A gente se adapta a tudo

Para isso, a gente vive de aprender, desaprender e reaprender. É possível. Principalmente quando o que está em jogo é a sustentabilidade das nossas vidas.

Esta semana é marcada por um ano de home office integral da LVBA. Já tínhamos um sistema híbrido antes, o que nos preparou, parcialmente, para esta fase. Me lembro de fechar as portas do escritório, no final do dia 18 de março de 2020, e com o coração apertado comentei “e pensar que a gente não deve voltar a se encontrar antes de 30 de abril, né”. Errei feio!

Jamais poderia imaginar que chegaríamos a um ano (e contando). E pensar que, nem em 30 de abril de 2021 vamos nos encontrar!

Foi uma decisão fácil? Não. A incrível equipe da LVBA tem características muito fortes: gosta e aproveita as companhias, as conversas, os almoços em turma e até as boas ideias de projetos que surgiam nos encontros no cantinho do café com bolo. Aproveitávamos cada minuto na nossa agência física.

A decisão aqui não foi entre um ou outro sistema de trabalho. Foi pela vida! De lá para cá, estamos mais unidos, ainda que distantes, com o objetivo de sobreviver, de cuidar uns dos outros, dos nossos familiares, e dos nossos queridos clientes. Enfim, de servir como exemplo, e também influenciar a sociedade.

E os processo de seleção e contratação virtuais? Humildemente posso dizer: mandamos muito bem. E quem pode me ajudar nessa avaliação são Cíntia Neves Silva, Heloizi Parra, Lucas Fernandes, Marize Vossen e Vanessa Aguiar. Muito bom tê-los por perto, mesmo que sem nunca tê-los abraçado “de verdade”.

E a LVBA como fica? Uma empresa com a experiência de mais de 4 décadas tem no DNA a adaptabilidade, se não, dificilmente teríamos chegado até aqui.

Agradeço a cada “LVBAne”, que mostra sua força todos os dias, em se manter são em meio à toda essa loucura, gerando resultados de alto nível. Tenho muito orgulho de cada um de vocês. E também a nossos clientes e parceiros que seguem confiando em nosso trabalho, mesmo num cenário tão desafiador.

Estamos unidos, estamos com saúde e fazendo nossa comunicação cada vez mais de gente para gente.

Por isso, se puder, #FiqueEmCasa! Ainda vamos precisamos muito disso e, com certeza, vamos precisar por mais alguns meses. Pela vida, vale a pena!

Acabou o mês da Consciência Negra. E agora?

Uma reflexão sobre inclusão de pessoas pretas no mercado de trabalho e representatividade em ações de comunicação

2020 está sendo um ano de grandes desafios. Alguns novos, como a pandemia da Covid-19; outros já velhos conhecidos nossos, como o racismo estrutural. E este foi o tema central do mês de novembro, quando é celebrado o Dia da Consciência Negra (20). A data tem como objetivo discutir a importância de pessoas pretas na sociedade brasileira e se tornou feriado oficial em decreto de 2011 (antes tarde do que nunca).

Contudo, além de tudo que 2020 está nos fazendo passar, um dia antes do “20 de novembro”, presenciamos o episódio brutal de assassinato do soldador João Alberto Silveira Freitas por dois seguranças brancos do Carrefour, em Porto Alegre (RS). E não. Não foi um caso isolado. O grupo carrega um histórico de descaso com a vida. Por conta de mais este caso, perdeu mais de R$ 2 bilhões em valor de mercado e foi alvo de revoltas populares. Mas ainda fica a sensação de impunidade. Afinal, nada disso se equipara ao valor de uma vida. Inevitavelmente, o episódio acalorou os debates sobre vidas pretas e seu lugar na sociedade.

No âmbito positivo, novembro foi um mês, como de costume, de grandes eventos, principalmente no ambiente corporativo, ainda que virtual, sobre a importância da igualdade racial e da inclusão de pessoas pretas no mercado de trabalho. Afinal, diversidade e inclusão são pautas do momento e, de acordo com a pesquisa da McKinsey, fazem com que as equipes gerem 21% mais resultados que empresas sem pluralidade de pessoas. Sim, muitas vezes, a mudança na mentalidade se dá visando o lucro, mas já é um passo. Ainda assim, estamos longe de viver na pele a diversidade e inclusão de verdade, isso é quase que utópica. Mesmo com todas as ações que promovem diversidade, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 64% das pessoas desempregadas são pretas; brancos recebem 45% a mais; e pretos ocupam menos de 30% dos cargos de liderança.

