois lados da moeda que eu decidi falar um pouco sobre relacionamento.

shutterstock_226759726

Em primeiro lugar, deixe de lado algumas crenças e preconceitos com relação a números brutos. Os micro influenciadores vieram para ficar e se apegar apenas em número de seguidores para definir como será o tratamento com aquela pessoa pode ser um tiro no pé.

Sempre que possível, mais que olhar o número, olhe o projeto. Muitas vezes os números podem até não ser aqueles que enchem os olhos do cliente, mas é um trabalho tão bem desenvolvido, feito com empenho, com qualidade e com engajamento, que pode ser a resposta que sua marca precisava.

Uma outra coisa bastante importante é: responda as pessoas. Sim, isso pode parecer uma bobagem, dica de educação, mas é fundamental. Mesmo que a resposta for um não, as pessoas investiram tempo e dedicação naquilo e um não pode ser um caminho para que ele siga em frente. Além disso, uma boa resposta – otimista ou não – é o abrir de um canal que pode ser futuramente explorado. Nenhum influenciador nasceu gigante, né?

Proponha e saiba ouvir. Sim, é um jogo de interesses e se você conhece a marca que atende a fundo, pode apostar que a pessoa pode conhecer o projeto dele também. Claro, oportunistas surgirão. Pessoas mais interessadas em eventos e brindes do que em construir um trabalho legal. Mas aí a gente volta para a dica anterior: olhe o projeto.

Por experiência, muitas vezes uma pessoa pode apenas soar oportunista, mas ela é só inexperiente. O tal do sucesso é sedutor e um toque positivo pode ajudar muito um iniciante. No fim das contas, todo mundo sai ganhando com um mercado mais transparente e profissional.
[:]

[:pb]Sobre conectividade, 17 anos depois[:]

09/03/2017 por Lygia Torelli

[:pb]Pense em uma habilidade que você tenha adquirido, aperfeiçoado ou até mesmo perdido, nos últimos 17 anos. Muita coisa aconteceu nesse intervalo, certo? Imagine, agora, se você tivesse adquirido habilidades destinadas a certa profissão, e que só viesse a trabalhar oficialmente na área 17 anos depois dessa formação inicial. Em 2000, comecei a graduação em RP; em 2017, comecei a trabalhar com RP.

shutterstock_261468140

Dentre outros desafios instigantes aqui, na agência, deparei com o mundo dos serviços de infraestrutura de rede para telecomunicações, área em que um de nossos clientes atua. A possibilidade de integrar, com a mais alta velocidade e para fins cotidianos, os mais diferentes softwares, é um eixo central da Internet das coisas (IoT) que, com a Inteligência Artificial (IA), promete conectividade enriquecida e ilimitada para nossas vidas.

Antes de procurar mais informações sobre o assunto, fui tomada pelo medo de vir a ser substituída por um(a) assistente digital, nesse momento em que acabo de assumir a função de assistente de Atendimento (em off: meu cliente lançou um assistente digital, por ora voltado para telecomunicações =P ). Além de reconhecer um rosto em uma foto, recomendar filmes para determinado perfil, transmitir dados sobre a manutenção do carro ao mecânico, classificar como spam um email sem que o usuário precise fazê-lo manualmente, não é isso que a IA promove? Liberar, o máximo possível, o trabalhador de/das tarefas e funções que não estejam imediatamente relacionadas às decisões estratégicas?

Sim e não. Durante uma sessão de perguntas e respostas sobre a formação e o impacto da Inteligência Artificial (IA) em nossos tempos, Andrew Ng, professor de Stanford, pesquisador da Baidu e cofundador da plataforma de aprendizado online Coursera, foi claro: “Não fico preocupado com a falta de oportunidades […] ainda há muita coisa que os humanos podem fazer que nenhuma máquina consegue, hoje e no futuro. O que me preocupa é a necessidade de treinar novamente as pessoas.”

Para o cientista britânico, a IA tem a responsabilidade de criar instrumentos para que as pessoas adquiram novas habilidades – proposta, por exemplo, dos cursos massivos, online e abertos, os MOOCs –, em um cenário de desemprego decorrente da automação em profissões exercidas por humanos, como dirigir. Mais ainda e concordando com Andrew, a sociedade precisa oferecer renda e tempo para a aprendizagem, período que ocupará cada vez mais constantemente a jornada de trabalho e que, atualmente, é encarado como um tempo exterior ao “trabalho em si”.

Pesquisando um pouco, já percebi que somos bem diferentes, o(a) assistente digital e eu: nossa ciência ainda não entende plenamente o processo fisiológico de aprendizado humano e faço parte de uma espécie que evolui na natureza há milhares de anos; o(a) novo(a) assistente é uma rede criada por humanos que molda ações com base em dados, dentro da estatística inferencial. Em uma coisa me parece que … nos parecemos: conseguimos, cada um à sua maneira, estabelecer conexões.

Acredito que, idealmente, nosso papel na Comunicação deva contribuir para reduzir a exclusão que usos sociais das tecnologias geram. Para ficar em mais um exemplo britânico, além de Andrew Ng, desta vez na ficção, no filme ‘Eu, Daniel Blake’, de Ken Loach, vemos a trágica perda da dignidade em pessoas que, além de sofrerem o descarte de suas preciosas habilidades, não tiveram acesso ao desenvolvimento de outras “novas”. Tudo é sempre uma ruptura, um descarte constante? Em um mundo que muda a todo momento, a habilidade de costurar nossas diferentes experiências, como as profissionais, nos dá de presente nossa própria história, e é essa consciência que nos coloca em condições de olhar para o futuro com empoderamento.

Que papel construtivo pode ter a Comunicação nesse processo? Sem prolongar demais a reflexão, vejo, 17 anos depois, que o desenvolvimento constante da habilidade de estabelecer conexões pertinentes, como quando propomos ações de relacionamento direcionadas a públicos bem delimitados, é um trunfo nosso, de nosso faro milenar para conectar.

Referências:
Filme Eu, Daniel Blake (I, Daniel Blake), de Ken Loach (2017)
Posts e traduções no blog Import Linguistics, do pesquisador em Linguística Computacional Bruno Guide (Departamento de Linguística, Universidade de São Paulo).
https://importlinguistics.com/2016/02/19/traducao-5-perguntas-para-andrew-ng
https://importlinguistics.com/2016/08/18/quando-o-computador-aprende-o-que-e-machine-learning/
https://computerworld.com.br/inteligencia-artificial-da-internet-das-coisas
[:]

[:pb]A verdade, a mentira e os fatos alternativos[:]

01/03/2017 por Juliana Caramelo

[:pb]O Dicionário de Oxford, ao escolher como palavra do ano de 2016 a expressão pós-verdade, deu-nos uma importante contribuição para entendermos o mundo em que vivemos. Segundo o dicionário britânico, o conceito de pós-verdade é “tudo aquilo que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”.

shutterstock_151506842

Impossível discordar visto que, com a avalanche de informações geradas pelas novas tecnologias de informação e comunicação, infelizmente, o boato ganhou tamanha força a ponto de influenciar tanto quanto a verdade.
Para entender melhor, pense nas inúmeras notícias falsas que surgem diariamente no seu feed de notícias do Facebook e no WhatsApp e em como elas, por pelo menos alguns momentos, influenciam a sua opinião e a sua forma de pensar. Geralmente são notícias que contrariam as evidências e a sensatez, não podem ser comprovadas, mas que continuam sendo repetidas por todos como verdadeiras.

Exemplos não faltam. Durante a campanha de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, o boato divulgado nas mídias sociais de que o Papa Francisco apoiava a sua candidatura influenciou tanto quanto as fontes confiáveis que negaram este fato. Descuido ou má-fé de quem propagou a informação, a verdade é que a notícia ajudou a angariar votos de parte da população católica americana para o candidato.

No Brasil não é diferente. Aproveita-se das incertezas e inseguranças da sociedade para gerar uma certa indiferença com a veracidade dos fatos. No início desse ano, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, precisou vir a público negar um alerta emitido pela polícia paulista sobre a possibilidade de um ataque da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Na verdade, o documento era legitimo, mas foi desqualificado por autoridades, por apresentar uma informação que não havia sido apurada de forma correta.

Dessa forma, pode-se perceber claramente que, ao vivenciar a pós-verdade, onde fatos verdadeiros tem menor poder de influenciar a sociedade que acontecimentos que apelam para a emoção, a responsabilidade de quem trabalha com comunicação, assim como daqueles que lidam com a opinião pública de forma geral, é ainda maior. Ao não informar ou informar mal, cria-se oportunidades para a propagação de notícias alarmantes ou falsas.

O profissional de comunicação precisa então ser criterioso com a produção e veiculação de conteúdo dos seus clientes, seja ele um texto, um post em mídia social, um vídeo ou qualquer outra fonte de notícia. A informação adequada e qualificada continua sendo o grande mérito da comunicação eficiente.

E quando, mesmo com todos esses cuidados, o apelo emocional for mais forte que a veracidade dos fatos, os profissionais da área precisam ser rápidos e transparentes a fim de minimizar possíveis crises de imagem. A gestão de crise nunca foi tão evidente e importante na comunicação como nos dias em que vivemos.
[:]

[:pb]R.I.P. Assessoria de Imprensa[:]

20/02/2017 por Gisele Lorenzetti

[:pb]A LVBA Comunicação convida os empresários e profissionais de comunicação corporativa para o ato de reflexão sobre a morte da assessoria de imprensa, ocorrida há alguns anos e que ainda assombra a muitos que relutam em acreditar que não há vida além da boa e velha assessoria de imprensa.

R.I.P.

Quem pensa que o mundo corporativo é lógico, exato e matemático, está completamente errado. Tai um mundo cercado de crendices, folclores e tradições.

O leite com manga, no mundo corporativo equivale à crença que assessoria de imprensa é um remédio para todos os males.

Fomos citados na Operação Lava Jato! Chama a assessoria de imprensa! Lançamento de produto? Cadê a turma da assessoria? Contratamos uma super subcelebridade para ser a personagem da nossa campanha. Uau!!! Isso vai dar capa de Veja! E a nossa campanha interna para a semana de prevenção de acidentes? Notícia, na certa. Afinal, trouxemos o maior especialista europeu em risk management para palestrar para a equipe. Será que não entra no Jornal Nacional? Estamos completando 520 anos de atuação na Índia e o CEO Mundial estará no país na semana que vem e quer dar uma entrevista para comentar este marco. Vamos fazer uma coletiva de imprensa! Oi?

O que mais me impressiona é que quem encomenda trabalhos de assessoria de imprensa não consome mídia. Adoro perguntar para os executivos que estão contratando serviços de assessoria de imprensa como eles se informam, o que assinam, quais seus hábitos de leitura. Facebook é a resposta mais frequente. Ai pergunto por que ele acha que seu público é diferente dele, que consome outras mídias? A resposta é: a empresa quer estar na imprensa. Nova pergunta: qual a expectativa de exposição da “empresa”, este ente superior? Estar no Valor, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e Exame.

Ou seja, toda empresa quer estar nas páginas do Valor, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e Exame. Nos últimos cinco anos, estes veículos reduziram mais de 50% a quantidade de suas páginas. Isso também se reflete nas edições e conteúdo online. Assim, podemos concluir que todas as empresas estão se digladiando pelos espaços cada vez mais reduzidos.

“Empresas”, por favor, entendam que investir em relações com a imprensa continua sendo importante. Tem relevância. Mas não apostem todas as fichas nisso. Apostem em ações de relacionamento com seus públicos de interesse. Acreditem que essas ações trazem resultados mais efetivos ao negócio.

Num próximo artigo farei uma provocação: como as “empresas” podem estar na imprensa, apesar da morte da assessoria. Aguarde! E, enquanto isso, dê uma olhada em outros mitos que assombram a nossa comunicação.
[:]

[:pb]Superar para fazer mais e melhor![:]

08/02/2017 por Elisandra Escudero

[:pb]A profissão que escolhi – ser uma comunicadora -, está cada vez mais desafiadora. Vale até fazer uma reflexão, que independente da área na qual você trabalha, uma realidade é cada vez mais constante: ou você está mudando seu negócio, ou seu negócio não sobreviverá no mundo atual, tão conectado e tecnológico. E como é possível dialogar com os diferentes públicos? Se fazer ouvir em meio a tantas conversas em redes, chats e WhatsApps?

Não só eu, mas a grande maioria dos profissionais hoje deve estar se perguntando exatamente isso. Aliás, as empresas e o mercado como um todo está olhando para esse mundo “VUCA” (do inglês, volatility, uncertainty, complexity and ambiguity), e tentando entender essa maluquice toda que estamos vivendo.

shutterstock_168161765

Para contextualizar um pouco, fui procurar mais informações sobre o tal conceito VUCA, e descobri que sua origem vem do mundo militar, com uma ótica de oficiais em operação. Neste cenário, os acontecimentos são caóticos e imprevisíveis, uma forma extrema de condições VUCA mesmo. Na gestão e estratégia das empresas, uma avaliação das condições de seu negócio sob a ótica VUCA pode ajudar na tomada de melhores decisões, além de deixar a equipe mais bem preparada para o “desconhecido”.

Bom, chegamos ao ponto. O desconhecido é assustador. Cabe aqui até um paralelo com uma experiência pessoal minha. Quando me tornei mãe da pequena Stella, minha filha que hoje está com 1 ano e 2 meses, me joguei em um mundo totalmente novo e “desconhecido” para mim. Antes de engravidar, não tinha experiência com bebês, a não ser por brincar um pouco com um sobrinho no fim de semana, de segurar no colo um filho de um amigo ou essas coisas mais simples que fazemos com crianças próximas. Mas, e aí quando você se depara com um bebê que é seu, que você tem que cuidar, alimentar, limpar e se dedicar 24 horas por dia? Além de mencionar que você acabou de conhecer aquele serzinho que não se comunica, a não ser pelo choro, e você não sabe exatamente o que fazer com ele. Acredito que estamos aí em um cenário VUCA também, concordam?

Bom, mas eu escolhi essa jornada de aprendizado. Ser mãe, sem dúvida, é o trabalho mais importante e mais desafiador que eu já tive na vida. E aqui cabe bem a palavra APRENDIZADO, no mais amplo sentido mesmo da palavra. Aprendi que a gente precisa estar aberta para o novo, para deixar os velhos conceitos e pré-conceitos de lado. Aprendi que vale a pena se doar para um outro ser e se empenhar para que o mundo seja um pouco melhor para a nova geração, e para a mais velha também, já que a expectativa de vida está cada vez maior. Devemos ouvir pessoas experientes na área em que estamos atuando e aquelas que não tem tanta experiência assim, mas está com boa vontade e disposta a te ajudar. Descobri que é importante ouvir, mas também saber filtrar a informação. Nem sempre o que foi bom para uma pessoa caberá para você ou para aquela determinada situação. Vale avaliar caso a caso.

Mas, voltando agora para o mundo dos negócios, é possível observar que algumas pesquisas de mercado já mostraram que 97% das empresas mais bem-sucedidas no mundo não são as que inventaram primeiro, foram as que captaram, replicaram, adaptaram e agiram com velocidade. Ou seja, é preciso ter foco e prontidão para inovar.

O mundo de hoje vive uma crise, então não espere moleza nem zona de conforto, tenha a certeza da volatilidade do câmbio, da insegurança das trocas comerciais, dos preços das commodities. Não acredite tampouco no bom senso dos grandes comandantes atuais de alguns países, como Trump, Putin.

Da mesma forma, não espere que um ser especial se materialize em Brasília e transforme toda a guerra de poderes, o jogo dos egos, a fragilidade da ética numa poção mágica de ordem e progresso. Isso é o que sonhamos apenas.

Neste ano, todos nós precisaremos nos reinventar para espantar a crise. A palavra de ordem é superar. Superar sim para fazer mais e melhor tudo o que já fizemos um dia. E é sempre bom lembrar: jamais seremos os mesmos de ontem, nem de hoje e não seremos iguais também amanhã. Todo dia mudamos um pouco, seja na área da comunicação ou em qualquer uma. Precisamos aprender algo novo sempre. Esse mundo VUCA em que vivemos não para e a nossa evolução precisa ser constante.
[:]

[:pb]Quando a Comunicação precisa comunicar entre si[:]

06/02/2017 por Carolina Lenoir

[:pb]Trabalho in house em uma grande indústria, com unidades em várias regiões do país, o que significa que há equipes de comunicação em cada localidade que se reportam à área de Comunicação Corporativa, estabelecida na sede da companhia. Nesse contexto, é fácil que as estratégias e direcionamentos estabelecidos como corporativos – ou seja, a linguagem que é comum, porque diz respeito ao DNA da empresa, às missões e valores que são inerentes ao negócio independentemente do CEP – se percam nas particularidades de cada unidade, nas urgências do dia a dia, nas expectativas às vezes desencontradas. E, para quem está na sede, nem sempre é simples compreender a vida de quem lida com um “micro cenário”, em que os desafios se multiplicam em questões mais minuciosas e o mínimo toma proporções bem maiores.

shutterstock_284224082

Por isso, fiquei realmente encantada quando tivemos o primeiro workshop do ano, no fim de janeiro, em que toda a equipe de comunicação da companhia – inclusive os colaboradores de empresas parceiras, o que achei sensacional – teve a oportunidade de mergulhar em dois dias de trocas de experiências, de ideias mirabolantes, de novos conceitos, de caminhos traçados… Mas, mais do que isso: de abraços trocados entre aqueles que, muitas vezes, só se falam por telefone, e-mails e videoconferências, de risadas afetuosas, de almoços em longas mesas emendadas para caber todo mundo.

