[:pb]Depois da crise vem a … pós-crise. E essa é uma boa notícia.[:]

03/05/2016 por André Lorenzetti

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Que alívio sentimos quando uma situação difícil chega ao fim. Isso vale tanto para nossos momentos CPF quanto CNPJ.

As crises pessoais ou das organizações (sejam empresas, ONGs ou órgãos públicos), podem fazer um estrago enorme, causar prejuízos imediatos e a longo prazo, e exigir uma energia não planejada para ser controlada. Ao final, estamos todos física e emocionalmente exaustos.

Enfim, crise neutralizada, queremos rapidamente retomar a vida e esquecer aqueles momentos desagradáveis.

Esso é um erro bastante comum.

Se ficamos felizes em sair de uma crise, devemos nos esforçar muito para não entrar em outra. Ou se ela aparecer, conseguirmos superá-la com mais agilidade, resolutividade e menor desgaste.

Existem métodos para esse aprendizado, mas devem ser aplicados logo após o encerramento da crise. Logo após mesmo, iniciando não mais do que uma semana depois da situação controlada ou aparentemente finalizada, para as questões ainda estarem quentes em nós.

É o que se chama de “pós-crise”. Um momento de análise do ocorrido, reflexões sinceras das próprias condutas e dos resultados obtidos e documentação do que pode ser melhorado.

A análise deve vir desde a identificação da crise: será que ela poderia ter sido prevenida ou identificada precocemente? Menosprezamos ou negligenciamos seus sinais (porque as crises costumam dar sinais). Passa pela análise dos passos dados dentro da organização e de como essas escolhas foram recebidas pelos públicos de interesse; pelo tempo gasto para análises de cenários e tomadas de decisões; auto avaliação do que foi bem feito e do que deixou a desejar. E por aí vai.

Enfim, esse trabalho pode resultar em mudanças de processos que visam a facilitar e qualificar a ação em uma próxima situação de risco ou crise instalada.

Por ser uma atividade que exige desprendimento, crítica a si próprio e aos colegas de trabalho e olhar a situação de diversos ângulos, algumas organizações optam por utilizar um intermediador ou facilitador. A mesma lógica de um terapeuta que auxilia na reflexão, aceitação e tomada de decisões de uma pessoa.

Pode não ser fácil por diversos fatores, mas o trabalho pós-crise é tão importante quanto a boa gestão da crise.[:]