Gosto sempre de, neste momento, lembrar do antigo comercial de Margarina, com a família “perfeita”, branca, heterossexual, tomando café da manhã. Este já foi o padrão de representatividade lucrativo. Hoje, em comunicação, por exemplo, é o que chamamos de “o que não fazer” quando é desejado representar a população brasileira. E isso é um avanço!

Mas e agora que acabou novembro, qual o próximo passo?

Ainda falando do último mês, tive a honra de participar de um evento muito interessante chamado Afro Comunica, que foi uma parceria da Universidade São Judas com a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), por meio do Coletivo Enegrecer, da própria universidade. O objetivo foi debater sobre os desafios do mercado das agências de comunicação para pessoas pretas. O desafio de entrar e, principalmente, o de ser ouvido, respeitado e de poder levar diversidade às ações de comunicação, que podem impactar milhares ou milhões de pessoas.

Foi interessante ser ouvido, claro. Mas mais ainda, foi enriquecedor conhecer outras histórias e ver como todas têm um ponto em comum: a dificuldade de, em pleno 2020, ter boas oportunidades, reconhecimento profissional e sensação de pertencimento. Uma visão otimista que deixo aqui é a de que, para ações de comunicação/marketing, não levar representatividade em consideração é o famigerado “tiro no pé”. E só uma equipe plural, com diversidade, de fato, pode gerar ações mais representativas. As vivências únicas de cada pessoa podem contribuir para grandes impactos positivos e posicionar marcas dentro do padrão realmente representativo da população.

Se quiser conferir o debate Afro Comunica na íntegra, ele está disponível aqui.

De tudo isso, algo fica muito claro: o racismo estrutural existe, neguem as autoridades brancas ou não. E combater algo tão enraizado e prejudicial vai além do ambiente corporativo. Mas é uma excelente forma de começar. Agora que o mês da Consciência Negra passou, o que as empresas podem fazer? Bom, tudo! Gerem oportunidades para pessoas pretas. Ouças pessoas pretas. Permitam que cargos de liderança sejam ocupados por pessoas pretas. Se o Programa Trainee da Magazine Luiza para pessoas pretas, por exemplo, foi reconhecida como reparação histórica e gerou ainda mais valor à marca, por que não “magaluzear” mais as empresas? Todos saem ganhando.

5 dicas para um briefing eficiente

Comunicar é preciso. E quando surge uma ideia ou até mesmo uma oportunidade de inovar na comunicação, precisamos de um profissional de design para deixar o material mais criativo.

Seja para propor uma capa de mídias sociais, um e-mail marketing ou o redesign de sua marca, todo processo criativo tem como ponto de partida o briefing. Pensando nisso, criamos este material com dicas para um briefing eficiente.

Faça seu download aqui

Um convite a sermos resilientes

Há tempos temos falado muito sobre transformação digital, mas agora, devido à pandemia do Covid-19 e as recomendações de isolamento social, isso deixou de ser uma opção para virar necessidade. E, para aquelas empresas que estavam engatinhando nessa transformação, o atual momento talvez seja a oportunidade que faltava para que acelerem o processo.

Nesse caso, porém, a empatia, compreensão e gentileza (sim, sejamos gentis!), entre gestores, colaboradores e clientes será fundamental. Isso porque, antes de implementar qualquer estratégia digital, é preciso investir em uma mudança cultural dentro da organização. E, para essas empresas, não houve tempo para isso, não é verdade!

Sendo um pouco a Poliana, de Eleanor H. Porter, muitas das ações agora serão implementadas na base da tentativa e erro, mas muitas soluções criativas e inovadoras também podem surgir em meio ao caos. Não permita que a crise roube sua criatividade, aprenda a utilizá-la a seu favor.

Será primordial sair da zona de conforto e pensar em novos meios de comunicar, novos formatos de venda, canais, produtos e serviços que façam com que a organização passe por esse momento com o menor impacto negativo possível.