Foi a oportunidade de ouvir e responder sem o delay da tecnologia e os ruídos na comunicação que a distância que pode causar. Um tempo totalmente dedicado ao pensar, debater, vislumbrar. Foram formadas equipes com integrantes de várias unidades, focados em estabelecer metas e objetivos comuns, que serão alcançados com o esforço conjunto. Para mim, o mais bacana foi reforçar o senso de identidade. Os nomes das empresas/unidades do grupo podem ser diferentes, os sotaques podem ser os mais diversos, mas o roteiro deste ano será escrito a várias mãos, todas em sintonia.

Entendo hoje como esse tipo de encontro é fundamental para que a equipe realmente esteja coesa, ciente das expectativas, dos obstáculos, das possibilidades. Todos voltaram para suas cidades de origem com um discurso alinhado, um norte a ser seguido e com deveres de casa a serem feitos.[:]

[:pb]Você é influenciador do que mesmo?[:]

27/01/2017 por André Lorenzetti

[:pb]shutterstock_192409214

É o sonho de muita gente (e organizações): tornar-se influenciador, ser ouvido e admirado. Possibilidade antes restrita a poucas pessoas, hoje está acessível a quase todos, basta ter algo para contar e encontrar um jeito “legal” para fazer isso.

Ou, não.

Há uma tendência de se chamar de influenciadores as pessoas com muitos seguidores nas mídias sociais digitais. Mas, ao se passar a régua, qual a influência que eles exercem mesmo?

Se pensarmos no básico, todos geramos influência nas pessoas ao nosso redor, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho. Cada qual possui um nível de influência que varia de assunto para assunto. Tenho um amigo que entende muito de esportes, então, quando ele fala sobre Jogos Olímpicos eu o levo bastante em consideração, porém, quando comenta sobre economia eu já não confio tanto na qualidade da informação.

É um influenciador sobre o assunto “esportes” para mim, em um dos meios no qual eu vivo.

Ao mesmo tempo, essa pessoa pode não ser tão influente sobre esportes em outros ambientes, como entre os próprios esportistas ou pessoas de outras faixas etárias que a minha.

Parece simples, não é?

É raríssimo alguém que seja realmente respeitado em todos os assuntos e por todos os grupos de pessoas (tribos, stakeholders, públicos de interesse ou como quiser chamar).

Quando se olha por este ângulo, é mais fácil perceber que não é necessário ter muitos seguidores no Facebook, mas sim um combinado de fatores para manter a capacidade de influenciar.

Esses tais influenciadores podem estar em qualquer local e não somente na internet. Estão dentro das empresas (existem influenciadores internos e são essenciais para um bom trabalho de engajamento), nas universidades, ONGs, imprensa e tantos outros ambientes quanto for específico o interesse em questão.

Trabalhar com influenciadores requer foco, critério, análise, dedicação e seriedade. O único objetivo de se relacionar com eles é obter alguma transformação, um resultado alinhado ao planejamento estratégico, seja aumento direto de vendas, ganhos de produtividade, redução de custos, mudança em política pública, e por aí vai.

É uma ação que foi banalizada nos últimos anos, mas observa-se que, quando feita sem o devido cuidado, resulta em gastos sem resultados sólidos.

Outro ponto que poucos se lembram é que mesmo os influenciadores são influenciados por outras pessoas, afinal, ninguém é uma ilha. Entender quem influenciam o influenciador pode ser ainda mais eficiente, apesar de, normalmente, mais complexo e delicado.

Resumo: a tecnologia não inventou os influenciadores, só deu mais poder de comunicação a todos. Relacionar-se com eles ainda requer técnica, cuidados e continuidade.

[:]

[:pb]Entrevista | Vamos jogar fora nossa varinha mágica[:]

13/01/2017 por LVBA Comunicação

[:pb]Uma hora antes de liderar um workshop para profissionais de diferentes áreas da C&A sobre novos cenários da comunicação, Rozália Del Gaudio, Gerente Sênior de Comunicação e Sustentabilidade da empresa no Brasil, recebeu Fábio Betti (Corall) e André Lorenzetti (LVBA) para uma conversa aberta e enriquecedora.

Trazemos a essência desse bate papo, que aborda um pouco do que a C&A já faz de diferente em comunicação, pensamentos e visão de futuro dessa executiva que afirma não haver mais espaço para mágica e receitas prontas na comunicação organizacional.

Rozalia Del Gaudio

FB – Quando você olha sua trajetória de 23 anos na comunicação, incluindo estar no ‘outro lado do balcão’, em uma agência, o que você vê que fez a diferença para ter uma carreira tão bem sucedida?

RG – Tem duas coisas: a primeira é a curiosidade, pois em todas as empresas pelas quais passei precisei aprender muito sobre o negócio, sua estratégia e particularidades. Então essa curiosidade, essa vontade de aprender mais ajudou a me conectar com as pessoas e o momento pelo qual a empresa passava.

Eu vejo também que tem uma dimensão de sorte, de estar no lugar certo, na hora certa, de conseguir olhar uma oportunidade e entender que mesmo às vezes sendo bastante desafiadora, tinha algo bacana esperando do outro lado.

FB – Tem alguma coisa nessa trajetória que foi marcante e da qual você se orgulha?

RG – Eu seria injusta se escolhesse uma só. No meu primeiro emprego eu trabalhava numa indústria de alumínio na década de 90, momento em que o alumínio passava por sua pior crise, e eu tive a chance de estar em uma empresa que precisava se reinventar, respeitando as pessoas e cuidando do patrimônio histórico, em Ouro Preto. Na sequência eu fui para uma siderúrgica que tinha acabado de ser privatizada e estava transformando a relação dela com a comunidade, com os empregados e com a forma de operar, investindo forte em inovação tecnológica e gerencial.

Os tempos de Vale também foram incríveis, ser parte do grupo de Comunicação no momento em que a empresa se transformava em uma mineradora diversificada e uma das maiores multinacionais brasileiras trouxe experiências fantásticas, das quais eu destaco ser uma das integrantes do time de projeto que lançou a marca global “Vale”.

Desde 2010, na C&A, eu tenho todos os dias um desafio ímpar, ajudando a empresa com uma tradição de comunicação de marketing extremamente sofisticada e ousada, a trilhar uma jornada ousada e consistente também na comunicação corporativa.

FB – Com toda essa experiência, no que a comunicação organizacional ainda te desafia?

RG – Eu acredito que um desafio permanente é a conexão com as pessoas. Porque a comunicação só é validada no olhar do outro e muitas vezes quando você já tem uma experiência ou tem uma formação, a sua tendência é se tornar um especialista e se isolar. Se conectar com as pessoas e entender o momento das pessoas e das empresas é um desafio permanente na carreira.

FB – E qual é seu grande desafio na C&A?

RG – Expressar externamente a nossa cultura, o nosso jeito de ser, conectando os diferentes interlocutores a esse ambiente divertido, leve, ético e criativo que temos aqui dentro, entendendo que viemos de uma tradição low profile e estamos construindo as bases para um patamar de visibilidade qualificada.

No Brasil, um milhão de pessoas têm contato com nossa marca todos os dias, e o nosso foco é oferecer a elas uma experiência incrível, capturar seus inputs e com isso ajudar a empresa a continuar sua jornada de inovação. Para isso, precisamos entender que mais do que entregar os processos de comunicação redondinhos, nossa principal contribuição é ser portador das diferentes vozes (dos funcionários, clientes, jornalistas, fornecedores…) e um ponto de conexão para que a experiência com a marca seja mais completa.

FB – Como os verbos “misture, ouse e repense” do slogan de um recente anúncio de vocês estão presentes na C&A, especialmente na comunicação?

RG – No segundo semestre de 2016 lançamos uma campanha especial para falar dos nossos desafios em sustentabilidade. Baseados no processo de reposicionamento de marca que tem no slogan “misture, ouse” o seu núcleo central, o time de Marketing nos ajudou a criar uma campanha que acrescentou o “repense” como um dos verbos de destaque. E porque esses verbos? Entendemos que parte do DNA da C&A no Brasil está ligado ao DNA do brasileiro, da mistura boa, que conecta, que aceita, que gera riqueza e orgulho do que é ser brasileiro. O “ouse” é porque para chegar no futuro em que desejamos não podemos continuar com os mesmos processos, os mesmos padrões de conduta. Já o “repense” vem muito da nossa missão de sustentabilidade, de como repensamos nossos processos, nossos produtos, nossa comunicação para que, de fato, essa empresa, que tem 40 anos no Brasil e 175 no mundo, continue a existir e gerar impacto positivo.

O “repense” está no foco da campanha de sustentabilidade e também é uma inspiração para a comunicação interna. Temos feito uma série de workshops com todas as áreas para que elas nos digam como gostariam de ser comunicadas, repensando de fato nossa forma de agir. Na semana passada fizemos um media training para pessoas de diferentes áreas que vão ser nossos repórteres internos e vão contar uma vez por semana em vídeo jornalismo o que está acontecendo de mais relevante na organização. Treinamos questões técnicas, mas o jeito de contar, o formato, será o das pessoas.

FB – A comunicação da C&A com o mercado tem chamado a atenção pela inclusão de bandeiras atuais, como os transgêneros. De que forma essa ousadia se expressa na comunicação para dentro?

RG – Um dos elementos chave do novo posicionamento de marca é expressar algo da essência da C&A, que foi sempre essa busca pela aceitação, essa visão de que a moda é uma plataforma para expressão das pessoas. Mais do que levantar uma ou outra bandeira, a nossa intenção é que as pessoas se sintam aceitas e incluídas ao se relacionar com a nossa marca. Os filmes publicitários lançados em 2016 traziam elementos que levaram as pessoas a refletir sobre temas da atualidade, como a moda transgênero, a aceitação das diferenças, a expressão da personalidade por meio da moda. Aí entra a beleza da comunicação. Estamos trazendo para a discussão a liberdade da pessoa ser o que ela quiser e vestir o que ela quiser. Nessa visão que estamos trabalhando, a moda não é algo imposto, mas algo que a pessoa entende que é relevante para ela e que permite a ela se expressar.

FB – Então, não deve existir a expectativa de nossa parte de ver a C&A de hoje como a Benetton de ontem? Uma marca que lançava bandeiras.

RG – A intenção não é a polêmica pela polêmica. A intenção é estar conectada ao tempo, dar voz às pessoas e permitir que elas se expressem, se encontre, se conectem. Sem rótulos ou padrões pre-estabelecidos.

AL – Isso exige uma boa dose de coragem. Como exemplo, nessa campanha citada, vocês se tornaram vidraça para muitas pessoas. Essa coragem está no DNA da empresa, ou a comunicação tem dado um empurrãozinho?

RG – É muito engraçado, porque em alguns momentos nós, na Comunicação, falamos “vocês têm certeza mesmo que querem ir por esse caminho?” (risos). Ou seja, nós é que muitas vezes temos que correr para acompanhar a ousadia e a coragem da companhia. Uma coisa interessante na história da C&A que nem todo mundo conhece é que a empresa foi pioneira em oferecer roupa pronta para as pessoas. Os irmãos Clemens e August (C&A) vinham de uma família de vendedores de linho e, em 1841, perceberam que as pessoas tinham cada vez menos tempo de fazer suas próprias roupas e tiveram a visão de oferecer roupas prontas. Imagina isso em 1841, a ousadia que esses irmãos tiveram em criar um modelo de negócio, mudando a forma como a sociedade se vestia.

Antes mesmo de existir qualquer discussão sobre rede de fornecimento, a C&A trouxe para o Brasil um processo de auditoria e acompanhamento da rede de fornecedores para prevenir a ocorrência de trabalho irregular nessa cadeia. Estamos trabalhando numa plataforma global de sustentabilidade, com projetos e metas que até 2020 vão trazer muita inovação em processo e produto, como uma abordagem de economia circular. Há no DNA da C&A uma mistura de ousadia com consistência.

FB – O que mais tem de diferente em se tratando de comunicação no atual momento vivido pela companhia?

RG – Vejo que hoje já deixamos para trás a história de ser low profile e a visão de que o cliente se relaciona com a marca apenas em busca de produto, ele hoje se relaciona com a empresa e com os seus valores, com a forma como os produtos e serviços são produzidos. Viemos de uma jornada que saiu de quase um “no” profile, depois um low profile e agora estamos em um patamar de visibilidade qualificada. É um processo de evolução da comunicação que viemos co-construindo com as lideranças na empresa.

FB – Falando um pouco da área de comunicação organizacional, no que você acha que ela deve inovar?

RG – A próxima evolução é a área estar representada não somente por pessoas de comunicação, mas também pelas lideranças de diferentes áreas dentro da organização. Olhando para o Brasil e para o modelo de comunicação, nos últimos dois anos vimos muitos desafios para os profissionais de comunicação, lidando com crises e questões que podem ser atribuídas à forma como as decisões são tomadas, impactando diretamente em reputação. Depois desses dois anos de muita turbulência e muitas situações que colocaram em xeque o nosso papel dentro das organizações, vejo emergir um modelo de comunicação mais conectado, mais disseminado e menos concentrado na área de comunicação. A nós, comunicadores, vai caber cada vez mais o papel de influenciar, entrar no fluxo do diálogo, ser uma plataforma para que o diálogo aconteça. Ao mesmo tempo em que vamos cada vez mais dividir a responsabilidade da comunicação com outras áreas, precisará crescer nossa responsabilidade pela organização como um todo, sendo também líderes de negócio, artífices da estratégia e conectados com os movimentos da sociedade.

Com isso, temos o desafio de evoluir nosso perfil, porque fomos formados para oferecer soluções de comunicação e não influenciar a liderança para a comunicação. Precisaremos ter a capacidade de ler o cenário e conectar as pessoas para que juntas encontrem a melhor forma de fazer, e não mais ser o “dono” da varinha mágica que resolve todos os problemas de imagem. Aquela figura caricata do gestor herói que dá a solução acabou, o gestor de comunicação de sucesso no futuro estará sentado com diversas áreas, diferentes representantes da sociedade, entendendo a mensagem, qual o sentido dessa mensagem no contexto e como aquela marca pode ser representada e entrar no diálogo. Será sucesso o seu papel de influenciar, mais do que o de realizar a comunicação.

FB – Olhando 10 anos para a frente, em um mundo hiperconectado e autoral, como você vê a comunicação acontecendo nas organizações?

RG – Estive em um evento com Heródoto Barbeiro que comentou a seguinte frase: “o jornalismo é a arte de separar o joio do trigo e publicar o joio”. Quando eu olho para o futuro, acho que o comunicador vai ter um muito a missão de olhar para todo o joio e todo o trigo e ajudar as empresas e a sociedade a compreender o que é um e o que é o outro, ajudar mesmo as pessoas a se relacionarem com as marcas de forma cada vez mais genuína, ética e respeitosa.

Em Loja

AL – Você enxerga que esse papel de curadoria também vai ser importante na comunicação interna?

RG – Principalmente, porque a pessoa que trabalha dentro da organização está exposta ao mundo lá fora, à comunicação e ao que é dito fora da organização, e ao mesmo tempo recebe uma avalanche de informação aqui dentro e conhece como ninguém a empresa. A comunicação interna vai ter esse papel de, no meio de tudo o que é falado, dar voz e ser voz para que as pessoas possam se expressar e se conectar. E para ser considerado, tem que ter credibilidade. Para ter credibilidade, tem que ter compromisso incondicional com a verdade, entender o que de fato aconteceu e conectar as pessoas com o que de fato aconteceu.

FB – Você já pensou em alguma carreira depois dessa?

RG – Eu tive a oportunidade de trilhar um percurso acadêmico do qual me orgulho muito. Fiz mestrado, doutorado, escrevo artigos, participo de congressos. Quero, daqui a um tempo, me dedicar mais à carreira acadêmica, à pesquisa e ao ensino. Sinto que tenho obrigação de compartilhar um pouco do que a vida me proporcionou para que outras pessoas possam acelerar o aprendizado delas na vida profissional em comunicação.

FB – Se você se encontrasse com a jovem Rozalia Del Gaudio recém-saida da universidade, que conselho daria a ela?

