[:pb]A importância de resgatar a comunicação real[:]

[:pb]Século 21, ano de 2017. Estamos na época da internet, das mídias, das redes sociais, da Web 2.0. Mas, mesmo com a facilidade de se comunicar, transmitir informações e ser onipresente, ainda continuamos com o forte embate do real significado e da importância da comunicação no dia a dia de qualquer ser humano. Este conceito não está apenas atrelado ao profissional, às grandes empresas ou negócios, está ligado ao simples ato de comunicar.

A complexidade da rotina e das responsabilidades tornam as pessoas cada vez mais individualistas e as escodem profundamente atrás da tela dos smartphones. Não tem mais corpo a corpo e cara a cara. Ninguém mais quer telefonar. As relações interpessoais são instituídas a partir de curtidas, comentários e visualizações. E o alimento disso são as redes sociais, vitrines da vida real, se é que podemos chamar de real.

O que deveria ser uma ferramenta para acrescentar, acaba sendo uma subtração à humanidade e realidade de cada pessoa. Por trás de uma tela qualquer um é corajoso, autoconfiante e destemido. Tem a vida perfeita cheia de sorrisos e sem nenhuma derrota. Quase todos os dias me pergunto onde isso nos levará. Precisamos trazer à tona a necessidade de interagir. Em qualquer ambiente, seja ele profissional, social, familiar ou acadêmico é preciso saber se comunicar. Compartilhar, dividir e distribuir ideias e palavras reais. Não ter medo. Usar esta arte para promover discussões, desconstruções, evoluções e empatia.

É como no mundo animal. Um macaco que nasce em cativeiro, se desenvolve, amadurece e entre na vida adulta, quando solto na selva, não sabe muito bem como se comportar. Ele é “engolido” em pouco tempo, pela falta de prática e conhecimento do novo ambiente. Nós, humanos e racionais, vivemos no mundo cibernético quase 24 horas por dia. Celular, computador, redes socais, curtidas, vídeos, fotos e os famosos textões fazem parte de cada pequeno e rápido milésimo de nossa rotina. No momento que voltamos ao plano real e presencial, é estranho e desconfortante. Precisamos dar valor a conversa, a fala, as expressões, aos sorrisos e gritos. Precisamos trazer a essência humana para a comunicação, a arma mais forte que uma civilização pode ter.
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