Independentemente do que acontecer, a experiência que vivemos agora fará com que a sociedade adote novos hábitos e comportamentos que irão mudar a forma como pensamos as empresas e os negócios. Isso é fato, mas não precisa ser um desespero.

Engaje seus colaboradores, ouça os seus clientes, convide todos a pensarem em como ser resilientes nesse momento. Assim como na história de Eleanor Hodgman Porter, “quando a meta é aproveitar o melhor da vida, olhá-la pelos olhos de Poliana pode ser um primeiro passo”.

 

“Quando Eleanor Hodgman Porter escreveu Poliana, em 1913, a ciência ainda não conhecia os efeitos positivos do otimismo na saúde física e mental das pessoas. Mas a sua receita de bem-estar permaneceu na lista dos livros mais vendidos por dois anos seguidos, e até hoje continua sendo uma fonte de inspiração para todas as idades. À época, como agora, Poliana foi descrita como dotada de um otimismo cego. A essa crítica, Eleanor teria respondido: ‘ Nunca acreditei que deveríamos negar o mal, a dor e o desconforto; apenas pensei que é muito melhor saudar o desconhecido com alegria’. Quando a meta é aproveitar o melhor da vida, olhá-la pelos olhos de Poliana pode ser um primeiro passo”.

Poliana; Porter, Eleanor H
Fonte: Livraria Saraiva

[:pb]Para tirar a comunicação do quartinho dos fundos[:]

[:pb]No início do ano, o presidente de uma grande empresa chamou seus diretores para verificar quais resultados haviam obtido para contribuir com os objetivos da companhia no cenário de crise. O diretor comercial foi o primeiro a se pronunciar, todo orgulhoso por ter alcançado um aumento de 30% nas vendas frente a um aumento de custos de apenas 8%. E mais, houve uma substituição de produtos de baixa margem de rentabilidade para os de elevada margem em metade das novas vendas.

A diretora financeira e administrativa apresentou números positivos com ganhos financeiros não operacionais, desmobilização de capital pela venda de equipamentos que passaram a ser locados com manutenção inclusa e rígido controle de gastos administrativos por meio da implantação de um sistema de autorização online.

A diretora de RH trouxe o aumento da produtividade das principais equipes devido a revisões nos processos de seleção e treinamento. Mostrou, mesmo que a desgosto dos demais, o aumento das metas para bônus da direção e alta gerência, garantindo que nenhum deles receberá um centavo a mais enquanto a companhia não alcançar o devido EBITDA.

Chegada a vez do diretor de comunicação, ele fez uma longa apresentação explicando a intangibilidade dos resultados de sua área. Comparou com um excelente vinho, que um apreciador experimentado sabe o quanto vale, mesmo sem ter ideia de quanto tenho sido gasto para produzi-lo.

O presidente satisfeito, agradeceu a todos e comentou que, em tempos de crise não podiam se dar ao luxo de vinhos caros. Cortou a verba e a equipe de comunicação, incluindo o próprio diretor.

Esta fábula da vida moderna ilustra a aflitiva realidade dos muitos profissionais das áreas de comunicação, seja ocupando posições em agências ou como clientes, que não fizeram a migração para o modelo de resultados e agilidade para se ajustar a novos ambientes e realidades.

Ainda é comum encontrar aqueles que utilizam a afirmação de que a atividade de comunicação gera resultados intangíveis e, consequentemente, imensuráveis, para se esconderem. Algumas empresas até aceitam esse discurso, mas entram no mesmo jogo e acabam por esconder a área de comunicação, reservando a ela um papel puramente operacional e no topo da lista do corte de verba. Há outros tantos que afirmam medir resultados, mas utilizam indicadores absolutamente desvinculados do planejamento estratégico da organização.

Há muitos profissionais que defendem as mídias sociais, as novas tecnologias e os influenciadores digitais como estratégia de comunicação. Mídia, como o nome diz, é meio; tecnologia é e sempre foi simplesmente tecnologia; e influenciador é público meio (e não público fim). Nenhum desses substantivos pode ser considerado estratégia de comunicação ou a disrupção da área, mas pode estar inserido em um contexto de negócios, alinhado com os objetivos da organização, dentro de uma estratégia macro de comunicação, com indicadores e metas.