RG – Eu falaria “siga em frente, acredite, não tenha medo. Vai dar certo”. E o ‘vai dar certo’ não é “você vai encontrar uma carreira só de vitórias”, que vai ser tudo lindo e maravilhoso, mas há experiências muito incríveis te esperando e nas quais você poderá aprender e fazer a diferença.
[:]

[:pb]Micro-influenciadores digitais: eles vieram para ficar![:]

03/01/2017 por LVBA Comunicação

[:pb]Nos últimos anos, os influenciadores digitais ou creators, como preferir, deixaram claro, que vieram para ficar. Se alguns anos atrás a gente pensava apenas nos blogueiros como alguém capaz de influenciar as pessoas, a profusão de redes sociais ano a ano fez surgir novas e diversificadas categorias. Há os mais que reconhecidos Youtubers, os Snapchaters (ou você nunca ouviu falar da Thaynara OG?), e até os Viners já existiram e precisaram reencontrar o seu caminho com o fim da rede.

shutterstock_261552629

Mas onde a sua marca entra nisso? Simples: em absolutamente tudo. A relação entre influenciadores e as marcas vive uma simbiose cada vez mais intensa. Marcas precisam dos influenciadores digitais para atingir um público qualificado. E influenciador não é uma profissão, mas sim uma consequência do bom relacionamento com o público e com as marcas.

E se nomes como Kéfera, Bruna Vieira, Christian Figueiredo, PC Siqueira e muitos outros se consolidaram como gigantes nos seus segmentos (e até fora dele, como é o caso da Kéfera, que levou mais de um milhão de pessoas ao cinema com seu filme), em 2017 a tendência é outra: a dos micro-influenciadores.

Com influenciadores com cada vez mais seguidores e cachês crescendo (merecidamente, diga-se de passagem) na mesma proporção e mais marcas entrando nesse jogo, a diversidade necessária para atingir exatamente o público buscado aumenta bastante. E, nesses casos, o influenciador gigante, com seguidores nos mais diversos setores, talvez não seja o ideal.

Os micro-influenciadores, por sua vez, são aqueles que aliam um trabalho de qualidade, com um público fiel. Tal público, mesmo que muito menor que os gigantes, ainda é acima da média do usuário comum. Em 2017, coloque esses novos e importantes influenciadores em suas estratégias de comunicação. Eles podem conversar exatamente com quem você está buscando.
[:]

[:pb]Entrevista | “Não podemos perder a conexão pessoal”[:]

18/11/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]Animada, alegre, falante e apaixonada pelo que faz – essa é Cristiane Santos, Gerente Sênior de Comunicação Corporativa da Pfizer no Brasil.

Em um café com Gisele Lorenzetti (LVBA) e Fábio Betti (Corall), a executiva maratonista que é movida por desafios falou sobre carreira, as áreas de comunicação hoje e no futuro, mudanças e inovações. E para quem só pensa em novas tecnologias quando fala em inovação, Cristiane deixa uma provocação, “nossa principal inovação vai ser dar um passo para trás”. Confira um resumo dessa conversa no texto editado por André Lorenzetti (LVBA).

cris

FB – Você está há 15 anos na Pfizer. O que faz você ficar tanto tempo na mesma empresa?

CS – Eu não vi passar esse tempo, porque a empresa vai mudando e, quando você vê já é uma empresa tão diferente e os desafios também são diferentes. Do meu lado, o que me fez ficar tanto tempo na mesma empresa são as oportunidades diferentes que vão se apresentando e que te levam a não fazer sempre a mesma coisa. Nos força a estar sempre se adaptando e buscando novas formas de trabalhar.

Pensando em comunicação, a Pfizer é uma empresa que ao longo do tempo cresceu muito e dá muito espaço para mim e para o meu time atuar. Está muito aberta a ideias novas, a buscar novas formas de fazer as coisas, a arriscar.

FB – Na sua trajetória profissional o que você acha que fez a diferença para sua evolução como executiva?

CS Fusão e aquisição são coisas muito desafiadoras. Aprendemos a lidar com culturas diferentes, como essas culturas vão casar, como vai ser a nova forma de atuação da nova companhia. E, claro, no setor farmacêutico temos que trabalhar muito o conceito, a educação em saúde. Não é só o produto ou o tratamento em si, mas tem todo um cenário que precisa ser trabalhado, o que para nós de comunicação é muito bacana, porque você consegue trazer novas ideias e novos formatos de trabalho para esse cenário.

Mas, refletindo um pouco sobre carreira, para mim o que foi mais importante é a questão das pessoas diferentes com quem temos que lidar ao longo da vida. Pessoas com visões diferentes, objetivos diferentes, que olham o negócio de maneira diferente. Você tem que se adaptar. É um desafio e uma bênção ter que lidar com diferentes clientes internos e externos. Isso nos força a amadurecer e crescer.

FB – Tem alguma experiência da qual você se orgulha?

CS – Tem várias coisas boas, mas recentemente tive uma experiência muito bacana. Lançamos no ano passado a campanha “Envelhecer sem vergonha” que foi uma grande realização. Trabalhamos a questão do envelhecimento, que é algo que todo mundo quer, porque todos querem viver muito, mas, ao mesmo tempo, ninguém quer envelhecer. E conseguimos trabalhar bem essa questão de ‘como me preparo para envelhecer’, ‘o que preciso fazer’; não só na saúde, mas nos aspectos financeiro, amizades, relações. Foi tão bacana que é daquelas ações que vou poder contar para os meus netos como algo muito especial que eu fiz. Trabalhamos de forma diferente, com muita mídia social, vídeos das pessoas contando suas experiências de vida. Tem um experimento que virou vídeo, de um velhinho que ajudava as pessoas mais novas a atravessar a rua, na Avenida Paulista. E durante a gravação as pessoas olhavam e se perguntavam ‘como assim, você está me ajudando? Eu que tenho que te ajudar!’ É aquela coisa de quebrar mitos. Para mim foi muito instigante e traz um impacto para a sociedade.

Tem também um trabalho que a Pfizer faz sobre diversidade que eu acho muito realizador, porque me ajudou a mudar a forma como vejo o mundo. É um trabalho interno da empresa do qual eu faço parte do comitê e que atua em diversas frentes – gênero, idade, raça, orientação sexual. Isso mudou até a forma como eu lido com meus filhos, sabe, de como você está criando a próxima geração para que ela tenha menos preconceito.

FB – No que você, depois de tanto tempo na área de comunicação corporativa, ainda se sente desafiada?

CS – A comunicação digital com certeza ainda é um grande desafio e acho que nunca vamos aprender tudo porque a mudança é muito rápida. E para falar com o público mais novo, é outra forma de comunicação.

A comunicação interna também é outro desafio porque também é um público que está mudando, recebe informação de todos os lados, tem muita gente que não tem interesse em receber informação, não dá a devida atenção ao conteúdo. Então, como de fato você vai engajar aquelas pessoas, sensibilizar para aquele tema da empresa ou da sociedade?

E externamente, falando especificamente da saúde, temos desafios o tempo todo. Na imprensa, estamos disputando espaço com outras áreas como política e economia, com veículos com espaços cada vez mais enxutos. Precisamos cada vez mais mostrar como determinados temas são importantes. Muitas vezes temos que buscar dados, pesquisas e informações para demonstrar que de fato aquele é um tema sobre o qual as pessoas não têm conhecimento e precisam entender melhor. Ou criar uma campanha para sensibilizar as pessoas para aquela causa, para tentar chamar a atenção no meio de tanta gente. É um desafio constante.

FB – Nesse mundo em que todo mundo é comunicador, para que serve a área de comunicação?

CS – A comunicação não serve mais somente para definir o melhor formato, mas o que comunicar, porque as pessoas comunicam tudo o tempo todo. Acredito que o papel da comunicação seja o de ter bom senso.

Antes, a comunicação recebia um determinado tópico como a “política de apoio ao transporte público” e tinha que comunicar. Não é mais isso. Precisamos levar a comunicação para a discussão da elaboração da nova política, porque fazemos perguntas desafiadoras, temos a visão de quem está lá fora. Sinto que nas discussões em que estamos, temos o papel de questionar, debater e articular. A produção de conteúdo deve ser o resultado dessa articulação.

FB – A Pfizer lançou muitos produtos que revolucionaram o mercado. Quando você olha para essa cultura de inovação e traz para a comunicação organizacional, o que você acha que falta para a área em termos de inovação?

CS – Tem gente que acha que inovar é ficar o tempo todo falando, mas as pessoas não conseguem mais receber tantas informações. De alguma forma precisamos começar a pensar o que faz sentido, o que vai agregar.

Você pode ter 10 mensagens no mesmo dia de 10 temas diferentes, para dentro e para fora e as pessoas não estão mais captando aquela informação. Como somos uma empresa grande, com muita informação e muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, podemos nos atrapalhar e não conseguir tirar o melhor dessas inovações e iniciativas.

Então, nossa principal inovação vai ser dar um passo para trás e olhar melhor como atuar em cada uma dessas frentes, como usar melhor cada ferramenta de comunicação e como engajar os colegas, pensando no que dá certo e o que não dá.

FB – Eu vejo uma tendência no RH que eu chamo de “appetização”. Por exemplo, a GE não tem mais uma avaliação de desempenho formal e sim um app. Você acha que a comunicação vai seguir por esse caminho?

CS – Eu acredito que as coisas andam juntas. App, mensagens, e-mails fazem parte de um leque de ferramentas de comunicação, mas não podemos perder a conexão pessoal. Por exemplo, temos um programa super bacana que é o happy hour com o presidente em que cerca de 14 colegas vão para um bar com o presidente para ter uma conversa informal com ele. As coisas que surgem desse encontro são muito mais ricas do que surgiriam por um e-mail, porque a partir da relação é possível construir e enriquecer ideias.

FB – Fazendo um exercício de futurologia, o que você acha que vai acontecer com a comunicação daqui 10 anos?

CS – Eu sou otimista. Acho que a comunicação vai ter um peso ainda maior nas organizações. Olhando o cenário atual, com as organizações passando por crises, não só econômicas, mas de compliance, de regras, de formas de como a companhia atua no mercado e internamente… Esse trabalho de consultoria, de alinhamento com empresas cada vez mais matriciais vai ser super importante.

Espero que a liderança também valorize ainda mais isso.

GL – Uma coisa é a comunicação e outra coisa são as áreas de comunicação. Como você acredita que elas estarão?

CS – Como vão ser as relações de trabalho? A novas gerações são mais preocupadas com qualidade de vida, muito conectadas e provavelmente terão comprometimentos diferentes das atuais. E talvez o nosso papel esteja aí, apoiar na inserção dessas pessoas nas corporações que terão gestores mais velhos, até porque teremos pessoas tendo que trabalhar até 60 ou 70 anos porque vivem mais, e outras com 19 / 20 entrando no mercado de trabalho. Como será essa relação?

FB – Você hoje já tem duas atividades fortes: é executiva de comunicação e maratonista. Onde surgiu esse outro talento?

CS – Eu tive uma infância e adolescência de gordinha. Nunca fiz atividade física nenhuma, era sempre a última do time a ser chamada (risos). Aí eu me encontrei na corrida, porque é uma coisa que depende só de você, conforme você vai treinando consegue ver uma melhora, uma conquista.

O bacana da maratona é que é uma prova longa e para terminar tem que ter disciplina, tem que treinar, ter uma meta, de fato se esforçar. É uma prova de resistência física e mental. Te desafia, pois você tem uma meta fora do trabalho, que é sua, de você com você mesma. Quando chega no final da prova você pensa ‘eu sou capaz de qualquer coisa’, ‘passei quatro horas correndo, então sou capaz de fazer o que eu quiser’.

FB – Se hoje, com sua experiência, você encontrasse a Cris recém formada, qual conselho você daria para ela?

CS – Eu diria para ela que as situações que parecem difíceis vão passar e fazem parte do crescimento, do desenvolvimento.

Não ter medo do novo. Eu vim do mercado de tecnologia. Tudo lá é muito ágil e o produto, depois de seis meses, já é velho. Aí cheguei no mercado farmacêutico no qual um produto até ser lançado leva décadas de estudo e os ciclos de vida são muito mais longos. Tudo é bem diferente. Eu poderia não ter arriscado encarar estas diferenças. Poderia ter tido medo. Ainda bem que não tive. Porque me encontrei trabalhando com saúde e qualidade de vida.[:]

[:pb]Séries de TV para quem trabalha no mercado de comunicação[:]

11/11/2016 por Jaqueline Hirose

[:pb]Para nós, comunicadores, os meios de comunicação são ferramentas de trabalho. Relações Públicas, Publicidade, Jornalismo e Rádio e TV, cada um com seu papel, mas que são responsáveis, em linhas gerais, por produzir conteúdo, disseminá-lo e garantir que a mensagem foi bem entendida pelo público alvo.

shutterstock_130173635

E quando o entretenimento, como uma série veiculada na TV, aborda assuntos que são voltados para nosso mundo? Essa quase metalinguagem deixa tudo isso mais interessante aos olhos de quem é expert em comunicar.

Confira a lista das séries indispensáveis para quem trabalha no mercado de comunicação.

Scandal para Relações Públicas
A série é baseada na história real de Judy Smith, assessora do ex-presidente dos Estados Unidos, George H. W. Bush, e que já teve clientes como Monica Lewinsky, affair do ex-presidente Bill Clinton, e o jogador de basquete Kobe Bryant.

O enredo conta a história de Olivia Pope, que depois de sair do cargo de Relações Públicas da Casa Branca, abriu a própria empresa: Pope & Associates. A partir de então, começou a gerenciar crises públicas, envolvendo pessoas públicas ou órgãos públicos.

Aprenda a construir uma boa reputação e como são os bastidores de uma crise. Scandal é sobre como a vida dos RPs é: difícil, mas também nunca monótona.

Mad Men para Publicitários
Roupas antigas, médicos que fumam no consultório, tv preto e branco, machismo escancarado. Mad Men acompanha a rotina de uma agência de publicidade de Nova York nos anos 60, com cenas que parecem ser de outro mundo, mas que, na verdade, só mostram como ele já foi um dia.

É uma aula de publicidade, ao mesmo tempo que nos permite acompanhar as quedas e conquistas de personagens com personalidades instigantes, que fazem de tudo para não perder o job.

The Newsroom para Jornalistas
Exibida de 2012 a 2014 pela HBO, a série é sobre o âncora Will McAvoy, que conta com uma equipe de jornalistas e produtores para fazer com que seu programa cresça com um jornalismo imparcial.

A série se torna uma reflexão sobre o papel do jornalismo, a função do jornalista, sua ética, responsabilidade com o público e a origem das fontes. Existem dois lados de uma mesma história?


[:]

[:pb]Por que a Comunicação Interna perdeu o sentido?[:]

09/11/2016 por Gisele Lorenzetti

[:pb]Há poucas horas, Donald Trump ganhou as eleições nos Estados Unidos e, ironicamente, hoje comemoramos os 27 anos do início da queda do muro de Berlim . Ainda estou surpresa com esta vitória e buscando entender o que levou a ela. Certamente, ainda hoje, devem ser produzidos muitos estudos e análises tentando explicar o fenômeno – alguns sérios e bem embasados e outros vindos dos palpiteiros de plantão. Mais uma vez, nos vemos diante de erros nas pesquisas, o mesmo que aconteceu no Brasil há poucas semanas.

0

O que está por trás de tudo isso? E na busca por respostas, encontro um precioso insight, vindo pelo vídeo do filosofo Luiz Felipe Pondé postado nesta manhã. O autor faz uma severa autocritica quando explica que a classe intelectual deixou de debater o mundo real e não olha para a realidade. “As pessoas reais não estão nem ai para as discussões de classe, gênero e raça” e, segundo Pondé, o que as preocupam são as coisas mais triviais do cotidiano, como pagar a escola, fazer o jantar, viajar nas férias e saber quando vão transar. E ai ele mesmo dá a resposta à grande dúvida que hoje povoou a cabeça de parte deste planeta maluco: por que Trump? Trump falou com essas pessoas.

Isso me remeteu, de imediato, a uma música de 1968, dos Mutantes. Panis Et Circenses repete uma frase de forma quase perturbadora: “mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer”. O mundo lá fora pode ser lindo, feio, agressivo ou absurdo. Mas as pessoas são (o verbo é ser, o que dá o sentido da permanência) preocupadas com o banal, o prosaico, a vida real.

E a comunicação corporativa, será que ela está olhando para essas pessoas? Que pessoas são essas? Ao que tudo indica, pessoas que não expressam suas verdades e sentimentos em pesquisas. Pessoas que elegem quem não tem tradição política para suceder um político admirado (pelo menos, é o que as pesquisas dizem). Como engajar as pessoas com os valores da empresa se elas estão preocupadas em nascer e morrer? Será que não são essas pessoas que devem ser provocadas a trazer soluções e propostas para o que a empresa acredita que deve ser comunicado? Será que já não passou a hora de reiventar essa comunicação que ainda acredita que exista emissor e receptor? Pior, será que não é hora de acreditar que a área de comunicação controla a emissão de mensagens? Será que não está na hora de transformar a comunicação corporativa em provocadora e com isso dar à área um espaço bem mais estratégico?

