Liberdade de imprensa e de expressão não são sinônimos de propagação de fake news

01/06/2020 por LVBA Comunicação

Sabia que o primeiro jornal a circular no Brasil foi o Correio Braziliense? Pois é, sua primeira edição foi lançada no dia 1 de junho de 1808, de forma clandestina. Até este ano ainda era proibida a circulação de jornais no país. Fato importante: a publicação tinha o objetivo de informar a população brasileira sobre os eventos da Europa, sem a censura da Coroa Portuguesa.

Três meses depois, no dia 10 de setembro, foi lançada A Gazeta, de forma legal, com a proteção de D. João VI. O jornal tinha viés oficial da coroa. Visava informar a população de acordo com seus interesses e, por muito tempo, foi celebrado como informativo pioneiro do Brasil.

Até 1999, o Dia Nacional da Imprensa era comemorado em setembro, tendo A Gazeta como referência. Com a correção histórica, em lei sancionada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, a partir do ano 2000, passou a ser comemorada em junho, mês do lançamento do Correio Braziliense.

Comparar este cenário com o atual, nos faz pensar que seria menos exaustivo se tivéssemos apenas duas publicações para ler e ponderar sobre as informações veiculadas.

Mas a realidade é outra. Somos impactados por informações 24 horas por dia, por diversas plataformas. Porém, defender veículos e profissionais de comunicação é dever de todos nós.

Ainda mais, levando em consideração as ameaças cada vez mais frequentes à liberdade de imprensa e seus profissionais.

É sempre bom reforçar: busque e consuma informação verídica, cheque as fontes de cada informação, antes de passa-la adiante. Assim, é possível enxergar o país e o mundo sem as sombras das fake news.

Importante lembrar que liberdade de imprensa e de expressão não são sinônimos de propagação de fake news.

Informe-se, questione as notícias que recebe, cheque as fontes, compartilhe apenas informações verídicas e defenda a liberdade de expressão!