[:pb]Aumente o relacionamento da sua marca[:]

[:pb]Escrevo esse post quase como um agente duplo. Na verdade, sendo sincero, como um verdadeiro agente duplo. Nos últimos anos, dediquei minha carreira ao trabalho digital. Ao mesmo tempo que trabalhei com grandes marcas, estive em contato com pequenas empresas. Nos dois casos, dificuldades e aprendizados. Em paralelo, desenvolvo um site, que nasceu de um simples e despretensioso blog, e hoje tem responsabilidades maiores do que eu pensava que pudesse ter.
Ao mesmo tempo que faço contato com os influenciadores em nome de marcas, eu recebo esses contatos como site (e muitas vezes faço também). E é pensando nisso, nesses dois lados da moeda que eu decidi falar um pouco sobre relacionamento.

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Em primeiro lugar, deixe de lado algumas crenças e preconceitos com relação a números brutos. Os micro influenciadores vieram para ficar e se apegar apenas em número de seguidores para definir como será o tratamento com aquela pessoa pode ser um tiro no pé.

Sempre que possível, mais que olhar o número, olhe o projeto. Muitas vezes os números podem até não ser aqueles que enchem os olhos do cliente, mas é um trabalho tão bem desenvolvido, feito com empenho, com qualidade e com engajamento, que pode ser a resposta que sua marca precisava.

Uma outra coisa bastante importante é: responda as pessoas. Sim, isso pode parecer uma bobagem, dica de educação, mas é fundamental. Mesmo que a resposta for um não, as pessoas investiram tempo e dedicação naquilo e um não pode ser um caminho para que ele siga em frente. Além disso, uma boa resposta – otimista ou não – é o abrir de um canal que pode ser futuramente explorado. Nenhum influenciador nasceu gigante, né?

Proponha e saiba ouvir. Sim, é um jogo de interesses e se você conhece a marca que atende a fundo, pode apostar que a pessoa pode conhecer o projeto dele também. Claro, oportunistas surgirão. Pessoas mais interessadas em eventos e brindes do que em construir um trabalho legal. Mas aí a gente volta para a dica anterior: olhe o projeto.

Por experiência, muitas vezes uma pessoa pode apenas soar oportunista, mas ela é só inexperiente. O tal do sucesso é sedutor e um toque positivo pode ajudar muito um iniciante. No fim das contas, todo mundo sai ganhando com um mercado mais transparente e profissional.
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[:pb]Vida profissional, pessoal e o diálogo [:]

[:pb]A frase “A maioria das pessoas não escutam com a intenção de compreender; elas escutam com a intenção de responder” nunca fez tanto sentido. Acredito que não tenha ninguém que desconheça o que eu quero dizer com isso, principalmente no ano da “desconstrução” e da polarização política. Ano em que eu, você e seu colega aí do lado, estamos sendo inundados com publicações no Facebook sobre os mais variados assuntos, nos quais todos expõem suas versões de verdades universais.

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Você deve estar se perguntando: mas por que escrever sobre isso em um blog de relações públicas? Bom, a comunicação, hoje, é uma conversa de duas vias, e as Relações Públicas precisam reivindicar o seu legítimo papel na iniciação e interpretação do que é o diálogo.

Nosso país não é estranho à corrupção, ao preconceito, ao machismo e a desigualdade. E, apesar de nossos contínuos protestos, publicações revoltadas e luta por leis mais rígidas, às vezes podemos sentir como se estivéssemos lutando uma batalha perdida. Este esforço cobra um pedágio: a revolta.

E a revolta, em todas as suas manifestações, pode causar extrema ansiedade, sentimento de impotência e desconfiança, que nos impede de dialogar.

Como profissionais de comunicação e relações públicas, atendemos clientes que são membros da sociedade multicultural em que vivemos e trabalhamos. É esperado de nós como profissionais aprender sobre cada um deles, compreender e respeitar as suas necessidades, permanecermos abertos para as suas perspectivas e sentimentos, e entregar valor e resultados, tudo pautado na ética e no diálogo. Da mesma forma com que fazemos isso nas nossas vidas profissionais, precisamos ser capazes de reconhecer-nos, e trabalhar para manter uma ética de trabalho e de vida inclusiva e humana.

No ambiente corporativo, mais do que montar uma equipe competente, as empresas devem prezar por um time que dialoga: e uma comunicação transparente faz a diferença nesse processo.

E no fim das contas, se fala tanto em como a nossa vida pessoal pode contribuir para a vida profissional e se esquece que a recíproca é verdadeira. Então, gostaria de propor um desafio, que sejamos nós, os percursores dessa era do diálogo, não só no trabalho, mas nas nossas redes sociais também. Que a gente traga a nossa capacidade de gerar valor e uma diferente perspectiva de relações públicas não só para as organizações a que atendemos, mas para a sociedade.

E você, quer trazer mais valor a esta mensagem? Deixe seu comentário.

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[:pb]Relacionamento não sai de moda[:]

[:pb]Uma das maiores lembranças nos meus quase dez anos de atuação no mercado de Relações Públicas/Assessoria de Imprensa foi uma conversa sincera com um dos clientes que eu mais admiro profissionalmente. Relembrando o processo de seleção para decidir quem ocuparia a vaga de Executivo de Atendimento, no qual eu fui selecionada na época, ele me disse “o processo estava cercado de bons profissionais, alguns até com mais experiência, mas você ganhou minha confiança quando disse que o RELACIONAMENTO é a chave do trabalho de PR”.

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Parando para refletir, especialmente com as mudanças que a “imprensa” tem enfrentado nos últimos anos, percebo que o relacionamento é – a cada dia – uma das ferramentas mais importantes neste processo. Com a saúde financeira dos veículos cada vez mais complicada, espaços espontâneos se tornam raros e ter um bom relacionamento pode pesar nos resultados. E, no meio desse cenário, surge mais um público essencial para esse relacionamento: os influenciadores digitais, que pedem uma maneira diferente de contato.

Representando o que há de mais próximo ao comportamento do consumidor, os influenciadores digitais ganham a cada dia mais relevância. Segundo dados do Sprout Social, 74% dos consumidores dependem das redes sociais para decidir sobre uma compra. Para atingir este público, além de conteúdos e produtos de qualidade é preciso saber como se relacionar com eles. E, aqui, não estamos falando mais de empresas de comunicação, mas de pessoas. Saber especificidades como nome dos filhos, programas que gostam, tipo de pele, manequim e até mesmo hobbys e um pouco sobre a vida amorosa. Cada detalhe e amenidade interfere na forma como o influenciador prefere e deve ser abordado.

Neste momento cabe colocar alguns limites, para os dois lados. Trabalhando com influenciadores digitais há pouco mais de um ano, já passei por algumas situações inusitadas. Desabafos sobre separações, problemas financeiros e outros até um pouco mais graves. Tentar ajudar sempre é possível, somos humanos, mas é importante lembrar que nesta relação – do nosso lado – existem marcas atreladas a qualquer decisão. Então, cada caso deve ser estudado e cuidado com atenção para não extrapolar limites e colocar todo o trabalho em jogo.

Por isso, para um bom histórico de relacionamento é importante começar com a seleção correta dos influenciadores. Com base nisso é possível construir uma relação estável, que trará bons frutos, contribuindo com a construção e fortalecimento de marcas e, porque não, relacionamentos.
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