Quer transformar a comunicação interna de sua empresa? Pergunte-me como. Fabio Betti, consultor de negócios e sócio do Corall, é parceiro da LVBA quando o assunto é Comunicação 3.0, a comunicação que engaja pois é feita tendo como matéria prima os próprios colaboradores. Leia seu artigo para entender um pouco sobre o assunto e não hesite em nos chamar para um bate papo. Nosso “produto” foi construído de forma colaborativa, com pitacos de 20 executivos de comunicação. Suas angústias podem nos ajudar e podemos também ajuda-lo. Assim é o mundo hoje.

Mundo? Que mundo é esse? Não tenho e ninguém tem respostas. Sabemos, no entanto, que é um mundo onde não cabem mais discursos assépticos. As velhas formas não atingem mais as pessoas que estão, ao mesmo tempo, complexas e simples.
[:]

[:pb]Colchão de reputação: estratégia de sobrevivência para empresas em crise[:]

04/11/2016 por Carolina Lenoir

[:pb]Quando nos vemos em meio a um conflito com pessoas do nosso relacionamento, é natural esperarmos que as atitudes tomadas ao longo do convívio sejam levadas em consideração e contribuam para evitar grandes arranhões à relação. O universo corporativo não é distante disso. Em um momento de crise, situações adversas impactam a imagem institucional da companhia e a opinião dos principais stakeholders em relação à empresa pode ser preservada se houver uma espécie de colchão de reputação.

As companhias precisam investir em estratégias constantes de comunicação que dêem respaldo à reputação corporativa – e muito antes de qualquer sinal de tensão. Para neutralizar ou, pelo menos, amenizar o abalo causado por temas negativos, é preciso fomentar uma agenda positiva tanto na mídia quanto em encontros com públicos de interesse da empresa, com assuntos que reforcem mensagens essenciais para a sustentabilidade da empresa.

shutterstock_160000760

E não adianta pensar nisso apenas no olho do furacão. Um colchão de reputação é construído ao longo do tempo e avalizado periodicamente por clientes, funcionários, fornecedores, imprensa, comunidade, autoridades – enfim, públicos que, caso a estratégia seja robusta, podem se tornar até mesmo defensores da companhia ou apoiadores dos esforços para que a crise seja superada. No mínimo, não sairão em debandada geral e promoverão um linchamento público da empresa

Esse colchão pode ser construído, por exemplo, a partir de iniciativas de responsabilidade social bem consolidadas, que de fato integrem os valores corporativos e que tenham impacto prolongado para as comunidades em que a empresa está inserida. Ações voltadas para a promoção de cultura, esporte, educação e saúde, geridas com seriedade e comprometimento, são bem-vindas e podem ser exploradas pelas áreas de assessoria de imprensa, comunicação interna e externa sem grandes riscos – lembrando que não existe risco zero no mundo.

Outra possibilidade é a forma como a corporação se comunica em primeira pessoa, para além do que é veiculado no noticiário. Do chão de fábrica à diretoria executiva da companhia, do atendimento inicial até a presidência das empresas clientes ou fornecedoras, não importa: transparência e bom relacionamento continuam tendo peso de ouro e são o melhor termômetro de confiança que uma empresa pode ter. Promover encontros, criar ações que resgatem o orgulho dos colaboradores, mostrar quais decisões estão sendo tomadas para reverter o cenário são alguns dos exemplos de esforços que podem ser empreendidos.

É preciso frisar: essas iniciativas para manter uma boa reputação corporativa devem ser genuínas e longevas. Nada pior do que “forçar a barra” e vender uma agenda positiva emergencial que não tenha qualquer lastro. Ações paliativas são inerentes a uma gestão de crise, mas não podem virar muletas.[:]

[:pb]Comunicação anda lado a lado com a Responsabilidade Social[:]

03/11/2016 por Bruna Murrer

[:pb]Desde que comecei a me engajar nas lutas sociais e lutar pelos direitos das minorias percebo como isso deveria estar mais presente no nosso dia a dia e o quanto deveríamos, especialmente como profissionais de comunicação, nos aprofundar nesses assuntos.

shutterstock_144653342

É muito comum vermos agências correndo atrás de informações sobre esses assuntos quando o seu cliente passa por alguma situação delicada ou uma crise relacionada a isso. É importante ressaltar que o profissional de Relações Públicas deve conscientizar seus clientes de que o seu relacionamento com os públicos de interesse não se resume apenas ao momento de crise — no qual a resposta precisa ser feita de forma ágil e inteligente.

Uma atuação socialmente responsável vai muito além de oportunismos momentâneos ou gerenciamento de crises. Afinal, temos a responsabilidade, enquanto comunicadores, de auxiliar, não só as pessoas, como também nossos clientes, a acompanharem as mudanças sociais.

Ultimamente as pessoas vêm tomando mais consciência do seu papel e de sua responsabilidade — o que eu, particularmente, acho incrível. Mas este despertar para o lado social precisa vir junto com ações e tomada de atitudes, o que nem sempre é fácil. Como profissionais, não podemos acatar vontades e pedidos dos nossos clientes sem pensar na mensagem que queremos passar.

Estamos sempre usando e abusando do discurso de que “devemos ser transparentes na nossa comunicação”, então, que tal começar fazendo a nossa lição de casa? Vamos alinhar nosso discurso com as nossas práticas e começar a planejar ações futuras com impacto que geram uma mudança de comportamento e um engajamento a longo prazo, para podermos fazer a nossa parte através da comunicação. [:]

[:pb]Entrevista | Sergio Giacomo, o maestro de uma orquestra chamada comunicação[:]

21/10/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]Na primeira entrevista que a LVBA Comunicação e a Corall Consultoria realizam com líderes de comunicação, Sergio Giacomo, head de comunicação e relações institucionais para América Latina da centenária GE, recebeu Gisele Lorenzetti e Fábio Betti na sede regional da empresa em São Paulo.

Em uma conversa de meia hora, entre vôos e reuniões, Sergio falou sobre a bússola que sempre guiou sua carreira, a tarefa da área de comunicação em buscar o fio condutor das histórias a serem contadas sobre os negócios da companhia e o papel de maestro que o líder dessa área deve ter em um mundo onde todos são comunicadores.

Foto SGiacomo9

FB – Você teve uma carreira com passagens marcantes por Burson Marsteller, Edelman, Shell, Vale e, mais recentemente, a GE. Se você fizesse uma reflexão sobre o que fez a diferença nesses 30 anos para você estar onde está, para ter uma carreira com passagens interessantes em empresas bacanas, o que foi mais importante?

SG – Eu sempre me vejo com uma bússola à moda antiga na mão, porque o GPS moderno é muito preciso. Com GPS você vai quase no milímetro e eu não gosto disso. Sempre imaginei que na vida eu tenho que ter uma bússola que me indica o norte, mas não o caminho. Caminhando dessa forma, eu posso aproveitar as oportunidades que vão surgindo.

Porque se ficar muito focado – tenho que fazer isso, tenho que entrar na segunda à esquerda e depois à direita, etc. – você acaba não percebendo as coisas que estão à sua volta. Então, desde antes de eu começar a cursar comunicação, eu sabia que queria uma carreira onde eu pudesse trabalhar no meio internacional, que eu pudesse trabalhar em países diferentes, usando as línguas que eu já sabia falar e de uma forma que eu me sentisse bem, para me desenvolver.

A escolha da comunicação veio dessa reflexão, mas eu também pensei em fazer sociologia ou uma carreira mais técnica, como piloto de avião. De qualquer forma, o meu norte era a “carreira internacional” e aos poucos foram surgindo oportunidades, e calhou de ser comunicação.

Eu me formei em 87, comecei a trabalhar na Burson como estagiário em 86. Eu estava trabalhando para uns clientes muito legais, internacionais. Acabei me desenvolvendo muito rápido, passei de assistente de conta para executivo de conta e logo em seguida para gerente de conta. E aquela coisa, “nossa, já estou podendo, então vou comprar um apartamento, comprar um carro, fazer isso e aquilo”. Aí, meu grilo falante disse: “qual é o teu norte? Se deixar se levar só por isso, vai mudar teu rumo.” Então, falei: “quero ir embora, quero voltar pra França, então vou me demitir e lá eu tento de novo.” E foi o que fiz. Segio minha bússola.

De vez em quando você tem que arriscar também. Se ficar só na sua zona de conforto, não consegue realizar seus sonhos.

FB – Estando na GE, onde historicamente as áreas de negócio são muito independentes, qual o papel de um head de comunicação em uma estrutura tão independente? O que de fato você consegue contribuir e o que não consegue?

SG – Minha maneira de ver é de pegar o fio condutor comum a todos os negócios. Não é o denominador comum, porque aí fica no ‘minimozinho’, muito pequeno e que não é o essencial. Mas, por exemplo, a GE se posiciona como empresa líder digital industrial na área de tecnologia. Como eu faço para associar isso ao fato de termos uma história de mais de 130 anos, de a empresa ter sido fundada pelo inventor da lâmpada?

Quando a gente começou a falar sobre isso, entre nós mesmos, fazendo brainstorming, a primeira reação era: “a lâmpada é uma coisa antiga. Isso já acabou, já foi, temos que passar para outra coisa.”

Se você pensa na lâmpada enquanto objeto, sim, já acabou. Já passamos para o LED. Mas se contextualizar o que a lâmpada significava no século XIX, era altíssima tecnologia. Era a democratização de um conforto, de poder ter mais segurança dentro de casa e nas ruas. Ler à noite, por exemplo, teve impacto na educação. Então, não vamos pensar no objeto lâmpada incandescente, vamos pensar no que isso representava: tecnologia que mudava a vida das pessoas.

Esse é o fio condutor que marcou o início da GE e que continua ainda hoje.

Se conseguimos fazer o trabalho bem feito, os negócios conseguem entrar nesse mesmo bonde. O meu papel e o papel da minha equipe é esse: não é impor o que vamos falar, como “digital industrial e X”, que só vai funcionar para a área de saúde e de transporte, mas não vai dar certo, por exemplo, para o negócio de aviação. A maneira que eu vejo nosso trabalho é tentar encontrar esse fio condutor onde cada um consiga se acoplar.

Foi o que fizemos também nos Jogos Olímpicos. Ao invés de focar no que estamos oferecendo, no que vendemos: “aqui foram lâmpadas LED para tal tipo de utilização e ali foram equipamentos médicos para tal tipo”, encontramos o fio condutor que era “tecnologia e infraestrutura para fazer com que os jogos fossem bem sucedidos e deixassem um legado positivo para a cidade-sede.”

Depois, cada negócio entra e acaba reforçando os pontos dessa história que é um pouco mais macro. É mais coordenação de busca de elementos comuns para que, em seguida, todo mundo possa desenvolver ações e comunicar seus pontos mais específicos.

FB – Entre tantos desafios, o RH tem o de implantar uma nova estrutura, que eles chamam de partnership model, o desafio de ajudar que o novo PD (Performance Development) de alguma forma aconteça na organização toda. São desafios bem complexos. Quando você olha para o seu trabalho, o que você acha que hoje é seu maior desafio?

SG – Hoje eu vejo a necessidade de estarmos um passo à frente dentro da área de Comunicação, tanto interna quanto externa. Eu quero que a Comunicação não seja só um canal para falar de tecnologia e inovação. Eu quero que ela seja tecnológica e inovadora. Esse é um desafio porque, obviamente, temos limites. Temos que ser criativos e bastante focados em fazer coisas com pertinência. Como associar isso e não só falar sobre inovação, mas demonstrar inovação através das ações de comunicação? Esse é o desafio.

FB – Tem alguma coisa que você sente que já está indo por esse caminho?

SG – Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos foram uma vitrine muito boa. Trouxemos de volta, e às vezes é preciso ir para o passado para dar um salto para o futuro, a dupla de cientistas do Castelo Ratimbum, Tíbio e Perônio. Foi uma ideia inovadora na maneira de falar sobre tecnologia e inovação. Até mesmo a coletiva de imprensa para o lançamento dessa ação foi inovadora.

Fizemos a coletiva no estúdio do Roda Viva, na TV Cultura. Foi o Tíbio e o Perônio no centro do Roda Viva, a equipe GE apoiando, comigo, com minha equipe e a equipe de cientistas ao redor deles, e jornalistas e blogueiros fazendo perguntas. Também é assim, uma maneira de ligar os pontos para contar uma história interessante, inovadora.

O objetivo não é fazer uma coletiva, mas passar uma mensagem. Qual é essa mensagem? É essa a pergunta que importa. Assim você consegue chegar a alguma coisa consistente e que faça sentido. Porque, se não, acaba fazendo simplesmente sempre mais do mesmo.

FB – Você sente que no meio desse processo tem uma “appetização” também da comunicação? Você sente que os fluxos comunicacionais das organizações já estão indo para os smartphones? Tem alguma ferramenta que vocês usam fora o Whatsapp?

SG – Certas postagens no Facebook acabam pautando os jornalistas. Estamos tentando ver como podemos fazer disso uma oportunidade. Como eu consigo pautar coisas? Alguns jornalistas veem a quantidade de likes em um post e querem entender o porquê disso. Aí começa um diálogo através de um simples fato que parece interessante para as pessoas. Isso também é novidade, e a gente está aprendendo a lidar com ela.

FB – Recentemente eu estava com um amigo que é diretor de RH de uma indústria farmacêutica que tem a área de comunicação abaixo dele e ele falou de um vendedor que estava em uma convenção e tirou um selfie para mostrar para os amigos o lugar bacana onde ele estava. Só que tinha um slide projetado atrás dele com informações que não eram compartilháveis… Esse é um tema hoje, né? Como vocês lidam com isso? Tem uma política ou norma?

SG – Existem regras, mas elas podem se resumir a bom senso, tanto no mundo virtual quanto real. Tenho um exemplo de quando eu trabalhava na Edelman na Europa e passava a semana em Bruxelas e voltava para Paris no final de semana. Na segunda-feira de manhã e na sexta-feira à noite, nos vagões de primeira classe, alguns jornalistas mandavam estagiários fazerem a viagem de ida e volta, porque era onde os parlamentares europeus estavam. Então eles ficavam se pautando pelos temas que eles ouviam das conversas informais durante a viagem…

Era um ambiente aberto e havia ali pessoas conversando, então não era espionagem. O cara simplesmente estava no lugar certo e na hora certa. Era fácil.

Então, óbvio, a gente falava para os nossos clientes não pegarem esse trem se tivessem que conversar durante a viagem, ou sempre ter atenção com o que falavam em ambiente abertos. Temos que levar em consideração essas situações e esses cuidados. Isso vale também para o mundo virtual.

FB – Para que serve um RP hoje em um mundo onde todo mundo é comunicador?

SG – Então… (rsrsr). Eu me lembro de uma disciplina que a gente tinha na ECA, Princípios de Administração. Nessa disciplina, o professor falava muitas vezes nós tínhamos que estudar na FEA e não na ECA. Na verdade, o debate não era esse, sobre onde o curso deveria ser dado. Mas sim, que o papel do RP não é ser especialista em algum tipo de canal, mas ser o gestor da comunicação.

Para mim, hoje mais do que nunca, o papel do RP continua sendo o de gestor da comunicação,. Quando você pensa em RP, como acontecia há um tempo, como sinônimo de gerenciamento de eventos, ou de relações com a imprensa, fica muito restrito. Acho que um jornalista funciona muito melhor como assessor de imprensa porque ele conhece a maneira de pensar de quem está do outro lado.

Acho que ser RP é ter o conhecimento das ferramentas que estão à nossa disposição para atingir um objetivo dentro da empresa ou para um cliente. O papel de gestor da comunicação em um mundo onde todo mundo é um pouco comunicador é ainda mais importante.

FB – Uma reflexão que a gente tem feito também: as áreas de comunicação que, por mais que sempre tenham sido gestoras de comunicação, também eram as únicas que tinham condições de produzir e disseminar conteúdos. Porque era caro fazer uma revista, um vídeo jornal ou o que quer que seja.

Você não acha que tem um deslocamento aí do papel da área de comunicação que era produtora, concentradora, hub, para um papel talvez mais de netweaver, de alguém que faz articulação e curadoria?

SG – Sim, é como vejo meu papel na GE: não vou inventar, não vou dizer “vamos nos posicionar como X” se a realidade é Y. Isso é “spin”. Não é assim que eu vejo a comunicação bem feita. Eu tenho que encontrar uma maneira de contar esse Y real de forma inteligente, de forma inovadora, usando canais que façam sentido, internos e externos. Mas para isso eu não poderia ter uma equipe só de RPs, porque acabaria recriando sempre a mesma coisa, no mesmo molde. Então, trazer diferentes perfis mais técnicos e especializados ajuda muito. Nosso papel é ser mais ou menos como um maestro em uma orquestra. O maestro pode ser um bom instrumentista e saber tocar violino? Pode, mas naquele papel de líder da orquestra, ele tem que fazer com que o conjunto da obra seja bem executado por todos os especialistas. Só assim o concerto será um sucesso em seu conjunto.

