[:pb]Relações Públicas como ferramenta poderosa para o ativismo social[:]

30/06/2016 por Raquel Canineu

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Segundo a Associação Brasileira de ONGs, existem mais de 338 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil, muitas delas de extrema importância para a sociedade. Em um cenário tão representativo, em que as relações com diversos públicos são fundamentais para a discussão de temas e para a mobilização da opinião pública, onde fica a conexão entre Relações Públicas e essas organizações, sejam elas grandes ou pequenas?
Acredite: ainda há muita gente que argumenta que as Relações Públicas existem puramente para servir um ponto de vista empresarial e não tem lugar no ativismo. No entanto, há um grande espaço para a pratica genuína de RP como agente de transformação social. Mesmo em um ambiente sem fins lucrativos, existe muito espaço para trabalharmos a RP que sonhamos.

A construção do conhecimento, sua interpretação e divulgação para o público é uma função legítima do ativismo. Sem a compreensão sofisticada da mídia, conhecimento das mensagens importantes a serem construídas e os meios para se divulgá-las, o ativismo pode ser apropriado como uma estratégia oportunista de grandes empresas e governos. A disseminação de ideias provocada pela persistência da comunicação é a estratégia de um profissional de relações públicas.

Enquanto muitos ativistas trabalham para realçar os aspectos mais sensíveis das operações empresariais, evidências sugerem que uma mensagem pode ser tão poderosa se uma ONG e uma Corporação trabalharem juntos para o bem maior.
Um bom exemplo de um case de sucesso é a ação do Google, que promoveu a segunda edição do Desafio de Impacto Social Google Brasil, distribuindo R$ 10 milhões para ONGs que apresentarem as melhores ideias sobre o uso da tecnologia para a resolução de problemas. Um dos finalistas foi o CVV, nosso cliente que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar.

O Brasil ainda tem muito a aprender nesse sentido. Valorizar o papel das ONGs no futuro de nossa sociedade é fundamental para o combate das desigualdades no País. Cabe a essas instituições um papel estratégico no desenvolvimento de soluções inovadoras para os complexos problemas e desafios do País. Ao mesmo tempo, cabe às relações públicas ajudar a construir uma narrativa engajadora a fim de conquistar, mobilizar e influenciar pessoas.
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