
O CVV – Centro de Valorização da Vida é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1962, que atua de forma voluntária e gratuita na prevenção do suicídio e no apoio emocional, oferecendo escuta qualificada a todas as pessoas que desejam ou precisam conversar, sob total sigilo.
Atualmente, o CVV realiza mais de 3 milhões de atendimentos por ano, conduzidos por cerca de 4.200 voluntários, distribuídos em mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil. O serviço está disponível pelo telefone 188 (ligação gratuita) e também por canais digitais, como chat, e-mail e carta, por meio do site www.cvv.org.br.
O suicídio é um grave problema de saúde pública no Brasil, responsável pela morte de ao menos um brasileiro a cada 45 minutos, superando números associados a doenças como HIV e diversos tipos de câncer. Apesar da gravidade do tema, sua prevenção ainda enfrenta um obstáculo central: o tabu social. Esse tabu se reflete de forma direta na mídia. Jornalistas, influenciadores e profissionais da comunicação, muitas vezes, encontram dificuldades para tratar o tema de maneira aberta, responsável e informativa.
Como consequência, o assunto acaba sendo omitido ou abordado de forma inadequada, reforçando estigmas e dificultando o acesso da população a informações corretas sobre prevenção e acolhimento.
Os efeitos da estratégia se refletiram de forma consistente no ambiente digital e no acesso aos serviços do CVV. A partir do início das ações, observou-se um crescimento contínuo nas buscas no Google pelos termos “prevenção do suicídio”, “CVV” e “Centro de Valorização da Vida”, com picos recorrentes no mês de setembro, período do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção liderada pelo próprio CVV.
Um marco importante ocorreu em 2017, com o lançamento da primeira temporada da série “13 Reasons Why”, da Netflix, que trouxe o tema do suicídio para o centro do debate público. Nesse contexto, o CVV consolidou-se como a principal fonte de informação da imprensa brasileira sobre o assunto.
No mês de estreia da série:
Os resultados demonstram que uma comunicação responsável, contínua e baseada em diálogo não apenas amplia a visibilidade do tema, mas gera impacto direto na busca por ajuda, no engajamento social e na efetividade das ações de prevenção do suicídio.







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