[:]

[:pb]Sua empresa pode estar prestes a fechar e você ainda não notou[:]

17/10/2016 por André Lorenzetti

[:pb]Conquistar uma manhã inteira de dezenas de altos executivos de grandes empresas tem sido uma missão complexa e um sonho para muita gente.

Uma das chaves para esse sucesso é acertar no tema.

shutterstock_218846266

Foi o aconteceu no início de outubro no debate Mapeamento de Riscos Reputacionais, Mercadológicos, Políticos e Legais na Era da Hiperconectividade, uma iniciativa conjunta de quatro empresas de setores diferentes e complementares: a agência de relações públicas LVBA Comunicação, o escritório de advocacia TozziniFreire, a consultoria de políticas públicas e relações governamentais Prospectiva, e a empresa de mapeamento e monitoramento de influenciadores digitais Tree Intelligence.

Pode parecer assunto recorrente e já de domínio público, mas mapear influenciadores e temas críticos que “flutuam” no oceano de dados disponíveis é algo que se fala bastante, mas ainda com pouca propriedade e eficiência nos resultados de negócio das organizações.

Mapear riscos corporativo, seja em qualquer área, começa por definir corretamente o que se quer saber e o porquê se busca esse conhecimento. Passa-se ao domínio de uma tecnologia de ponta com inteligência para garimpar nas trilhões de informações similares disponíveis na rede o que de fato é relevante e pode ajudar a montar um quebra-cabeça que ilustre um cenário real. E, por fim (de forma simplificada), entender e analisar que há e riscos técnicos e de percepção dos públicos de interesse, que nem sempre são coincidentes.

Ninguém pode prometer que seja fácil de se fazer, mas é possível. E o melhor, quando bem planejado e calibrado, é possível identificar tendências e percepções em tempo real, se antevendo a riscos e oportunidades. Também elimina as armadilhas que uma pesquisa conduzida sem eliminar as possíveis interferências pode criar ao induzir respostas, pois as informações disponíveis são reais, espontâneas e (na maioria das vezes) fornecidas com naturalidade.

Queda nas vendas, processos criminais, mudança na legislação, perda de patrocinadores, manifestações de ambientalistas. É possível listar mais de uma página com situações negativas para a organização que podem ser evitadas se houver um mapeamento e monitoramento bem ajustado, bem analisado e com a ferramenta certa.

Diante desse cenário, talvez surja outro questionamento: qual área é responsável por esse mapeamento e monitoramento? Comunicação, marketing, jurídico, relações governamentais, comercial? É um objetivo da organização e não de áreas isoladas. Para pelo menos sobreviver, arrisco dizer que as grandes corporações precisam internalizar em todos os empregados e acionistas a cultura desse mapeamento. A cada planejamento, independentemente da área, deve ser previsto a identificação minuciosa da “voz digital”, pulverizada e poderosa.

Se essa voz tem sido essencial para derrubar presidentes, destruir produtos e condenar políticos e empresários, o que falta para ser levada a sério na sua organização?
[:]

[:pb]A transformação da comunicação segue firme e forte[:]

11/10/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]Quem estava já no mercado quando as redes sociais, especialmente o Orkut, ganharam relevância, lembra e acompanha todas as transformações que elas causaram.

shutterstock_264406220

Blogueiros ganharam cada vez mais relevância. As redes criaram profissionais específicos de cada uma delas (os Youtubers e sua influência são a prova). E com a comunicação corporativa, tudo passou por uma revisão.

Aquela opinião negativa de um funcionário saiu da rodinha do café ou da mesa do bar com os amigos dele e, cada vez mais, ganhou redes sociais e, por consequência, o mundo. E a comunicação interna precisa, por isso mesmo, cada vez mais ser revista e reavaliada.

E a última semana reservou uma novidade. O Facebook, conhecido por ter a missão de ser a solução de toda a vida online das pessoas, agora oficialmente entrou no mundo corporativo. Digo oficialmente pois não é de hoje que os antigos grupos de e-mail já foram substituídos por grupos na rede social, mais práticos e ágeis.

05-mcg

E agora é a vez do Workplace. A nova rede social tem como missão ser a ferramenta corporativa de comunicação interna das empresas. A rede social, com algumas das funcionalidades já testadas pela empresa de Zuckerberg como os grupos, chats e vídeos, tem a proposta de ser separada da rede pessoal. Isso significa que o usuário não precisa ter perfil no Facebook para a utilizar.

Como uma rede corporativa, a proposta é que o Workplace não tenha anúncios e nem colete dados de usuário, mas isso tem um preço. Após os três primeiros meses, a rede cobrará um valor mensal por usuário ativo.

Mark Zuckerberg, mais uma vez, expande seu território de atuação, em busca de uma possível hegemonia. Será que veremos isso acontecer?
[:]

[:pb]A importância de se estar preparado para crises[:]

07/10/2016 por Thiago Manolio

[:pb]Desde que comecei a trabalhar, caí meio que de paraquedas em agências com clientes que tinham alguns pontos em comum. Um deles era: por mais idôneos e responsáveis, todos estão sujeitos a problemas que podem gerar uma crise de imagem e reputação E nesse meio tempo (já se vão quase 15 anos), pude perceber que algumas empresas não estão preparadas para enfrenta-las. Ou acham que estão (e vale deixar claro que essa percepção é fruto de observação de clientes em geral, clientes de amigos, conversas, etc.). A comunicação corporativa é uma área de extrema importância dentro de uma empresa e, quando falamos de gerenciamento de crise, então, ela se torna primordial. O descaso com esse segmento ou a ausência de uma estratégia pode destruir a reputação e a imagem de uma empresa.

shutterstock_184654835

Organizações que não adotam planejamento, estratégias e técnicas de comunicação corporativa podem pagar um preço muito alto por isso. Muito pior que não se comunicar durante uma crise, se comunicar de forma incorreta e sem organização pode ser pior ainda. Discursos incoerentes e sem preparo podem passar a impressão inicial de que o problema foi resolvido. Contudo, quando o público percebe a fragilidade da fala, a empresa acaba perdendo reputação, competitividade e patrimônio.

A mídia tem um papel fundamental em mudar a opinião pública. Pode torna-la positiva quando a empresa investe, gera emprego, lança produtos novos e age com responsabilidade social. Por outro lado, pode criar uma visão extremamente negativa quando são divulgadas notícias a respeito da má qualidade de seus produtos e serviços, preços altos, falhas, acidentes etc. A credibilidade das empresas é continuamente posta em cheque por seus públicos.

A identidade de uma empresa é o resultado de como o público a enxerga por meio das ações de suas diversas áreas e porta-vozes. O reflexo dessa identidade se transforma na imagem da companhia, sendo que a soma de imagens positivas e negativas, ao longo do tempo, constitui a sua reputação. Se a identidade for gerada por ações de comunicação coerentes e corretas, a imagem será positiva. Caso contrário, a identidade estará associada à desconfiança e, consequentemente, a imagem será negativa.

Crises podem acontecer a qualquer hora e de forma inesperada, criando tensão, incertezas e ameaça às empresas e aos seus públicos. Elas geram grande pressão por respostas imediatas. Nesse caso, estar preparado previamente é primordial. O desespero por não estar organizado, com todos os públicos internos, para dar uma resposta rápida e correta, pode ser desastroso. Embora planos preparados com antecedência nem sempre estejam completos, eles provam ser muito úteis para realizar rapidamente as primeiras ações e evitar pânico e ações

Ao contrário do que muitos possam pensar, o plano de comunicação não pode – e não deve – estar desvinculado do plano de gestão de crises. Ele deve contemplar planejamento, organização, execução e controle. Seu sucesso vai depender da organização prévia.
[:]

[:pb]Mapeamento de riscos reputacionais, mercadológicos, políticos e legais na Era da Hiperconectividade[:]

27/09/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]Prospectiva Consultoria, TozziniFreire Advogados, Tree Intelligence Consultoria e Inteligência e LVBA Comunicação convidam para o debate Mapeamento de Riscos Reputacionais, Mercadológicos, Políticos e Legais na Era da Hiperconectividade.

debate_header

A sociedade, ONGs e os órgãos públicos foram empoderados pelo mundo digital criando novos influenciadores e espaços de debates capazes de derrubar marcas e segmentos de negócios. As empresas precisam acompanhar essa mudança para sobreviver, identificando e acompanhando temas críticos e influenciadores (alguns até improváveis) para se antever a crises e enxergar oportunidades competitivas.

Em uma única mesa, quatro especialistas debatem o assunto:

Ricardo Sennes, sócio diretor da Prospectiva, especialista em cenários políticos e econômicos, formulação e implementação de políticas públicas e avaliação de seus impactos nas empresas. Doutor em Ciência Política, coordenador geral do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional (Gacint) da USP, parceiro não residente do programa latino americano do Atlantic Council, membro do Conselho de Assuntos Estratégicos da FIESP, do Conselho da Revista Foreign Affairs (México e EUA) e comentarista do Jornal da Cultura.

Shin Jae Kim, advogada, membro dos Comitês Executivo e de Gestão de TozziniFreire, concentra sua atuação nas áreas de fusões e aquisições, societária, compliance e situações que envolvam relações com órgãos governamentais e investigações corporativas. Recomendada pelos guias jurídicos Chambers Global, Chambers Latin America, Legal 500, Who’s Who Legal, Latin Lawyer 250, PLC Which Lawyer e pelo Latin Lawyer Masters of M&A e reconhecida pelo LACCA Approved 2016: Melhores Advogados para se trabalhar em Anti-Corrupção e Compliance na América Latina. Premiada com o International Compliance Professional Award, pela Society of Corporate Compliance and Ethics.

Ignácio Garcia, co-fundador e CEO da Tree Intelligence, é antropólogo social com 10 anos de experiência em consultoria sobre inteligência de redes aplicada ao mapeamento de influenciadores e monitoramento de riscos, campanhas e tendências no mundo digital. Atualmente lidera projetos globais de mapeamento e monitoramento para organizações como a OMS, Coca Cola, Mondelez e Natura. Clientes, analistas e parceiros estratégicos colaboram remotamente por meio da plataforma proprietária de inteligência de redes LivingNethos.

Gisele Lorenzetti, diretora geral da LVBA Comunicação, especialista em comunicação para fortalecimento e construção de reputação de grandes empresas, relacionamento com influenciadores e gestão de crises. Fundadora e ex-presidente do conselho da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e atual integrante do Comitê de Estudos de Gerenciamento de Crises da LEC – Legal, Ethics and Compliance. É uma das 10 profissionais mais admiradas no segmento de comunicação corporativa segundo estudo prScope no Brasil.

Data: 4 de outubro, terça-feira
Horário: das 8h30 às 11h
Local: TozziniFreire Advogados – R. Borges Lagoa, 1328 – Vila Mariana – São Paulo / SP
Estacionamento no local
Vagas limitadas / evento gratuito
Informações: debate@lvba.com.br[:]

[:pb]Gere valor para a comunicação que você faz[:]

19/09/2016 por Valéria Allegrini

[:pb]Mesmo trabalhando há mais de 20 anos em Comunicação Corporativa ainda me deparo com muitas organizações que, por um motivo ou outro, ainda não organizam e planejam a sua comunicação de forma global e sistêmica, restringindo a ações que nem sempre estão em sinergia com os objetivos do seu negócio.

Aplicar metodologias de mensuração, que levam à uma gestão eficaz da comunicação, são de fundamental importância para a obtenção de resultados que, a médio e longo prazos, geram valor à marca e reputação de uma organização, tirando a subjetividade e a dimensão operacional da comunicação.

shutterstock_120322075

Assim, quando tratamos de mensuração da comunicação, é imprescindível planejar. E planejar significa definir objetivos claros do que pretendemos alcançar, qual o posicionamento desejado com as ações de comunicação. E para percorrer este caminho, a fixação de metas e indicadores – sejam qualitativos ou quantitativos – são também necessários para gerir a comunicação, a partir dos dos dados e informações obtidos por meio destes.

É, portanto, ponto de importância número 1, que o Planejamento de Comunicação esteja alinhado aos objetivos de negócio da organização, sendo essencial a participação da Comunicação no time de gestão estratégica. Só assim, a comunicação irá gerar resultados tangíveis e valor em termos de imagem e reputação institucional.

Por isso, o profissional de comunicação precisa entender e desenvolver competências para ocupar uma posição de estrategista e não de um fazedor. Com a análise dos resultados, replanejar a comunicação é saber gerir. É não esperar os resultados abaixo das metas ou negativos se repetirem. E sim, é preciso conhecimento e dados para mudar a rota quanto necessário.

Aqui na LVBA, nosso time age assim. Há alguns anos, por meio de uma equipe multidisciplinar com profissionais entre os quais de comunicação, tecnologia, entre outros, foi desenvolvida a nossa reconhecida metologia IDIM® – Índice de Desempenho Institucional e Marca, que com a evolução do mercado de comunicação, provou ser eficiente na mensuração dos resultados e, por consequência, na gestão da comunicação. Inspirada no BSC – Baleced Scorecard (dos professores Kaplan e David P. Norton da Harvard Business School), comprova a efetividade das ações de comunicação, por meio do planejamento colocado em prática, e sempre alinhado ao posicionamento que se deseja alcançar.

Quer saber mais sobre o IDIM®? Entre em contato com a gente e vamos te mostrar que as planilhas em excel são excelentes amigas da comunicação. Planeje, defina objetivos e metas, analise resultados e replaneje. Gere valor para a comunicação que você faz.
[:]

[:pb]Vida profissional, pessoal e o diálogo [:]

16/09/2016 por Raquel Canineu

[:pb]A frase “A maioria das pessoas não escutam com a intenção de compreender; elas escutam com a intenção de responder” nunca fez tanto sentido. Acredito que não tenha ninguém que desconheça o que eu quero dizer com isso, principalmente no ano da “desconstrução” e da polarização política. Ano em que eu, você e seu colega aí do lado, estamos sendo inundados com publicações no Facebook sobre os mais variados assuntos, nos quais todos expõem suas versões de verdades universais.

shutterstock_160000331

Você deve estar se perguntando: mas por que escrever sobre isso em um blog de relações públicas? Bom, a comunicação, hoje, é uma conversa de duas vias, e as Relações Públicas precisam reivindicar o seu legítimo papel na iniciação e interpretação do que é o diálogo.

Nosso país não é estranho à corrupção, ao preconceito, ao machismo e a desigualdade. E, apesar de nossos contínuos protestos, publicações revoltadas e luta por leis mais rígidas, às vezes podemos sentir como se estivéssemos lutando uma batalha perdida. Este esforço cobra um pedágio: a revolta.

E a revolta, em todas as suas manifestações, pode causar extrema ansiedade, sentimento de impotência e desconfiança, que nos impede de dialogar.

Como profissionais de comunicação e relações públicas, atendemos clientes que são membros da sociedade multicultural em que vivemos e trabalhamos. É esperado de nós como profissionais aprender sobre cada um deles, compreender e respeitar as suas necessidades, permanecermos abertos para as suas perspectivas e sentimentos, e entregar valor e resultados, tudo pautado na ética e no diálogo. Da mesma forma com que fazemos isso nas nossas vidas profissionais, precisamos ser capazes de reconhecer-nos, e trabalhar para manter uma ética de trabalho e de vida inclusiva e humana.

No ambiente corporativo, mais do que montar uma equipe competente, as empresas devem prezar por um time que dialoga: e uma comunicação transparente faz a diferença nesse processo.

E no fim das contas, se fala tanto em como a nossa vida pessoal pode contribuir para a vida profissional e se esquece que a recíproca é verdadeira. Então, gostaria de propor um desafio, que sejamos nós, os percursores dessa era do diálogo, não só no trabalho, mas nas nossas redes sociais também. Que a gente traga a nossa capacidade de gerar valor e uma diferente perspectiva de relações públicas não só para as organizações a que atendemos, mas para a sociedade.

E você, quer trazer mais valor a esta mensagem? Deixe seu comentário.

[:]

[:pb]Relacionamento não sai de moda[:]

08/09/2016 por Priscilla Marques

[:pb]Uma das maiores lembranças nos meus quase dez anos de atuação no mercado de Relações Públicas/Assessoria de Imprensa foi uma conversa sincera com um dos clientes que eu mais admiro profissionalmente. Relembrando o processo de seleção para decidir quem ocuparia a vaga de Executivo de Atendimento, no qual eu fui selecionada na época, ele me disse “o processo estava cercado de bons profissionais, alguns até com mais experiência, mas você ganhou minha confiança quando disse que o RELACIONAMENTO é a chave do trabalho de PR”.

shutterstock_129169499

Parando para refletir, especialmente com as mudanças que a “imprensa” tem enfrentado nos últimos anos, percebo que o relacionamento é – a cada dia – uma das ferramentas mais importantes neste processo. Com a saúde financeira dos veículos cada vez mais complicada, espaços espontâneos se tornam raros e ter um bom relacionamento pode pesar nos resultados. E, no meio desse cenário, surge mais um público essencial para esse relacionamento: os influenciadores digitais, que pedem uma maneira diferente de contato.

