O que é FOPO? E como evitar o cancelamento?

O que te impede de publicar mais aqui no LinkedIn? Afinal, todos têm o que postar… Muitas vezes, a resposta é medo. E isso pode ter a ver com a “cultura do cancelamento”, que ganha cada vez mais espaço no ambiente digital. Principalmente, neste período de distanciamento social, no qual o consumo de dados de internet teve um aumento entre 40% e 50%, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Mas o que é a “cultura do cancelamento”? É a ação em massa de “unfollows” ou de críticas à opinião de uma pessoa ou empresa, que a “cancela” em ambiente digital. Esta premissa se deve à diversas razões, mas, em grande parte, está relacionada a questões sociais e/ou políticas. Porém, em um mundo livre, onde liberdade de expressão é uma realidade (ou deveria ser), como saber se o que você posta é ou não cancelável?

Por não haver resposta exata- já que sempre há dois lados em uma mesma moeda -, as pessoas desenvolvem o FOPO (Fear Of Other People’s Opinion). Que, na tradução para o português, é o medo da opinião dos outros. Em outras mídias, este medo é real, por interferir diretamente na vida social. No Linkedin, ele se torna ainda maior, pois pode gerar crises de imagem corporativa e, consequentemente, perda de oportunidades de negócios ou emprego.

Mas não se preocupe. Se você é especialista em algo, tem acesso a dados confiáveis/reais e entende do assunto, por que não compartilhar seu conhecimento? Não há cancelamento para quem tem a acrescentar. Só tenha cuidado para que sua opinião não invalide a de ninguém.

Edição: Leandro Nunes e Juliana Caramelo.

Fazer live virou modinha… de violão

Segundo o Indicador de Confiança Digital (ICD) 2019 da Fundação Getúlio Vargas (FGV), para 41% dos jovens brasileiros, as mídias sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. O próprio Facebook tomou providências ano passado e eliminou a visualização de curtidas no Instagram, a fim de tornar o espaço menos tóxico para a saúde mental.

Optar por fazer um detox digital pode ser plausível contra os sintomas citados, mas em momentos de isolamento e mudança de rotina, as mídias sociais são sim uma válvula de escape.

Até dois meses atrás, o brasileiro ouvia música em plataformas como Spotify para se distrair. Em virtude do confinamento social, esse hábito mudou. Com isso, o número de streamings de músicas caiu vertiginosamente.

Em contrapartida, o número de lives aumentou. Interessante notar que o recurso era usado até então apenas por algumas figuras públicas brasileiras – como o próprio presidente.

Nem precisamos de estatísticas para afirmar isso, todos sentimos o impacto em nossos perfis pessoais, principalmente no Instagram.

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São artistas, cantores e público geral fazendo lives para cantar, ler poemas, exercitar-se, contar histórias para crianças, conversar com amigos e compartilhar conhecimento. A geração de conteúdo ao vivo é a mais diversa possível. Com ou sem superproduções.

No quesito superprodução, os cantores sertanejos brasileiros estão à frente, e, inclusive, modificaram o estilo promovido por popstars internacionais ao criarem a “live de sala cheia”.

Pioneiro nesse estilo, o cantor Gusttavo Lima virou case de branding ao bater o recorde brasileiro de acessos simultâneos no YouTube. Foram 750 mil conexões ao mesmo tempo para assisti-lo tocar mais de 100 músicas, em 5 horas de show.

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Não bastando o sucesso na plataforma de vídeos, o cantor foi primeiro lugar nos assuntos mais comentados do mundo no Twitter e ficou em destaque no Instagram. Além disso, arrecadou R$ 100 mil e toneladas de donativos para instituições de caridade.

Tamanho êxito o fez programar uma nova live para os próximos dias, agora, inspirada num seriado sucesso de streamings da Netflix, “A Casa de Papel”.

No caso dele, vale ressaltar que os cuidados com relação à Covid-19 foram: redução da equipe de 20 para 5 pessoas e uso de EPIs como máscaras, luvas e álcool gel pela produção.

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Se Gusttavo Lima já havia quebrado recordes, Jorge e Mateus foram mais longe: reuniram 3 milhões de pessoas simultaneamente no YouTube (o vídeo do show já soma 39 milhões de views). Por meio de um QR Code, a dupla arrecadou 216 toneladas de alimentos e 10 mil frascos de álcool gel para doar à população carente.