Situações assim levam toda a área de comunicação para o quartinho dos fundos das empresas. Não convive com a alta direção, não tem acesso a informações confidenciais em primeira mão e é lembrada somente para divulgações ou quando alguém precisa de “um texto engajador”.

Se na fábula acima o diretor de comunicação tivesse elencado ações de relacionamento com influenciadores digitais alinhadas com o objetivo de aumento de vendas qualificadas, tendo como indicador de sucesso a medição de clientes gerados por esse meio, tudo seria diferente. O diretor financeiro entenderia a razão de liberar verba, o diretor comercial mobilizaria sua equipe em benefício do projeto, o diretor de RH repensaria a estrutura da área e o presidente consideraria envolver a comunicação em situações mais relevantes e críticas.

Avançando na questão, o termo “resiliência” e a capacidade de predição e análise são habilidades desejadas em todos os funcionários, ou pelo menos nos gestores. Estar sempre aberto a ajustar o planejamento, cercar-se de informações e pessoas que ajudem a prever riscos e oportunidades e analisar tudo o que está à mão dá um toque estratégico e de resultados à comunicação.

Nesse quesito, a tecnologia pode ser uma aliada ou uma adversária, pois é capaz de nos distanciar da realidade das pessoas. Andar pela fábrica, observar o comportamento dos consumidores dentro das lojas e ter contatos pessoais devem complementar pesquisas online e planilhas. É algo muito similar à humanização dos serviços, ou servicização, um modelo bastante em curso nas empresas. É contraditório imaginar uma comunicação não humanizada ou afastada das pessoas, mas essa situação tem sido muito presente. O anúncio em voz alta no salão pode ser mais efetivo do que um e-mail, um encontro pessoal mais impactante do que um vídeo, uma experiência presencial mais tocante e engajadora do que um jogo virtual.

Quando nos afastamos do estratégico e não revisamos as ações periodicamente com olhos na evolução dos resultados dessas ações, corremos o risco de cair na armadilha de mecanizar nossa prática. E quanto mais mecânica for uma atividade, mais ela tende a ser substituída por robôs ou desvalorizada nas organizações.

Comunicar é algo que se aprende desde o primeiro choro – que, em si, já é comunicação. Os grandes diferenciais dos comunicadores atuais são a capacidade de se manter simples utilizando novas tecnologias, ser percebido como estratégico mesmo com impactos intangíveis, e mirar resultados de negócios para a organização sem perder o senso de humanidade.
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[:pb]Vamos falar um pouco de comunicação de temas “tabu”?[:]

[:pb]A série “13 reasons why”, lançada no fim de março pela Netflix, tem conquistado público e popularidade. O debate em torno desse polêmico e até então “velado” conteúdo abordado na trama: o suicídio de uma adolescente, tomou conta das mídias sociais, escolas, empresas, rodas de amigos e, claro, a imprensa, de forma bastante aberta e direta. Além dele, outro fato que veio à tona recentemente e que está dando o que falar por aí é um jogo virtual chamado de “Baleia Azul”, praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e WhatsApp e que instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprir 50 tarefas, sendo a última delas o suicídio. Tudo isso levou há uma enxurrada de reportagens, artigos, matérias e também levantou uma infinidade de análises e comentários de especialistas redes afora.

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Só para contextualizar um pouco sobre a produção do seriado, que foi inspirada no livro homônimo de Jay Asher, ele narra 13 razões que levaram uma colegial a tirar a própria vida. Gravadas em áudios de fitas cassetes e enviadas postumamente, as mensagens apontam inúmeros fatos que podem ter levado ao desfecho trágico da personagem, como bullying no ensino médio, machismo, LGBTfobia, abuso sexual e, de uma forma geral, a difícil missão de passar pela fase da adolescência.

A cobertura por parte das mídias sociais e da imprensa sobre a série, o jogo virtual e, mais precisamente, sobre o aumento da procura por ajuda de adolescentes e adultos com problemas graves e que entram em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), acende uma luz muito maior sobre a questão: precisamos abordar esses temas “tabus” de forma mais aberta e conversar com os jovens. De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados amplamente pela imprensa nessas reportagens, o suicídio está entre as principais causas de morte na adolescência, competindo com acidentes causados por veículos e, no caso de países como o Brasil, violência armada.