Representando o que há de mais próximo ao comportamento do consumidor, os influenciadores digitais ganham a cada dia mais relevância. Segundo dados do Sprout Social, 74% dos consumidores dependem das redes sociais para decidir sobre uma compra. Para atingir este público, além de conteúdos e produtos de qualidade é preciso saber como se relacionar com eles. E, aqui, não estamos falando mais de empresas de comunicação, mas de pessoas. Saber especificidades como nome dos filhos, programas que gostam, tipo de pele, manequim e até mesmo hobbys e um pouco sobre a vida amorosa. Cada detalhe e amenidade interfere na forma como o influenciador prefere e deve ser abordado.

Neste momento cabe colocar alguns limites, para os dois lados. Trabalhando com influenciadores digitais há pouco mais de um ano, já passei por algumas situações inusitadas. Desabafos sobre separações, problemas financeiros e outros até um pouco mais graves. Tentar ajudar sempre é possível, somos humanos, mas é importante lembrar que nesta relação – do nosso lado – existem marcas atreladas a qualquer decisão. Então, cada caso deve ser estudado e cuidado com atenção para não extrapolar limites e colocar todo o trabalho em jogo.

Por isso, para um bom histórico de relacionamento é importante começar com a seleção correta dos influenciadores. Com base nisso é possível construir uma relação estável, que trará bons frutos, contribuindo com a construção e fortalecimento de marcas e, porque não, relacionamentos.
[:]

[:pb]SAC 2.0 – A Voz do Consumidor[:]

22/08/2016 por Jaqueline Hirose

[:pb]As redes sociais trouxeram uma nova dinâmica para o relacionamento entre empresas e consumidores. Um dos principais canais de comunicação e muito diferente do atendimento tradicional, as plataformas digitais dão evidência à voz dos clientes.

Uma pesquisa da empresa global de consultoria de gestão e tecnologia da informação, Accenture, em 2013, mostrou que 66% dos entrevistados estão frustrados com as práticas tradicionais do serviço ao cliente. A partir de experiências ruins, 66% trocam e escolhem outra empresa para consumir seus produtos e 40% evitam a empresa por dois anos ou mais depois da experiência.

Além disso, ainda segundo Accenture, episódios de insatisfação não só fazem os consumidores trocarem de empresa, como também terão impacto direto na reputação: 95% dos consumidores que tiverem experiências negativas, vão contar para outras pessoas sobre o episódio, além de compartilhar em redes sociais.

shutterstock_239913817

Muitas informações de maneira muito mais rápida. Lidar com essa dinâmica exige das empresas mais eficientes na solução de um problema. Respostas rápidas, avaliações positivas e consumidores satisfeitos, evitam desde potenciais crises que afetam diretamente a reputação da empresa, até as implicações judiciais que o mal atendimento pode provocar.

As mídias sociais têm um papel importante para estreitar o relacionamento com o cliente. É por isso que o atendimento ao consumidor deve ir além das expectativas. Entretanto, apesar de não ser novidade, o SAC 2.0 ainda traz muitas dúvidas em como antecipar o que o consumidor pode dizer e como oferecer um atendimento de qualidade.
Para isso, a estratégia de SAC 2.0 não pode ser automática e criada a partir de uma “fórmula”. Testes são essenciais para conhecer como o consumidor da empresa responde e se comporta dentro do ambiente digital, e assim otimizar o planejamento e infraestrutura, para seguir e garantir que tudo funciona corretamente.

Para uma gestão do SAC em mídias sociais bem executada, uma ferramenta que informa fatores básicos como quantos casos são resolvidos, qual o tempo médio de resposta e tags que classificam as mensagens enviadas, são essenciais para facilitar a análise de quais tipos de conteúdo funcionam melhor para o consumidor da empresa e como otimizar a equipe de atendimento.

Segundo um relatório de 2014 da empresa de tecnologia e serviços Aberdeen Group, empresas que tem o programa de SAC 2.0 implementado, têm um aumento de 5,6% ao ano nas resoluções a partir do primeiro contato do consumidor e um aumento de 6,5% na produtividade do atendimento. Além disso, apresentam um aumento de 7,5% na retenção de clientes, enquanto as empresas sem nenhuma estratégia de SAC 2.0 mostram uma mudança positiva de apenas 2,9%.

Empresas que entendem e caminham junto com essa dinâmica, largam na frente. Um bom atendimento de SAC 2.0 pode transformar um problema em uma ótima oportunidade para uma experiência qualidade e uma conexão no nível emocional entre empresa e consumidores.
[:]

Tags:

[:pb]Em tempos de intolerância, a comunicação pode ser revolucionária[:]

10/08/2016 por Carolina Lenoir

[:pb]Recentemente, vi que uma das iniciativas que considero mais bacanas entre os cursos de criação em escrita, a Go, Writers, está oferecendo uma nova aula, intitulada Comunicação e escrita não violenta. Fiquei curiosa e, ao procurar saber mais sobre a proposta do curso, descobri que, nesse momento que eles chamam de “aula-respiro”, os temas abordados são as “formas de comunicação que criam muros, as palavras que inventam pontes e os caminhos para o desenvolvimento de textos sem violência cotidiana. Com respeito.”

shutterstock_134771642

Ainda não tive a oportunidade de participar dessa aula, mas a introdução me fez pensar bastante sobre como essa ideia poderia ser aplicada no universo da comunicação corporativa, para além da construção de textos. Especialmente quem enfrenta uma gestão de crise sabe como o terreno torna-se fértil para o embate, os dedos em riste, a troca de farpas que se tornam públicas, sem preocupação com a imagem institucional da empresa e com a repercussão negativa que se espalha entre os principais stakeholders.

Os profissionais de comunicação de uma companhia em crise precisam encontrar armaduras que os protejam desse clima beligerante e os permitam desenhar e executar estratégias que encurtem as distâncias em vez de ampliá-las. E as premissas da boa comunicação devem ser defendidas mesmo quando o bombardeio e a pressão para que os limites sejam dobrados se intensifiquem.

Para o pessoal da Go, Writers, em tempos de intolerância como o que vivemos, não há nada mais revolucionário, importante e urgente do que falar de empatia e entendimento. A comunicação corporativa exige assertividade e, às vezes, uma dose de agressividade “no bom sentido”, mas não há passe livre para a truculência. [:]

[:pb]Humanizar sempre![:]

01/08/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]O tema desse texto pode até parecer batido, já que estamos falando sobre isso no mundo das redes sociais tem alguns anos. Mas com o crescimento das ferramentas de vídeos como o Snapchat, a humanização volta à pauta.

Mas vamos voltar um pouco no tempo e pensar nas outras redes, antes de chegar ao tão falado Snapchat. Redes sociais como o Twitter e o Facebook, são extremamente baseadas em textos. Ok, elas permitem imagens e isso ajuda bastante a tornar sua rede mais atraente e com unidade visual, mas é perfeitamente possível se trabalhar com fotos de banco de imagens, caso você não tenha aquele cenário lindo ou um fotógrafo à disposição.

shutterstock_242414209

No caso do Youtube e do Snapchat – e dos vídeos do Facebook – a coisa muda de figura. Não dá para pegar conteúdos prontos, é preciso colocar a mão na massa e gerar conteúdo autoral. Aqui, em primeiro lugar, vale pegas as dicas do meu último post e entender qual é a rede social que sua marca se encaixa.

Feito isso, entra a magia das redes sociais. A humanização não necessariamente passa pela presença do porta-voz habitual para a mídia. Sua marca pode ter um foco mais feminino e um porta-voz masculino. E agora, como lidar?

Para começar, saiba qual é a voz que sua empresa terá. Mais jovem ou mais madura. Mais séria ou mais descolada. Mais masculina ou mais feminina. As opções são infinitas, mas elas precisam estar sempre bem claras, para você, para quem irá assumir a voz da marca e, com isso, para o público.

Estabelecido o público, será que existe internamente uma pessoa (ou mais de uma) que se encaixa nesse perfil? Se sim, ótimo. Invista em treinamento para essa pessoa que precisa ter sempre claro que por mais que ela tenha semelhanças com o perfil que a empresa quer transmitir, é importante ela entender que segue sendo o perfil da empresa e não o pessoal dela.

Outro ponto importante é: as pessoas já sabem que é uma rede social corporativa. Não precisa ficar o tempo todo falando e vendendo o produto ou o serviço da sua marca. Diversifique. Conheça qual o lifestyle que está ao redor daquele produto e gere conteúdo sobre ele. Assim, as inserções de produto serão muito mais orgânicas e mais interessantes ao público.

Agora que tal uma forcinha de um influenciador digital e deixar ele, por um período de tempo, assumir sua conta e levar um pouco da realidade e da rotina dele para a sua rede social? Se você escolheu um influenciador bem adequado ao perfil que traçou, certamente os assuntos dele também interessarão a quem te assiste.

Para fechar, autocrítica sempre. Saiba avaliar com frequência se aquele conteúdo é o ideal ou não. Se não for, repense, se reinvente, crie algo novo. Mas sempre sendo transparente com seu público. Com certeza vai ser sucesso.
[:]

[:pb]Quando uma ótima oportunidade acaba em pizza[:]

25/07/2016 por André Lorenzetti

[:pb]Estar preparado. Esse é, ou deveria ser uma atitude dos profissionais de todas as áreas. Estar preparado para imprevistos, para o pior cenário, para o melhor cenário, para oportunidades inesperadas, para se tornar conhecido, para crescer.

A preparação é fruto de duas situações distintas, mas que devem andar de mãos dadas: da prática diária com aprendizado constante; e de ações pontuais conduzidas por especialistas. A primeira categoria é natural e cabe ao profissional estar atento aos aprendizados, analisando os pontos positivos, negativos e a melhorar.

shutterstock_108743837

Na segunda categoria se encaixam cursos, seminários, estudos e outros esforços com começo, meio e fim, conduzidos por um terceiro e que exigem dedicação especial do profissional para assimilar o conhecimento, adapta-lo à sua realidade e torna-lo tangível quando exigido. Afinal, estamos falando da vida profissional das pessoas e conhecimento sem prática não parece ser útil às organizações.

Interessante analisarmos que, à medida em que se avança na carreira, existe uma tendência de se minimizar a necessidade de imersões e preparações em outras áreas. Aqui entra a metáfora do título desse artigo. Ouvi uma vez de um conhecido sua experiência que ilustra bem o cenário: ele se aposentou como diretor de uma multinacional e, imaginando que se era capaz de gerir orçamentos milionários, grandes equipes e desafios diários, poderia, tranquilamente, gerenciar uma pizzaria. Afinal, qual a complexidade de se produzir e vender pizza em São Paulo, uma das cidades em que mais se consome esse produto?

Ele quebrou em alguns meses. Parte considerável de suas reservas foi investida no empreendimento que não conseguiu um único período no azul. Ele se deu conta (tarde demais do ponto de vista da pizzaria) de que seu alto nível de especialização em uma área não era suficiente para lhe garantir sucesso em outros terrenos.

Ele agiu como muita gente age e o resultado foi previsível como em diversas situações dentro das empresas, quando executivos subestimam a complexidade de ambientes aparentemente simples por desconhecerem seus segredos e nuances. Tudo na vida tem seus segredos.

Pode dar pizza na comunicação?
Agora, falando especificamente de nossa especialidade, a comunicação, nos deparamos com executivos altamente capacitados, com muito conhecimento, mas que deixam oportunidades ricas de se posicionar, divulgar e engajar por falta de técnicas apropriadas e experiência no assunto. São entrevistas, interações em mídias sociais, palestras, participação em associações, eventos corporativos ou encontros de relacionamento que, como qualquer boa oportunidade, se não é aproveitada na hora, não volta atrás.

Preparar-se. Nesse caso são pequenos investimentos, tanto em dinheiro quanto em tempo dos profissionais, diante do retorno que podem gerar. Preparação de porta-vozes, também chamada de media training, workshops ou treinamentos de crises, sensibilização sobre o papel de cada um na construção da imagem e comunicação da companhia, esclarecimento aos empregados das regras e importância do compliance e outros temas ligados a relacionamento, engajamento e comunicação.

shutterstock_157774967

São comuns os comentários de altos executivos sobre o quanto aprenderam em algumas horas de atividade bem conduzida. São conhecimentos possíveis de serem utilizados em toda carreira e vida pessoal, pois tratam de falar e ser compreendido, ter a ideia valorizada e gerar engajamento, independentemente do público desejado.

Sim, todos nos comunicamos desde que nascemos (o choro de um bebê é eficiente em chamar a atenção e avisar que há uma “crise” em andamento). Também somos alfabetizados, utilizamos mídias sociais e vendemos nossas ideias. Mas, como o dono da pizzaria aprendeu a um altíssimo custo, por que não conhecer alguns segredos a mais desse campo chamado comunicação?
[:]

[:pb]Somos multi! Com orgulho![:]

22/07/2016 por Thiago Manolio

[:pb]Quando chegou minha vez de escrever o texto para esse blog, fiquei pensando muito no que falar. Muito! Parei um minuto e olhei ao meu redor – a sala de atendimento da LVBA – e tive uma grata surpresa. Somos uma empresa multi. Somos negros, brancos, héteros, gays, cristãos, umbandistas, espíritas… Nunca havia parado pra pensar nisso e, a grata surpresa que mencionei antes, foi no sentido de ter sorte em trabalhar num local assim, no qual as diferenças são tão claras e, principalmente, celebradas.

O Brasil é conhecido por ser um dos países mais diversos: diversos tipos de cor, raça, credo, mas as empresas brasileiras ainda estão distantes de promover a inclusão e o respeito à população LGBT, por exemplo. Segundo levantamento feito pela empresa de recrutamento Elancers, 38% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBT para cargos de chefia e 7% não contratariam em hipótese alguma.

shutterstock_70207033

E para pessoas com deficiência? Desde 1991 temos a Lei de Cotas que prevê que toda empresa com 100 ou mais funcionários deve destinar de 2% a 5% (dependendo do total de empregados) dos postos de trabalho a pessoas com alguma deficiência. E, mesmo assim, com uma lei obrigando, não vemos essa inclusão. O que está errado?

Ao invés de escrever um texto longo e cheio de outros dados estatísticos, achei que seria mais interessante em usar esse espaço para uma reflexão. Pare para pensar: no seu local de trabalho, aí, na sala ao lado da sua. Quantos negros existem? Quantos muçulmanos? Quantos gays? Pessoas com necessidades especiais?

Somos tão diversos assim no nosso dia a dia? Seu colega de trabalho gay, por exemplo, se sente confortável em falar sobre isso abertamente? Talvez você nem saiba que ele é gay. Talvez ela tenha medo de falar sobre isso, por conta daquela piadinha que sempre é feita na hora do café.

O que estamos fazendo para que nosso ambiente de trabalho seja mais diverso? E, principalmente, aberto à diversidade?

Ter uma força de trabalho multi é a melhor solução que qualquer empresa pode adotar. Fugindo da questão do ser politicamente correto, estar aberto às diferenças é uma ótima oportunidade para conhecer o diferente, aprender algo novo todo dia, quebrar um preconceito que tenhamos e, talvez nem saibamos. A diversidade é uma grande arma quando se compete no mercado global, quando se trabalha com clientes globais e de diferentes culturas. Essa mistura de pensamentos, ideias, gostos, passatempos e muito mais pode ser ótima na hora de um brainstorm para um prospect, não?! Além de poder ser absurdamente divertido!

Mas isso é algo que tem que ser natural. Tem que ser cultural da empresa. Não algo imposto. Enfiado goela abaixo dos funcionários. Essa diversidade só vale para a empresa se diretoria, funcionários e colaboradores pensarem igual. Forem abertos ao novo. Ao diferente.

E é nesse ponto que fica minha reflexão e, principalmente, a lição de casa que deixo para vocês: você está preparado para isso?
[:]

[:pb]Os Leões e as Relações Públicas[:]

08/07/2016 por Thaís Germano

[:pb]shutterstock_130607555

Desde 2009 o Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade vem premiando os melhores cases de “PR”. A verdade é que a categoria vem crescendo ano a ano, prova disso é que em 2016 foram inscritos 2.224 cases, contra 1.969 de 2015. A categoria também está ganhando visibilidade e relevância, além de expor algumas tendências.

Convido você a uma breve análise para uma longa reflexão sobre como os Leões estão promovendo um ‘novo’ modo de desenvolver Relações Públicas.