Mas esses números estrondosos vieram acompanhados de polêmica: uma foto dos bastidores publicada no Twitter demostrou que o evento feito por conta da quarentena acabou promovendo aglomeração de pessoas. A transmissão teve cerca de 4h30 e, segundo a assessoria dos cantores, contou com uma equipe de 18 pessoas, mas em revezamento, e teve até garçom para servir os presentes. Todos estavam de luvas, máscaras e o local estava com vários frascos de álcool gel.

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Na contramão da moda de aproveitar a quarentena para fortalecer presença e repertório musical nas mídias sociais, Anitta afirmou que não fará lives para evitar polêmicas. Segundo ela, se não apresentar uma superprodução, as pessoas reclamarão. E se chamar uma equipe para entregar uma live maravilhosa, com cenário e luz, será fortemente criticada por furar o isolamento. Belo exemplo de social listening.

Por falar em listening de mídias sociais, há quem torça o nariz para o excesso de lives acontecendo atualmente.  E existe quem apoie, já que todo mundo tem o direito de lidar com o confinamento como quiser, inclusive fazendo uma live.

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Em minha opinião, quanto mais gente engajada digitalmente, melhor. Seja produzindo ou consumindo conteúdo, todos temos a ganhar. Ainda mais se o objetivo for diminuir sintomas como tristeza ou ansiedade trazidos pelo isolamento social.

Em vez de perder tempo cancelando pessoas por preferir um mundo com menos transmissões ao vivo, é preferível usar a internet com consumo de conteúdo relevante para você.

Afinal, nesse caso, seria melhor não se ver representado nos famosos versos cantados por Elis Regina “é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.

Aceite que nada mais será como antes e siga exercendo o direto de assistir ou não a live que acontecerá no próximo minuto em qualquer umas das mídias sociais.

Tem algo a dizer? Faça um vídeo!

A rotina mudou. Em virtude do novo Coronavírus (Covid-19), as relações se tornaram mais virtuais, por motivos de segurança e saúde pública. A comunicação continua sendo essencial e não pode parar. Em pleno 2020, nossa maior aliada é a tecnologia e, com ela, podemos nos expressar de diversas formas, incluindo a produção de conteúdos em vídeo.

Para gravar seu vídeo de forma eficaz, existem alguns cuidados importantes. Clique abaixo e faça download gratuito do material completo para produzir conteúdos em vídeo de forma eficaz:

TEM ALGO A DIZER? FAÇA UM VÍDEO!

[:pb]A importância de resgatar a comunicação real[:]

[:pb]Século 21, ano de 2017. Estamos na época da internet, das mídias, das redes sociais, da Web 2.0. Mas, mesmo com a facilidade de se comunicar, transmitir informações e ser onipresente, ainda continuamos com o forte embate do real significado e da importância da comunicação no dia a dia de qualquer ser humano. Este conceito não está apenas atrelado ao profissional, às grandes empresas ou negócios, está ligado ao simples ato de comunicar.

A complexidade da rotina e das responsabilidades tornam as pessoas cada vez mais individualistas e as escodem profundamente atrás da tela dos smartphones. Não tem mais corpo a corpo e cara a cara. Ninguém mais quer telefonar. As relações interpessoais são instituídas a partir de curtidas, comentários e visualizações. E o alimento disso são as redes sociais, vitrines da vida real, se é que podemos chamar de real.

O que deveria ser uma ferramenta para acrescentar, acaba sendo uma subtração à humanidade e realidade de cada pessoa. Por trás de uma tela qualquer um é corajoso, autoconfiante e destemido. Tem a vida perfeita cheia de sorrisos e sem nenhuma derrota. Quase todos os dias me pergunto onde isso nos levará. Precisamos trazer à tona a necessidade de interagir. Em qualquer ambiente, seja ele profissional, social, familiar ou acadêmico é preciso saber se comunicar. Compartilhar, dividir e distribuir ideias e palavras reais. Não ter medo. Usar esta arte para promover discussões, desconstruções, evoluções e empatia.

É como no mundo animal. Um macaco que nasce em cativeiro, se desenvolve, amadurece e entre na vida adulta, quando solto na selva, não sabe muito bem como se comportar. Ele é “engolido” em pouco tempo, pela falta de prática e conhecimento do novo ambiente. Nós, humanos e racionais, vivemos no mundo cibernético quase 24 horas por dia. Celular, computador, redes socais, curtidas, vídeos, fotos e os famosos textões fazem parte de cada pequeno e rápido milésimo de nossa rotina. No momento que voltamos ao plano real e presencial, é estranho e desconfortante. Precisamos dar valor a conversa, a fala, as expressões, aos sorrisos e gritos. Precisamos trazer a essência humana para a comunicação, a arma mais forte que uma civilização pode ter.
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