A imprensa e as redes sociais desempenham um papel extremamente importante ao informar e disseminar conteúdos tão atuais e relevantes para a sociedade, como os listados acima. Os casos, no entanto, reacenderam também outra discussão. Como devemos tratar temas polêmicos sem incentivar imitações no mundo real, o chamado “efeito Werther”, referência a um livro do século 18 que desencadeou uma onda de suicídios na Europa? Muitos especialistas expressaram suas opiniões em diversas mídias, alguns a favor da série e da discussão. Por outro lado, alguns críticos chegaram ao extremo de recomendar que a nova série original do Netflix não fosse assistida, e isso não por questionarem a qualidade da produção, mas, sim pelo perigo que ela pode representar para a sociedade.

Essa recomendação de “boicotar” uma série obviamente chega a alcançar um desfecho oposto, aumentando ainda mais a curiosidade e o interesse pelo conteúdo. Vale mencionar ainda, que além do seriado, muitos adolescentes, provavelmente, foram atraídos pelo jogo “Baleia Azul”, exatamente por essa curiosidade e por sua proibição. Daí entramos na principal questão que devemos avaliar: a falta de conhecimento faz com que o assunto se torne um tabu e, por isso, seja tão importante discutir sim o tema, em todos os âmbitos.

Acredito que o assunto tenha que ser amplamente conversado em casa entre pais e filhos, nas escolas entre professores e alunos, e digo mais, seja explorado, da forma correta e o mais transparente possível, mas sem promove-lo, pela grande imprensa e mídias sociais. Citando mais uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 90% dos suicídios podem ser prevenidos. Com mais esse dado em mãos, vale a pena pensar que o preconceito histórico em falar sobre suicídio não ajuda a evitar essas mortes. Vamos avaliar então enquanto comunicadores como podemos abordar o tema de uma forma esclarecedora, em prol de alertar e levar conhecimento à população?

O CVV, que desenvolve um trabalho de prevenção ao suicídio e apoio emocional, informou que, no mês de abril, o número de pessoas interessadas em atuar como voluntárias na ONG triplicou em relação à média. O crescimento tanto de pessoas em busca de ajuda, quanto de voluntários querendo ajudar é atribuído à grande repercussão dos temas ligados ao suicídio. Desde que a série “13 reasons why” estreou no Brasil, o CVV registrou um aumento de 445% no número de e-mails recebidos. Com certeza esses dados mostram o quanto a população precisa discutir e conhecer melhor assuntos que ainda são “tabus”. Precisamos refletir de verdade sobre isso e também como cada um de nós pode ajudar na disseminação de informação que seja relevante para a vida das pessoas. Podemos salvar vidas![:]

[:pb]Sobre conectividade, 17 anos depois[:]

[:pb]Pense em uma habilidade que você tenha adquirido, aperfeiçoado ou até mesmo perdido, nos últimos 17 anos. Muita coisa aconteceu nesse intervalo, certo? Imagine, agora, se você tivesse adquirido habilidades destinadas a certa profissão, e que só viesse a trabalhar oficialmente na área 17 anos depois dessa formação inicial. Em 2000, comecei a graduação em RP; em 2017, comecei a trabalhar com RP.

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Dentre outros desafios instigantes aqui, na agência, deparei com o mundo dos serviços de infraestrutura de rede para telecomunicações, área em que um de nossos clientes atua. A possibilidade de integrar, com a mais alta velocidade e para fins cotidianos, os mais diferentes softwares, é um eixo central da Internet das coisas (IoT) que, com a Inteligência Artificial (IA), promete conectividade enriquecida e ilimitada para nossas vidas.

Antes de procurar mais informações sobre o assunto, fui tomada pelo medo de vir a ser substituída por um(a) assistente digital, nesse momento em que acabo de assumir a função de assistente de Atendimento (em off: meu cliente lançou um assistente digital, por ora voltado para telecomunicações =P ). Além de reconhecer um rosto em uma foto, recomendar filmes para determinado perfil, transmitir dados sobre a manutenção do carro ao mecânico, classificar como spam um email sem que o usuário precise fazê-lo manualmente, não é isso que a IA promove? Liberar, o máximo possível, o trabalhador de/das tarefas e funções que não estejam imediatamente relacionadas às decisões estratégicas?