Segundo o site do festival, o PR Lions premia o “uso criativo da reputação”, prioriza ideias inovadores e que influenciam, trabalhos de construção de confiança de modo mensurável e que promova entendimento entre marcas e seus públicos. Aí vai me dizer que esse é o paradigma que literatura técnica traz desde sempre, mas quero que você reflita se profissionais, empresas, agências realmente estão fazendo isso; ou ainda, se há consciência em relação a isso mesmo com o cotidiano frenético dos negócios?

Nesta edição, um dos destaques de PR foi o case da McCann Praga: “Abelhas são capazes de encontrar açúcar onde você menos suspeita”. A campanha foi desenvolvida a partir da preocupação com a alimentação e saúde da população da República Tcheca, que vem consumindo três vezes mais açúcar que o recomendado e numa curva ascendente de diabetes. Então, a campanha desvenda que o doce pó branco está escondido até mesmo naquele inofensivo molho de salada da sua dieta! Você pode assistir o case clicando aqui.

Olha que interessante: é uma empresa, a Nas Grunt, uma rede de comida orgânica, que vai aos tchecos conscientizá-los do que estão verdadeiramente consumindo nos produtos industrializados. E consegue ir direto ao ponto, sem rodeios e ataques a terceiros sendo interessante de verdade, inovadora e socialmente responsável. Isso sem deixar de posicionar a marca e gerar engajamento com os stakeholders dela – ou no mínimo identificação.

Outros cases deste ano e de edições anteriores do festival trouxeram campanhas engajadas em causas sociais, culturais, ambientais, mas sempre causas. Always trouxe o “Like a Girl” em 2015, falando sobre a condição de opressão das mulheres no Estados Unidos (e no mundo todo).

Percebo um movimento positivo e consistente de posicionamento real de marcas e empresas, estou falando de expor ao público de qual lado as marcas estão, o que elas defendem e acreditam. Assistindo alguns dos cases deste ano, você percebe que não se trata mais (e faz tempo já) de falar do produto ou da empresa, mas daquilo que importa para o consumidor e para a sociedade. O mais interessante é que mesmo com uma atitude que pode ser considerada piegas, “hiponga” ou humanista demais, nenhuma dessas organizações deixou de visar lucro, de pensar em rentabilidade e perpetuidade de negócios.

Tenho refletido há algum tempo sobre a questão causas e marcas. Desde sempre acredito mesmo que “PR” deve contribuir para a transformação social – sem perder a visão de negócio. Anos atrás me sentia isolada de todos com nesse pensamento, uma romântica. Aí vem Cannes de 2009 a 2016 e corrobora. Acho que não entendo nada de romantismo!
[:]

[:pb]Relações Públicas como ferramenta poderosa para o ativismo social[:]

30/06/2016 por Raquel Canineu

[:pb]shutterstock_187164971

Segundo a Associação Brasileira de ONGs, existem mais de 338 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil, muitas delas de extrema importância para a sociedade. Em um cenário tão representativo, em que as relações com diversos públicos são fundamentais para a discussão de temas e para a mobilização da opinião pública, onde fica a conexão entre Relações Públicas e essas organizações, sejam elas grandes ou pequenas?
Acredite: ainda há muita gente que argumenta que as Relações Públicas existem puramente para servir um ponto de vista empresarial e não tem lugar no ativismo. No entanto, há um grande espaço para a pratica genuína de RP como agente de transformação social. Mesmo em um ambiente sem fins lucrativos, existe muito espaço para trabalharmos a RP que sonhamos.

A construção do conhecimento, sua interpretação e divulgação para o público é uma função legítima do ativismo. Sem a compreensão sofisticada da mídia, conhecimento das mensagens importantes a serem construídas e os meios para se divulgá-las, o ativismo pode ser apropriado como uma estratégia oportunista de grandes empresas e governos. A disseminação de ideias provocada pela persistência da comunicação é a estratégia de um profissional de relações públicas.

Enquanto muitos ativistas trabalham para realçar os aspectos mais sensíveis das operações empresariais, evidências sugerem que uma mensagem pode ser tão poderosa se uma ONG e uma Corporação trabalharem juntos para o bem maior.
Um bom exemplo de um case de sucesso é a ação do Google, que promoveu a segunda edição do Desafio de Impacto Social Google Brasil, distribuindo R$ 10 milhões para ONGs que apresentarem as melhores ideias sobre o uso da tecnologia para a resolução de problemas. Um dos finalistas foi o CVV, nosso cliente que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar.

O Brasil ainda tem muito a aprender nesse sentido. Valorizar o papel das ONGs no futuro de nossa sociedade é fundamental para o combate das desigualdades no País. Cabe a essas instituições um papel estratégico no desenvolvimento de soluções inovadoras para os complexos problemas e desafios do País. Ao mesmo tempo, cabe às relações públicas ajudar a construir uma narrativa engajadora a fim de conquistar, mobilizar e influenciar pessoas.
[:]

[:pb]Qual o poder dos influenciadores digitais para as marcas?[:]

07/06/2016 por Jaqueline Hirose

[:pb]shutterstock_258585518

Assim como na mitologia grega onde os deuses do olimpo perdem sua força se não são adorados pelos humanos, os influenciadores digitais, que conhecemos como blogueiros e vlogueiros, também precisam desse tipo de adoração do público para sobreviver em um universo com informações rápidas e em grande quantidade como a internet.

Você pode achar um exagero comparar os influenciadores digitais com personagens de uma mitologia que influenciou o pensamento sobre o mundo, principalmente aqui no ocidente, e está presente em tantas referências culturais que conhecemos, como em filmes, livros e arte. Entretanto, a abrangência desses influenciadores cresceu tanto e tão rápido que o seu papel na sociedade já transborda do mundo online e se mistura com o offline.

Eles se transformaram em formadores de opinião com uma legião de seguidores por meio das redes sociais, como mostra a pesquisa encomendada pelo Google e Meio & Mensagem, que diz que entre as 20 personalidades mais admiradas por adolescentes do Brasil, metade era youtuber, como Kéfera Buchmann, Felipe Neto e Christian Figueiredo, também autores de livros best-sellers que foram escritos depois da fama do mundo online.

Os influenciadores digitais seguem nessa retroalimentação em que são adorados pelos seguidores e também não sobrevivem sem eles, geram conteúdo e também precisam que seus seguidores demandem conteúdo. Nesse processo, consequentemente, o papel de influência dos blogueiros e vlogueiros sobre uma marca e seus produtos, cresce e os tornam impulsionadores de vendas ou até uma crise para gerenciar.

Segundo pesquisa realizada pela Nielsen, 70% dos consumidores no mundo confiam na opinião de outros consumidores postadas na internet, sendo uma das fonte mais confiáveis para troca de informações e mensagens de marcas. Ou seja, a avaliação de outras pessoas, ou o famoso “boca a boca”, ainda é uma das principais motivações para a compra de algum produto e continua acontecendo de forma online.

Existem influenciadores digitais em muitos segmentos: beleza, moda, cinema, música, política e muitos outros. Por isso, estamos falando de pessoas que dominam o assunto de um determinado universo e que depois de construir sua reputação no meio digital, passam a ser seguidos por indivíduos com interesses em comum. Além disso, contam com o alcance de seu raio de impacto, devido a abrangência da internet, que não se restringe apenas ao ciclo social como a escola ou trabalho. Sendo assim, as marcas que conseguem ser indicadas por essas pessoas, estão em uma boa posição aos olhos de quem os acompanha, já que esses seguidores estão em busca de um assunto específico e quando encontram uma boa avaliação de uma marca dentro do universo que procuram, essa marca ganha relevância.

Um case de sucesso é o Jovem Nerd, portal especializado na cultura nerd (filmes, séries, livros, games, entre outros) e tem os fundadores do site, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, como influenciadores digitais de destaque para a comunidade nerd. Várias empresas já anunciaram e fecharam parceria com o portal, como por exemplo a Warner Bros., que proporcionou um bate-papo entre os fundadores do portal e público na Fnac durante o lançamento do DVD Batman: O Cavaleiro das Trevas, ou a Fiat, que realizou a cobertura do segundo dia de lançamento do carro Fiat Toro pelo Periscope com Alexandre e Deive.

Portanto, as marcas têm os influenciadores digitais como possibilidade de explorar o diálogo, intensificar a experiência e ganhar destaque com o público. Bastam entender qual o papel e a força que esses influenciadores exercem como canal de mídia e também como porta-vozes de uma comunidade que podem ser potenciais consumidores para a marca.
[:]

[:pb]Do pescoção ao follow up: a mudança que pode ser uma carta na manga[:]

24/05/2016 por Carolina Lenoir

[:pb]shutterstock_95201956

Mudar de lado do balcão – como é conhecida a transição de jornalistas que atuavam em veículos de imprensa para agências e departamentos de comunicação – não é um movimento recente, mas, com a intensificação da crise na chamada mídia tradicional, esse caminho tem sido cada vez mais percorrido. Ainda que, em um primeiro momento, essa mudança de chave seja desafiadora, a bagagem trazida das experiências anteriores pode ser vantajosa para profissionais, empresas e clientes.

Há quem acredite que, ao se optar por essa migração, deixa-se de ser jornalista. O debate é polêmico, mas é inegável que o bom profissional de comunicação, esteja ele do lado que for, vai usar as ferramentas adquiridas em cada função a favor de um trabalho bem-feito, com mais chances de ter um resultado positivo.

Ter passado por uma redação não garante que um ex-repórter seja um excelente assessor de imprensa – conheço ótimos assessores que nunca trabalharam em veículos de imprensa –, mas pode proporcionar um olhar mais aguçado para o valor da notícia, uma solução mais viável para aquela pauta encalacrada, ou mesmo uma melhor percepção da rotina de repórteres e editores.

Não demora muito para um recém-chegado ao mundo da comunicação corporativa se ver em situações possivelmente negligenciadas quando esteve do outro lado: prazos quase impossíveis de serem cumpridos, recepções nada calorosas no follow up… Tudo isso pode (e deve) ser remediado com um bom jogo de cintura e com a construção de um relacionamento baseado, entre outros fatores, no entendimento mútuo sobre a relevância de cada papel na produção do conteúdo. É nessa hora que ter estado na pele do seu interlocutor pode se tornar um trunfo.

A verdade é que a comunicação está caminhando para que jornalistas, assessores, relações públicas, publicitários, profissionais de marketing, analistas de mídias sociais e tantas outras denominações transitem mais pelos “espaços” delimitados tradicionalmente como de um ou de outro. Com isso, conhecimentos e técnicas antes específicos passam a ser compartilhados, repaginados, testados de novas formas. O importante é que, nesse processo, deixemos de lado o corporativismo e pensemos em manter a comunicação, como um todo, cada vez mais relevante.[:]

[:pb]Programas de pesquisas geram branded content[:]

16/05/2016 por Valéria Allegrini

[:pb]Conteúdo de relevância. Inúmeras vezes e de diversas formas este tema é abordado. A sua marca está preparada para se diferenciar junto aos seus públicos de interesse como geradora de conteúdos autênticos, que falem com a sociedade e de forma cada vez mais criativa?

shutterstock_124546972

O branded content é o desafio atual – é como consumidores enxergam a sua marca e se relacionam com ela. Conteúdos que cada vez mais conquistam a atenção da sua audiência, geram engajamento e preferência – em um mundo onde diariamente somos bombardeados de informações – não é uma tarefa nada fácil para os profissionais de marketing e comunicação.
Quanto mais seus públicos se identificam e interagem com suas as iniciativas e os valores de sua marca, as chances de criar e manter uma relação de confiança e duradoura aumenta exponencialmente.

Não é à toa que empresas hoje se tornaram produtoras de conteúdos para suas marcas e para o mercado. Casos como Red Bull, Johnnie Walker, Pepsico são as referências e tendências. Com a disputa concorrencial cada vez mais acirrada, informar e levar conteúdo relevante e de qualidade pode ser o segredo para se diferenciar da concorrência e se posicionar como especialista em seu setor.

Mas como então, gerar conteúdos relevantes frequentes e cativar sua audiência? Uma boa ferramenta é o investimento em programas de pesquisas. Pesquisas comportamentais e que atuam de forma complementar ao marketing geram diferentes dados e análises relativas ao comportamento e à atitude das pessoas em relação aos mais diversos assuntos e segmentos.

Por exemplo: uma empresa líder na fabricação de colchões pode produzir uma série de estudos sobre os hábitos dos brasileiros em relação ao sono; uma empresa de tecnologias para agricultura, sobre como os produtores rurais consomem novas tecnologias; uma empresa de turismo que promova o debate sobre hábitos de viagens e destinos mais procurados. As possibilidades são muitas. A estratégia vai depender de qual posicionamento e imagem a marca deseja passar e se destacar.

Programas de pesquisas geram inúmeras possibilidades de conteúdos, com cortes e retratos diversos do cotidiano dos indivíduos – nós, brasileiros. E ainda podem gerar análises comparativas com estudos de outros países. É a geração de conteúdo relevante e autêntico com resultados e análises que, além de se caracterizarem como conhecimento estratégico, podem, por meio de divulgação especialmente planejada, representar nova oportunidade de comunicação e contato com os públicos de interesse da empresa.
[:]

[:pb]LVBA promove painel sobre Compliance no Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa[:]

11/05/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]Compliance

A LVBA promove, no dia 18/05, às 18h, uma Mesa Redonda no Congresso Mega Brasil de Comunicação Corporativa. A Mesa redonda é aberta aos não-inscritos no congresso. Saiba mais detalhes sobre ao evento.

Comunicação e o combate à corrupção. Algo a ver?
As empresas estão adotando novas práticas, implantando políticas de compliance, mudando suas condutas sob o impacto de novas legislações e das investigações. Mas nem sempre as áreas de comunicação estão acompanhando ou mesmo preparadas para as mudanças em curso.

Qual o papel dos profissionais de comunicação no atual “Cenário Lava Jato”? As áreas de comunicação das empresas e as agências de comunicação compreendem seu papel diante das mudanças em curso?

Debatedores
Anderson Crystiano de Araújo Rocha – Legal Director e Business Integrity Officer da Unilever Latin America
Após de nove anos como Diretor Financeiro da operação brasileira da Unilever, Anderson assumiu as atividades ligadas à compliance para os 21 países da América Latina. Antes de ingressar na Unilever, Anderson atuou na Telefonica e também na FIESP – Federação das Indústrias do Estado de S.Paulo, sempre na área fiscal. Graduado em direito e pós graduado em assuntos fiscais e administração de empresas e negócios na PUC SP, Fundação Dom Cabral e Northwestern University – Kellogg School of Management.

Fernanda Medeiros – Sócia da Ernest & Young
Fernanda Medeiros é sócia da Ernest & Young em prática de Fraud Investigation & Dispute Services no Brasil. Em sua atual posição, assiste clientes e escritórios de advocacia planejando e executando investigações relacionadas à corrupção, false reporting, apropriação indébita de ativos, conflitos de interesse e descumprimento regulatório. Sua experiência inclui investigações complexas e multi-jurisdicionais na África do Sul, Angola, Brasil, Chile, Venezuela e Argentina.

Raul Pilati – consultor em comunicação corporativa e public affairs
Consultor em comunicação e public affairs, com experiência em jornalismo (O Globo, Estado de S.Paulo, Gazeta Mercantil), comunicação corporativa (CNI, In Press) e pública (Ministério da Saúde, Procuradoria Geral República/Ministério Público). Vencedor do Prêmio Aberje Nacional de Comunicação e Relações com a Mídia (2013) e eleito um dos cinco melhores profissionais de Comunicação Corporativa do Centro-Oeste pelo 1º Top Mega Brasil de Comunicação Corporativa (2015).

Renata Muzzi Gomes de Almeida – Sócia de TozziniFreire Advogados
Corresponsável pela área de Compliance e Investigação de TozziniFreire desde 2006, concentra sua atuação em questões de compliance e investigações internas. Sua experiência inclui assessoria em questões de anticorrupção, treinamentos de conduta para colaboradores, desenvolvimento de programas de compliance, avaliação de risco e auditorias de anticorrupção em operações de Fusões e Aquisições. Renata frequentemente assessora empresas em uma ampla gama de questões relacionadas a anticorrupção e antissuborno, incluindo a condução de investigações internas e formulação de programas. Foi a primeira brasileira a obter a certificação Certified Compliance and Ethics Professional (CCEP) da Society of Corporate and Ethics Compliance (SCCE) em 2008. Certificada no FBI Compliance Academy do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e representante da Transparency International no Brasil para elaboração do relatório “Progress Report 2014: Assessing Enforcement of the OECD Convention on Combating Bribery”.

Reynaldo Goto – Compliance Officer da Siemens Brasil
Reynaldo Goto é Engenheiro Mecatrônico pela Escola Politécnica – USP, com pós-graduações em Administração, Marketing e MBA internacional em Berlim. Goto entrou para a Siemens em 1997 e passou pelas áreas de Automação Industrial, Telecomunicações, Healthcare e Infraestrutura & Cidades. Foi CEO da IRIEL, empresa do Grupo Siemens, em Canoas (RS). Em janeiro/2015 assumiu a responsabilidade da área de Compliance da Siemens no Brasil.

