[:pb]Relação com Influenciadores pede – cada vez mais – profissionalismo![:]

[:pb]Os influenciadores digitais, como o nome deixa bem claro, influenciam. Pessoas que, com suas vozes e opiniões, ganharam destaque na internet e, como era de se esperar, atraíram os olhares das marcas.

Brindes, jabás, convites para eventos, encontrinhos, publieditorial são apenas algumas das expressões que entraram no dicionário do relacionamento entre agências e influenciadores.

E, claro, como todo mercado, nem todo mundo segue a ética e a transparência que esse tipo de relação exige. A relação entre essas duas partes, por mais informal e amigável que seja, ainda é uma relação profissional. E isso exige que algumas normas sejam seguidas, afinal estamos falando de publicidade.

Do ponto de vista do influenciador, a questão ganha ainda a camada da reputação. Essa é sua mais poderosa ferramenta de trabalho e zelar por ela deve ser primordial. Por isso que, cada vez mais, os casos de publicidade velada devem sim ser expostos para que o consumidor, a ponta mais importante desse processo, não se sinta enganado.

A ABRADI – Associação Brasileira dos Agentes Digitais – recentemente lançou um Código de Conduta para agências digitais na contratação de influenciadores. Em poucas -e bem simples – dicas, o Código traz orientações para agências profissionalizarem ainda mais esse mercado. Algo que todas as partes no fim só terão a ganhar.
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[:pb]Você é influenciador do que mesmo?[:]

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É o sonho de muita gente (e organizações): tornar-se influenciador, ser ouvido e admirado. Possibilidade antes restrita a poucas pessoas, hoje está acessível a quase todos, basta ter algo para contar e encontrar um jeito “legal” para fazer isso.

Ou, não.

Há uma tendência de se chamar de influenciadores as pessoas com muitos seguidores nas mídias sociais digitais. Mas, ao se passar a régua, qual a influência que eles exercem mesmo?

Se pensarmos no básico, todos geramos influência nas pessoas ao nosso redor, sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho. Cada qual possui um nível de influência que varia de assunto para assunto. Tenho um amigo que entende muito de esportes, então, quando ele fala sobre Jogos Olímpicos eu o levo bastante em consideração, porém, quando comenta sobre economia eu já não confio tanto na qualidade da informação.

É um influenciador sobre o assunto “esportes” para mim, em um dos meios no qual eu vivo.

Ao mesmo tempo, essa pessoa pode não ser tão influente sobre esportes em outros ambientes, como entre os próprios esportistas ou pessoas de outras faixas etárias que a minha.

Parece simples, não é?

É raríssimo alguém que seja realmente respeitado em todos os assuntos e por todos os grupos de pessoas (tribos, stakeholders, públicos de interesse ou como quiser chamar).

Quando se olha por este ângulo, é mais fácil perceber que não é necessário ter muitos seguidores no Facebook, mas sim um combinado de fatores para manter a capacidade de influenciar.

Esses tais influenciadores podem estar em qualquer local e não somente na internet. Estão dentro das empresas (existem influenciadores internos e são essenciais para um bom trabalho de engajamento), nas universidades, ONGs, imprensa e tantos outros ambientes quanto for específico o interesse em questão.

Trabalhar com influenciadores requer foco, critério, análise, dedicação e seriedade. O único objetivo de se relacionar com eles é obter alguma transformação, um resultado alinhado ao planejamento estratégico, seja aumento direto de vendas, ganhos de produtividade, redução de custos, mudança em política pública, e por aí vai.

É uma ação que foi banalizada nos últimos anos, mas observa-se que, quando feita sem o devido cuidado, resulta em gastos sem resultados sólidos.

Outro ponto que poucos se lembram é que mesmo os influenciadores são influenciados por outras pessoas, afinal, ninguém é uma ilha. Entender quem influenciam o influenciador pode ser ainda mais eficiente, apesar de, normalmente, mais complexo e delicado.

Resumo: a tecnologia não inventou os influenciadores, só deu mais poder de comunicação a todos. Relacionar-se com eles ainda requer técnica, cuidados e continuidade.

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[:pb]Qual o poder dos influenciadores digitais para as marcas?[:]

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Assim como na mitologia grega onde os deuses do olimpo perdem sua força se não são adorados pelos humanos, os influenciadores digitais, que conhecemos como blogueiros e vlogueiros, também precisam desse tipo de adoração do público para sobreviver em um universo com informações rápidas e em grande quantidade como a internet.

Você pode achar um exagero comparar os influenciadores digitais com personagens de uma mitologia que influenciou o pensamento sobre o mundo, principalmente aqui no ocidente, e está presente em tantas referências culturais que conhecemos, como em filmes, livros e arte. Entretanto, a abrangência desses influenciadores cresceu tanto e tão rápido que o seu papel na sociedade já transborda do mundo online e se mistura com o offline.

Eles se transformaram em formadores de opinião com uma legião de seguidores por meio das redes sociais, como mostra a pesquisa encomendada pelo Google e Meio & Mensagem, que diz que entre as 20 personalidades mais admiradas por adolescentes do Brasil, metade era youtuber, como Kéfera Buchmann, Felipe Neto e Christian Figueiredo, também autores de livros best-sellers que foram escritos depois da fama do mundo online.

Os influenciadores digitais seguem nessa retroalimentação em que são adorados pelos seguidores e também não sobrevivem sem eles, geram conteúdo e também precisam que seus seguidores demandem conteúdo. Nesse processo, consequentemente, o papel de influência dos blogueiros e vlogueiros sobre uma marca e seus produtos, cresce e os tornam impulsionadores de vendas ou até uma crise para gerenciar.

Segundo pesquisa realizada pela Nielsen, 70% dos consumidores no mundo confiam na opinião de outros consumidores postadas na internet, sendo uma das fonte mais confiáveis para troca de informações e mensagens de marcas. Ou seja, a avaliação de outras pessoas, ou o famoso “boca a boca”, ainda é uma das principais motivações para a compra de algum produto e continua acontecendo de forma online.

Existem influenciadores digitais em muitos segmentos: beleza, moda, cinema, música, política e muitos outros. Por isso, estamos falando de pessoas que dominam o assunto de um determinado universo e que depois de construir sua reputação no meio digital, passam a ser seguidos por indivíduos com interesses em comum. Além disso, contam com o alcance de seu raio de impacto, devido a abrangência da internet, que não se restringe apenas ao ciclo social como a escola ou trabalho. Sendo assim, as marcas que conseguem ser indicadas por essas pessoas, estão em uma boa posição aos olhos de quem os acompanha, já que esses seguidores estão em busca de um assunto específico e quando encontram uma boa avaliação de uma marca dentro do universo que procuram, essa marca ganha relevância.

Um case de sucesso é o Jovem Nerd, portal especializado na cultura nerd (filmes, séries, livros, games, entre outros) e tem os fundadores do site, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, como influenciadores digitais de destaque para a comunidade nerd. Várias empresas já anunciaram e fecharam parceria com o portal, como por exemplo a Warner Bros., que proporcionou um bate-papo entre os fundadores do portal e público na Fnac durante o lançamento do DVD Batman: O Cavaleiro das Trevas, ou a Fiat, que realizou a cobertura do segundo dia de lançamento do carro Fiat Toro pelo Periscope com Alexandre e Deive.

Portanto, as marcas têm os influenciadores digitais como possibilidade de explorar o diálogo, intensificar a experiência e ganhar destaque com o público. Bastam entender qual o papel e a força que esses influenciadores exercem como canal de mídia e também como porta-vozes de uma comunidade que podem ser potenciais consumidores para a marca.
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