Sim e não. Durante uma sessão de perguntas e respostas sobre a formação e o impacto da Inteligência Artificial (IA) em nossos tempos, Andrew Ng, professor de Stanford, pesquisador da Baidu e cofundador da plataforma de aprendizado online Coursera, foi claro: “Não fico preocupado com a falta de oportunidades […] ainda há muita coisa que os humanos podem fazer que nenhuma máquina consegue, hoje e no futuro. O que me preocupa é a necessidade de treinar novamente as pessoas.”

Para o cientista britânico, a IA tem a responsabilidade de criar instrumentos para que as pessoas adquiram novas habilidades – proposta, por exemplo, dos cursos massivos, online e abertos, os MOOCs –, em um cenário de desemprego decorrente da automação em profissões exercidas por humanos, como dirigir. Mais ainda e concordando com Andrew, a sociedade precisa oferecer renda e tempo para a aprendizagem, período que ocupará cada vez mais constantemente a jornada de trabalho e que, atualmente, é encarado como um tempo exterior ao “trabalho em si”.

Pesquisando um pouco, já percebi que somos bem diferentes, o(a) assistente digital e eu: nossa ciência ainda não entende plenamente o processo fisiológico de aprendizado humano e faço parte de uma espécie que evolui na natureza há milhares de anos; o(a) novo(a) assistente é uma rede criada por humanos que molda ações com base em dados, dentro da estatística inferencial. Em uma coisa me parece que … nos parecemos: conseguimos, cada um à sua maneira, estabelecer conexões.

Acredito que, idealmente, nosso papel na Comunicação deva contribuir para reduzir a exclusão que usos sociais das tecnologias geram. Para ficar em mais um exemplo britânico, além de Andrew Ng, desta vez na ficção, no filme ‘Eu, Daniel Blake’, de Ken Loach, vemos a trágica perda da dignidade em pessoas que, além de sofrerem o descarte de suas preciosas habilidades, não tiveram acesso ao desenvolvimento de outras “novas”. Tudo é sempre uma ruptura, um descarte constante? Em um mundo que muda a todo momento, a habilidade de costurar nossas diferentes experiências, como as profissionais, nos dá de presente nossa própria história, e é essa consciência que nos coloca em condições de olhar para o futuro com empoderamento.

Que papel construtivo pode ter a Comunicação nesse processo? Sem prolongar demais a reflexão, vejo, 17 anos depois, que o desenvolvimento constante da habilidade de estabelecer conexões pertinentes, como quando propomos ações de relacionamento direcionadas a públicos bem delimitados, é um trunfo nosso, de nosso faro milenar para conectar.

Referências:
Filme Eu, Daniel Blake (I, Daniel Blake), de Ken Loach (2017)
Posts e traduções no blog Import Linguistics, do pesquisador em Linguística Computacional Bruno Guide (Departamento de Linguística, Universidade de São Paulo).
https://importlinguistics.com/2016/02/19/traducao-5-perguntas-para-andrew-ng
https://importlinguistics.com/2016/08/18/quando-o-computador-aprende-o-que-e-machine-learning/
https://computerworld.com.br/inteligencia-artificial-da-internet-das-coisas
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[:pb]Superar para fazer mais e melhor![:]

[:pb]A profissão que escolhi – ser uma comunicadora -, está cada vez mais desafiadora. Vale até fazer uma reflexão, que independente da área na qual você trabalha, uma realidade é cada vez mais constante: ou você está mudando seu negócio, ou seu negócio não sobreviverá no mundo atual, tão conectado e tecnológico. E como é possível dialogar com os diferentes públicos? Se fazer ouvir em meio a tantas conversas em redes, chats e WhatsApps?

Não só eu, mas a grande maioria dos profissionais hoje deve estar se perguntando exatamente isso. Aliás, as empresas e o mercado como um todo está olhando para esse mundo “VUCA” (do inglês, volatility, uncertainty, complexity and ambiguity), e tentando entender essa maluquice toda que estamos vivendo.

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Para contextualizar um pouco, fui procurar mais informações sobre o tal conceito VUCA, e descobri que sua origem vem do mundo militar, com uma ótica de oficiais em operação. Neste cenário, os acontecimentos são caóticos e imprevisíveis, uma forma extrema de condições VUCA mesmo. Na gestão e estratégia das empresas, uma avaliação das condições de seu negócio sob a ótica VUCA pode ajudar na tomada de melhores decisões, além de deixar a equipe mais bem preparada para o “desconhecido”.