Thatiana Cappellano – sócia da Cappellano Marcas
Presidente da Cappellano Marcas, consultoria que atua em pesquisa, auditoria, diagnóstico e planejamento. Vice-coordenadora do curso de graduação em Relações Públicas e coordenadora da Pós-Graduação em Comunicação Interna, ambos na FAAP. Na FGV, ministra a disciplina de Comunicação Interna no curso de Corporate Affairs. É coautora dos livros Comunicação Corporativa: Imagem e Reputação Favorável (editora Saraiva, 2010), Comunicação com Empregados: A Comunicação Interna sem fronteiras (Inhouse Editora, 2013) e Ensaios sobre Comunicação com Empregados (Inhouse Editora, 2015).

Moderação
Gisele Lorenzetti – Diretora Geral da LVBA Comunicação
Diretora Geral da LVBA Comunicação, profissional de Comunicação Corporativa com especialização em Administração de Empresas e, mais recentemente, em Compliance e Governança Corporativa, pelo Insper. Nos estudos prScope 2013 e 2015 está na lista das Top Ten profissionais mais admiradas no segmento da comunicação corporativa no Brasil. É coautora dos livros Assessoria de Imprensa e Relacionamento com Midia: teoria e técnica (Atlas Editora, 2010) e Ensaios sobre Comunicação com Empregados (Inhouse Editora, 2015). Foi presidente do conselho da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação em duas gestões consecutivas, de 2012 a 2016.

Os interessados em assistir devem mandar um e- mail para Beatriz Benfatti da Mega Brasil – beatrizbenfatti@megabrasil.com.br[:]

[:pb]Qual é a sua rede social?[:]

10/05/2016 por LVBA Comunicação

[:pb]shutterstock_133131995

O Facebook, inegavelmente, tem o maior alcance de todas as redes sociais. No final de 2015, a rede social anunciou que chegou a 1,59 bilhão de usuários, sendo que desses, 65% acessam diariamente a rede de Mark Zuckerberg. Seus demais projetos não ficam tão atrás assim, por sinal. O WhatsApp já chegou a 1 bilhão de usuários, seguido pelo Facebook Messenger com 900 mil usuários e o Instagram, com 400 mil usuários.

Assim, nada mais natural do que criar perfis e páginas nessas redes, correto? Quanto mais gente, maiores as chances de atingir um público grande. Na verdade não. Ao se trabalhar com redes sociais alguns elementos precisam ser levados em consideração.

Objetivos: item básico mas que as empresas ainda acabam passando direto ao criar perfil corporativo em rede social. Mais do que ter um grande número de fãs, é preciso pensar qual o real objetivo. Gerar vendas, engajamento de público, ser um canal de informações interessante para os usuários, se tornar referência em seu segmento são apenas algumas das muitas reflexões antes de criar uma rede.

Conteúdo: sua empresa tem conteúdo relevante para manter uma rede social? Não basta criar, é preciso enxergar dentro da área de atuação o que é relevante para atingir os objetivos escolhidos antes. A empresa possui conteúdos próprios, pretende gerar ou utilizará conteúdo externo (como links interessantes)? Isso é importante na escolha.

Periodicidade: quando a gente pensa em rede social nova, quer colocar o máximo de conteúdos possível. E isso é um risco. Estabelecer um cronograma realista e cumpri-lo é mais relevante do que fazer muitos posts de uma vez e sumir depois da rede social.

Números: Sim, eles são sim importantes. Mas é preciso ter claro que números qualificados são sempre mais interessantes do que número bruto. E isso é possível estudando cada uma das redes sociais e encontrar a que tenha o público que seja mais relevante.

Com a combinação desses passos é possível enxergar se alguma das redes de Mark Zuckerberg é de fato a mais interessante ou se é o caso de investir em outras como o LinkedIn e o Twitter, que possuem seu público cativo. Isso sem entrar ainda nas redes de nicho, um novo mundo a se explorar. [:]

[:pb]Parabéns, Andrade Gutierrez![:]

09/05/2016 por Gisele Lorenzetti

[:pb]andrade

“… é o momento de a empresa vir a público e admitir, de modo transparente perante toda a sociedade brasileira, seus erros e reparar os danos causados ao país e à própria reputação da empresa. (…) Entretanto, um pedido de desculpas, por si só, não basta: é preciso aprender com os erros praticados e, principalmente, atuar firmemente para que não voltem a ocorrer” (trechos do Informe Publicitário assinado pela Andrade Gutierrez dia 09 de maio de 2016).

E assim, uma empresa brasileira, com 67 anos de atuação, se posiciona diante da maior crise que afetou seriamente sua operação e, mais ainda, sua reputação e a reputação de seus acionistas.

Corajoso. Sem sombra de dúvida. Principalmente porque este mesmo material apresenta ainda oito tópicos intitulados “Propostas para um Brasil Maior”, pedindo que o setor de infraestrutura de junte num movimento “a fim de trazer mais transparência e eficiência para todo o mercado”.

Tinha como fazer diferente? Certamente, sim! Manter uma banca de advogados para continuar uma briga na justiça, encolher a operação, se desfazer de ativos e deixar a empresa ir minguando seria uma alternativa. Ao que tudo indica, a Andrade Gutierrez está olhando para o longo prazo. Quer continuar a crescer, gerar milhares de empregos, gerar riquezas para o país e também para seus acionistas. Para isso, ela deve zelar pela sua reputação.

E o que é zelar pela reputação se não buscar voltar a uma imagem positiva junto aos seus stakeholders? Adotar, internamente, as melhores e verdadeiras práticas de compliance e, externamente, deixar que esta nova marca transmita transparência e seriedade. E como fazer isso, somente com as melhores práticas de comunicação.

Andrade Gutierrez, parabéns! Hoje você nos deu uma grande aula de gestão da reputação. E eu, como brasileira, profissional de comunicação corporativa e membro da “opinião pública”, vou torcer muito para que seu manifesto seja ouvido, seguido e copiado.

[:]

[:pb]Depois da crise vem a … pós-crise. E essa é uma boa notícia.[:]

03/05/2016 por André Lorenzetti

[:pb]blog

Que alívio sentimos quando uma situação difícil chega ao fim. Isso vale tanto para nossos momentos CPF quanto CNPJ.

As crises pessoais ou das organizações (sejam empresas, ONGs ou órgãos públicos), podem fazer um estrago enorme, causar prejuízos imediatos e a longo prazo, e exigir uma energia não planejada para ser controlada. Ao final, estamos todos física e emocionalmente exaustos.

Enfim, crise neutralizada, queremos rapidamente retomar a vida e esquecer aqueles momentos desagradáveis.

Esso é um erro bastante comum.

Se ficamos felizes em sair de uma crise, devemos nos esforçar muito para não entrar em outra. Ou se ela aparecer, conseguirmos superá-la com mais agilidade, resolutividade e menor desgaste.

Existem métodos para esse aprendizado, mas devem ser aplicados logo após o encerramento da crise. Logo após mesmo, iniciando não mais do que uma semana depois da situação controlada ou aparentemente finalizada, para as questões ainda estarem quentes em nós.

É o que se chama de “pós-crise”. Um momento de análise do ocorrido, reflexões sinceras das próprias condutas e dos resultados obtidos e documentação do que pode ser melhorado.

A análise deve vir desde a identificação da crise: será que ela poderia ter sido prevenida ou identificada precocemente? Menosprezamos ou negligenciamos seus sinais (porque as crises costumam dar sinais). Passa pela análise dos passos dados dentro da organização e de como essas escolhas foram recebidas pelos públicos de interesse; pelo tempo gasto para análises de cenários e tomadas de decisões; auto avaliação do que foi bem feito e do que deixou a desejar. E por aí vai.

Enfim, esse trabalho pode resultar em mudanças de processos que visam a facilitar e qualificar a ação em uma próxima situação de risco ou crise instalada.

Por ser uma atividade que exige desprendimento, crítica a si próprio e aos colegas de trabalho e olhar a situação de diversos ângulos, algumas organizações optam por utilizar um intermediador ou facilitador. A mesma lógica de um terapeuta que auxilia na reflexão, aceitação e tomada de decisões de uma pessoa.

Pode não ser fácil por diversos fatores, mas o trabalho pós-crise é tão importante quanto a boa gestão da crise.[:]

#LVBAéTop

30/03/2016 por LVBA Comunicação

Está aberta a 2ª fase da votação do Prêmio TOP Mega Brasil de Comunicação Corporativa, e a LVBA é finalista em 2 categorias: Top 5 Sudeste e Top 10 Brasil!

Em 2015, na primeira edição no prêmio, ficamos entre as 10 melhores agências do Brasil e somos gratos a você, que tem colaborado para isso ao permitir a realização de um trabalho de destaque, ético e de relacionamentos reais, mesmo nos meios virtuais. Muito obrigado!

Além de comemorar essas indicações e reconhecimento com nossos amigos e leitores, que são tão importante para nós, gostaríamos de pedir sua ajuda para que possamos nos manter no topo!

Veja agora 6 razões pela qual a LVBA merece o seu voto!

(mais…)

LVBA nas alturas

16/03/2016 por LVBA Comunicação

Temos muitas boas notícias para compartilhar com você!

1. Estamos completando 40 anos. Colecionamos histórias, conquistas, centenas de clientes, de profissionais e amigos. Todos ajudaram a construir nossa trajetória;
2. Para marcar uma nova década, uma nova marca. Olhar adiante, transformar e inovar. Somos uma agência 40-years young. Temos uma personalidade, uma atitude de bem com a vida, ativa, conectada e cheia de energia;
3. Nosso novo site está em total sintonia com esta nova marca. É dinâmico, leve, ágil e cheio de gente. Da nossa gente, que trabalha e é feliz. Essa é a LVBA!
4. E tudo isso está em plena sintonia com o nosso propósito: LVBA: comunicação que (se) importa, influencia e transforma. Nos importamos com as pessoas, com as relações. Relacionamentos geram influências e impactos. Nosso foco é o cliente e a estratégia é fio condutor para a gestão da reputação das empresas;
5. Estamos também em uma nova sede. A Avenida Angélica, 2223, está recebendo uma turma muito feliz. Estaremos pertinho da Avenida Paulista, dos Metrôs Paulista e Consolação, do Cine Bela Artes, das Livrarias Cultura e Da Vila, dos restaurantes Antonieta, José, Ici, Carlota e muitos outros. Estaremos no 17º andar, num escritório muito iluminado, cheio de janelas e com uma vista ainda mais inspiradora. Vamos perder um jardim. Mas ganhamos o céu!

Queremos que você continue conosco, agora construindo a “LVBA nas Alturas”.

Abraços e muito obrigado!

Time LVBA

Tags:

Mitos sobre as relações públicas

16/03/2016 por LVBA Comunicação

Relações Públicas não é uma atividade exatamente fácil de se explicar. É rodeada de mal entendidos e mitos que se perpetuam de geração para geração.

A LVBA, como uma das agências de RP pioneiras no país, tenta quebrar alguns dos principais mitos relacionados à atividade:

(mais…)

3 perguntas que todo executivo deve fazer ao pensar em comunicação

16/03/2016 por LVBA Comunicação

São muitas as dúvidas e mitos que existem na área de comunicação. A LVBA acredita que seu papel como uma das agências pioneiras do setor no país é contribuir para o esclarecimento de alguns destes pontos. Veja as perguntas a seguir.

(mais…)

O valor tangível do relacionamento

15/03/2016 por Gisele Lorenzetti

Tudo virou relacionamento. Você, profissional, precisa ativar permanentemente seu networking; marcas se relacionam com o consumidor; as mídias sociais quase que nos obrigam a manter, ativar e construir relacionamentos. CEOs investem cada vez mais na relação com stakeholders e a relação com empregados está, a cada dia, assentadas em diálogo. (mais…)

Petrobrás, Odebrecht e Samarco. Ou, quando a comunicação não comunica

23/02/2016 por Gisele Lorenzetti

Tivemos dias muito ricos em episódios que oferecem aos profissionais de comunicação corporativa boas e profundas reflexões.

Primeiro, começamos a semana com uma série de comerciais da Samarco. Muito bem feitos, com diversos testemunhais de empregados e usando de um tom bastante emocional, no melhor estilo storytelling, a empresa mostra que não economizou esforços para cuidar, o mais rápido possível, do que foi destruído pela barragem rompida há pouco mais de 90 dias.

(mais…)

Compliance ou “Sempliance”? Códigos de Conduta devem fazer sentido.

17/08/2015 por Gisele Lorenzetti

Compliance, numa tradução fiel, cumprir. Para advogados, estabelecimento de regras de conduta claras que devem ser seguidas pelas empresas a fim de proteger seus administradores. Para consultores, estratégia essencial na busca de diferenciais competitivos. Para a grande parte dos executivos, independente da posição ou função, o compliance é o culpado de toda dificuldade e de novos processos burocrático. Trata-se de uma entidade com vida própria: “o compliance não permite”. Eis ai o sempliance(mais…)

Quem lê tanta notícia?

06/07/2015 por André Lorenzetti

Quem se lembra do título deste post como parte de uma música ou é pesquisador e fã de MPB ou nasceu em um mundo totalmente analógico e nos quais os meios de comunicação eram completamente diferentes. A começar pela liberdade de expressão de ideias e pelas ferramentas disponíveis para que essas opiniões se espalhassem rapidamente e sem controle mundo afora. (mais…)

A importância de reunir, ritualizar e compartilhar

16/06/2015 por Gisele Lorenzetti

Não há quem não se lembre, com carinho e saudade, dos rituais familiares. Aqueles encontros nas reuniões de Natal, as brincadeiras na Páscoa, a espera angustiante pela “fada dos dentes” — aquela que pega um dentinho de leite embaixo do travesseiro e troca por dinheiro. Isso sem falar nas nossas formaturas do pré, primeiro grau, ensino médio e faculdade; as comemorações pela entrada na universidade, a compra de um carro novo e, até mesmo, a conquista de um novo emprego.  (mais…)

A importância – e a necessidade – de um trabalho de Relações Governamentais

01/06/2015 por Thiago Manolio

Quando pensamos numa empresa de Comunicação – tanto em Assessoria de Imprensa, quanto em Relações Públicas – normalmente nos vem à mente duas atividades principais: o relacionamento da empresa assessorada com jornalistas e blogueiros, além do contato com seus stakeholders, certo?! (mais…)

Empresas B2B, prestem atenção no LinkedIn

25/05/2015 por Valéria Allegrini

A maioria das empresas business-to-business (B2B) que conheço ainda tem restrições ou muitas dúvidas em relação às mídias sociais, explorando pouco o potencial destas ferramentas como estratégia de comunicação, relacionamento e negócios. As que ousam, muitas vezes acabam escolhendo o Facebook como alternativa até porque, nós brasileiros, somamos 89 milhões usuários da rede. (mais…)

Pós-venda: fase decisiva para o sucesso da marca

27/03/2015 por LVBA Comunicação

A maioria das empresas tem como finalidade vender seus produtos e serviços. Para isso, muitas vezes, investem milhões em ações estratégicas de marketing para ter a marca reconhecida no mercado. Funciona! Afinal, é preciso ser lembrado para passar credibilidade aos consumidores. O que acontece é que muitas marcas tradicionais, já com reconhecida fama, estão esquecendo uma etapa fundamental nesse processo estratégico de marketing: o pós-venda. (mais…)

Comunicação em movimento

05/02/2015 por Raquel Canineu

Em muitos lugares, comunicadores encontram dificuldades em trabalhar Comunicação Interna, pois algumas empresas acabam se restringindo a apenas informar os funcionários. Não estou tirando o mérito da informação, pois esta é essencial, afinal, como disse Corifeu de Azevedo Marques – respeitado jornalista brasileiro da primeira metade do século XX – “um homem bem informado tem maiores possibilidades na vida”. Porém, uma CI eficaz, é muito mais do que informar. Ao se restringir, a empresa pode acabar enfrentando uma série de problemas que afetam diretamente seus resultados como baixo desempenho, desalinhamento estratégico e alto nível de rotatividade entre os funcionários. (mais…)

Imprensa não é arnica!

25/09/2014 por Valéria Allegrini

Quando era pequena, ouvia com frequência da minha mãe e avó: “Dá arnica que cura”. Para quem nunca ouviu falar, a arnica é uma planta parecida com um girassol, com origem nas regiões montanhosas da Europa e Sibéria. Ótima para cicatrizar as feridas, clarear os hematomas, inchaço, dor de cabeça e de garganta, entre tantas outras propriedades. Era o remédio para tudo! (mais…)

O que causa mudança é uma “ação de causa”?

10/09/2014 por André Lorenzetti

Não há ninguém que deixe de se sensibilizar por pelo menos uma causa. As motivações variam: podem ser por um histórico pessoal ou familiar, afinidade emocional ou algum fator racional ligado ao futuro ou ao presente. (mais…)