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Analisamos duas campanhas recentes que viralizaram e mostram os caminhos (e os cuidados) ao trabalhar esse tema.
A primeira identidade oficial da região amazônica foi lançada dia 9/04/2026 e gerou grande repercussão nas redes sociais.
Inspirada nas curvas reais do Rio Amazonas, ela é fruto de uma parceria da Embratur com as Rotas Amazônicas Integradas e criação da FutureBrand.

O lançamento trouxe o termo “Amazônia” para o centro das conversas – houve um crescimento de 260% no volumes de menções.
De 9 a 16/04, a nova identidade visual gerou:
Postagens
Engajamento (interações, curtidas, compartilhamentos, comentários)
A recepção foi majoritariamente positiva. A estética, a conexão com o território e a proposta criativa foram bem avaliadas. Alguns consideraram a iniciativa um marco para o branding regional.

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Também houve críticas… Alguns não se sentiram representados pelo fato de a marca ter sido desenvolvida por uma agência de São Paulo e não da região.
E no dia 12/04, a Revista Amazônia Moderna da Universidade Federal do Tocantins postou um logo elaborado em 2023, levantando questões como plágio e desvalorização da produção local.

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As críticas não impactaram significativamente os percentuais de postagens positivas.
Mas fica a lição: temas culturais exigem autenticidade.
Quando uma iniciativa consegue traduzir cultura de forma percebida como legítima, ela naturalmente gera uma identificação emocional, tão importante para a reputação das marcas.
Se no caso da Amazônia vimos um movimento que engajou positivamente, aqui o cenário foi outro.
A tentativa de aproximar a seleção brasileira de uma linguagem mais jovem com o “Vai, Brasa” acabou gerando um efeito contrário: rejeição e crise de imagem.
O tema teve grande engajamento do público, com mais de 2,4 milhões de interações entre os dias 20/03/2026 e 26/03/2026.
Postagens
Engajamento (interações, curtidas, compartilhamentos, comentários)
As conversas sobre o tema ganharam volume a partir do dia 22/03, acumulando, aproximadamente 52% de postagens de opiniões negativas

Parte do público não se sentiu representado com o uso do “Brasa” no lugar de “Brasil” e alguns criticaram a identidade brasileira estar ligada “à estética da pobreza”.
A presença do logo da Jordan na camisa também gerou críticas por ser uma marca da Nike para o basquete norte-americano.


As conversas saíram do campo do esporte para incluir temas como política e até religião. A campanha foi vista como uma tentativa de desvalorizar símbolos nacionais.
Com isso, o controle da narrativa praticamente deixou de ser da marca e tomou outros rumos.
No dia 26/03, o presidente da CBF, Samir Xaud, colocou um ponto final na discussão, garantindo que não haverá qualquer referência a “Brasa” no uniforme oficial usado em campo. A partir daí, o tema foi perdendo força nas redes.
Mas fica o aprendizado sobre a importância de uma imersão cultural e uma conexão real com seu público, especialmente quando se trata de um símbolo tão afetivo da identidade nacional.
Ainda assim, nem todo impacto negativo se reflete diretamente em queda de resultados comerciais. Mesmo com a repercussão, as vendas das camisas cresceram 30% em relação à Copa de 2014.
E você, acha que o tema brasilidade é uma boa estratégia de comunicação?
Entender as conversas nas redes sociais é essencial. O social listening ajuda as marcas a identificar “campos minados” de termos que podem gerar crises.
Esse cuidado também vale para a comunicação corporativa, que é baseada na cultura e cobra consistência. Quando a cultura é traduzida de forma legítima, gera identificação emocional, um ativo importante para a reputação.
Aliás, podemos aqui expandir o conceito e lembrar que a comunicação corporativa é também alicerçada na cultura e, da mesma forma, sempre vai cobrar autenticidade e coerência.
Quando uma iniciativa consegue traduzir cultura de forma legítima, naturalmente gera identificação emocional, ativo essencial para a reputação.
Vamos conversar? Somos especialistas em social listening.
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