Bom, chegamos ao ponto. O desconhecido é assustador. Cabe aqui até um paralelo com uma experiência pessoal minha. Quando me tornei mãe da pequena Stella, minha filha que hoje está com 1 ano e 2 meses, me joguei em um mundo totalmente novo e “desconhecido” para mim. Antes de engravidar, não tinha experiência com bebês, a não ser por brincar um pouco com um sobrinho no fim de semana, de segurar no colo um filho de um amigo ou essas coisas mais simples que fazemos com crianças próximas. Mas, e aí quando você se depara com um bebê que é seu, que você tem que cuidar, alimentar, limpar e se dedicar 24 horas por dia? Além de mencionar que você acabou de conhecer aquele serzinho que não se comunica, a não ser pelo choro, e você não sabe exatamente o que fazer com ele. Acredito que estamos aí em um cenário VUCA também, concordam?

Bom, mas eu escolhi essa jornada de aprendizado. Ser mãe, sem dúvida, é o trabalho mais importante e mais desafiador que eu já tive na vida. E aqui cabe bem a palavra APRENDIZADO, no mais amplo sentido mesmo da palavra. Aprendi que a gente precisa estar aberta para o novo, para deixar os velhos conceitos e pré-conceitos de lado. Aprendi que vale a pena se doar para um outro ser e se empenhar para que o mundo seja um pouco melhor para a nova geração, e para a mais velha também, já que a expectativa de vida está cada vez maior. Devemos ouvir pessoas experientes na área em que estamos atuando e aquelas que não tem tanta experiência assim, mas está com boa vontade e disposta a te ajudar. Descobri que é importante ouvir, mas também saber filtrar a informação. Nem sempre o que foi bom para uma pessoa caberá para você ou para aquela determinada situação. Vale avaliar caso a caso.

Mas, voltando agora para o mundo dos negócios, é possível observar que algumas pesquisas de mercado já mostraram que 97% das empresas mais bem-sucedidas no mundo não são as que inventaram primeiro, foram as que captaram, replicaram, adaptaram e agiram com velocidade. Ou seja, é preciso ter foco e prontidão para inovar.

O mundo de hoje vive uma crise, então não espere moleza nem zona de conforto, tenha a certeza da volatilidade do câmbio, da insegurança das trocas comerciais, dos preços das commodities. Não acredite tampouco no bom senso dos grandes comandantes atuais de alguns países, como Trump, Putin.

Da mesma forma, não espere que um ser especial se materialize em Brasília e transforme toda a guerra de poderes, o jogo dos egos, a fragilidade da ética numa poção mágica de ordem e progresso. Isso é o que sonhamos apenas.

Neste ano, todos nós precisaremos nos reinventar para espantar a crise. A palavra de ordem é superar. Superar sim para fazer mais e melhor tudo o que já fizemos um dia. E é sempre bom lembrar: jamais seremos os mesmos de ontem, nem de hoje e não seremos iguais também amanhã. Todo dia mudamos um pouco, seja na área da comunicação ou em qualquer uma. Precisamos aprender algo novo sempre. Esse mundo VUCA em que vivemos não para e a nossa evolução precisa ser constante.
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[:pb]Quando a Comunicação precisa comunicar entre si[:]

[:pb]Trabalho in house em uma grande indústria, com unidades em várias regiões do país, o que significa que há equipes de comunicação em cada localidade que se reportam à área de Comunicação Corporativa, estabelecida na sede da companhia. Nesse contexto, é fácil que as estratégias e direcionamentos estabelecidos como corporativos – ou seja, a linguagem que é comum, porque diz respeito ao DNA da empresa, às missões e valores que são inerentes ao negócio independentemente do CEP – se percam nas particularidades de cada unidade, nas urgências do dia a dia, nas expectativas às vezes desencontradas. E, para quem está na sede, nem sempre é simples compreender a vida de quem lida com um “micro cenário”, em que os desafios se multiplicam em questões mais minuciosas e o mínimo toma proporções bem maiores.

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Por isso, fiquei realmente encantada quando tivemos o primeiro workshop do ano, no fim de janeiro, em que toda a equipe de comunicação da companhia – inclusive os colaboradores de empresas parceiras, o que achei sensacional – teve a oportunidade de mergulhar em dois dias de trocas de experiências, de ideias mirabolantes, de novos conceitos, de caminhos traçados… Mas, mais do que isso: de abraços trocados entre aqueles que, muitas vezes, só se falam por telefone, e-mails e videoconferências, de risadas afetuosas, de almoços em longas mesas emendadas para caber todo mundo.

Foi a oportunidade de ouvir e responder sem o delay da tecnologia e os ruídos na comunicação que a distância que pode causar. Um tempo totalmente dedicado ao pensar, debater, vislumbrar. Foram formadas equipes com integrantes de várias unidades, focados em estabelecer metas e objetivos comuns, que serão alcançados com o esforço conjunto. Para mim, o mais bacana foi reforçar o senso de identidade. Os nomes das empresas/unidades do grupo podem ser diferentes, os sotaques podem ser os mais diversos, mas o roteiro deste ano será escrito a várias mãos, todas em sintonia.

Entendo hoje como esse tipo de encontro é fundamental para que a equipe realmente esteja coesa, ciente das expectativas, dos obstáculos, das possibilidades. Todos voltaram para suas cidades de origem com um discurso alinhado, um norte a ser seguido e com deveres de casa a serem feitos.[:]

[:pb]Sua empresa pode estar prestes a fechar e você ainda não notou[:]

[:pb]Conquistar uma manhã inteira de dezenas de altos executivos de grandes empresas tem sido uma missão complexa e um sonho para muita gente.

Uma das chaves para esse sucesso é acertar no tema.

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Foi o aconteceu no início de outubro no debate Mapeamento de Riscos Reputacionais, Mercadológicos, Políticos e Legais na Era da Hiperconectividade, uma iniciativa conjunta de quatro empresas de setores diferentes e complementares: a agência de relações públicas LVBA Comunicação, o escritório de advocacia TozziniFreire, a consultoria de políticas públicas e relações governamentais Prospectiva, e a empresa de mapeamento e monitoramento de influenciadores digitais Tree Intelligence.

Pode parecer assunto recorrente e já de domínio público, mas mapear influenciadores e temas críticos que “flutuam” no oceano de dados disponíveis é algo que se fala bastante, mas ainda com pouca propriedade e eficiência nos resultados de negócio das organizações.

Mapear riscos corporativo, seja em qualquer área, começa por definir corretamente o que se quer saber e o porquê se busca esse conhecimento. Passa-se ao domínio de uma tecnologia de ponta com inteligência para garimpar nas trilhões de informações similares disponíveis na rede o que de fato é relevante e pode ajudar a montar um quebra-cabeça que ilustre um cenário real. E, por fim (de forma simplificada), entender e analisar que há e riscos técnicos e de percepção dos públicos de interesse, que nem sempre são coincidentes.

Ninguém pode prometer que seja fácil de se fazer, mas é possível. E o melhor, quando bem planejado e calibrado, é possível identificar tendências e percepções em tempo real, se antevendo a riscos e oportunidades. Também elimina as armadilhas que uma pesquisa conduzida sem eliminar as possíveis interferências pode criar ao induzir respostas, pois as informações disponíveis são reais, espontâneas e (na maioria das vezes) fornecidas com naturalidade.

Queda nas vendas, processos criminais, mudança na legislação, perda de patrocinadores, manifestações de ambientalistas. É possível listar mais de uma página com situações negativas para a organização que podem ser evitadas se houver um mapeamento e monitoramento bem ajustado, bem analisado e com a ferramenta certa.

Diante desse cenário, talvez surja outro questionamento: qual área é responsável por esse mapeamento e monitoramento? Comunicação, marketing, jurídico, relações governamentais, comercial? É um objetivo da organização e não de áreas isoladas. Para pelo menos sobreviver, arrisco dizer que as grandes corporações precisam internalizar em todos os empregados e acionistas a cultura desse mapeamento. A cada planejamento, independentemente da área, deve ser previsto a identificação minuciosa da “voz digital”, pulverizada e poderosa.

Se essa voz tem sido essencial para derrubar presidentes, destruir produtos e condenar políticos e empresários, o que falta para ser levada a sério na sua organização?
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