[:pb]R.I.P. Assessoria de Imprensa[:]

[:pb]A LVBA Comunicação convida os empresários e profissionais de comunicação corporativa para o ato de reflexão sobre a morte da assessoria de imprensa, ocorrida há alguns anos e que ainda assombra a muitos que relutam em acreditar que não há vida além da boa e velha assessoria de imprensa.

R.I.P.

Quem pensa que o mundo corporativo é lógico, exato e matemático, está completamente errado. Tai um mundo cercado de crendices, folclores e tradições.

O leite com manga, no mundo corporativo equivale à crença que assessoria de imprensa é um remédio para todos os males.

Fomos citados na Operação Lava Jato! Chama a assessoria de imprensa! Lançamento de produto? Cadê a turma da assessoria? Contratamos uma super subcelebridade para ser a personagem da nossa campanha. Uau!!! Isso vai dar capa de Veja! E a nossa campanha interna para a semana de prevenção de acidentes? Notícia, na certa. Afinal, trouxemos o maior especialista europeu em risk management para palestrar para a equipe. Será que não entra no Jornal Nacional? Estamos completando 520 anos de atuação na Índia e o CEO Mundial estará no país na semana que vem e quer dar uma entrevista para comentar este marco. Vamos fazer uma coletiva de imprensa! Oi?

O que mais me impressiona é que quem encomenda trabalhos de assessoria de imprensa não consome mídia. Adoro perguntar para os executivos que estão contratando serviços de assessoria de imprensa como eles se informam, o que assinam, quais seus hábitos de leitura. Facebook é a resposta mais frequente. Ai pergunto por que ele acha que seu público é diferente dele, que consome outras mídias? A resposta é: a empresa quer estar na imprensa. Nova pergunta: qual a expectativa de exposição da “empresa”, este ente superior? Estar no Valor, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e Exame.

Ou seja, toda empresa quer estar nas páginas do Valor, O Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Veja e Exame. Nos últimos cinco anos, estes veículos reduziram mais de 50% a quantidade de suas páginas. Isso também se reflete nas edições e conteúdo online. Assim, podemos concluir que todas as empresas estão se digladiando pelos espaços cada vez mais reduzidos.

“Empresas”, por favor, entendam que investir em relações com a imprensa continua sendo importante. Tem relevância. Mas não apostem todas as fichas nisso. Apostem em ações de relacionamento com seus públicos de interesse. Acreditem que essas ações trazem resultados mais efetivos ao negócio.

Num próximo artigo farei uma provocação: como as “empresas” podem estar na imprensa, apesar da morte da assessoria. Aguarde! E, enquanto isso, dê uma olhada em outros mitos que assombram a nossa comunicação.
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[:pb]Superar para fazer mais e melhor![:]

[:pb]A profissão que escolhi – ser uma comunicadora -, está cada vez mais desafiadora. Vale até fazer uma reflexão, que independente da área na qual você trabalha, uma realidade é cada vez mais constante: ou você está mudando seu negócio, ou seu negócio não sobreviverá no mundo atual, tão conectado e tecnológico. E como é possível dialogar com os diferentes públicos? Se fazer ouvir em meio a tantas conversas em redes, chats e WhatsApps?

Não só eu, mas a grande maioria dos profissionais hoje deve estar se perguntando exatamente isso. Aliás, as empresas e o mercado como um todo está olhando para esse mundo “VUCA” (do inglês, volatility, uncertainty, complexity and ambiguity), e tentando entender essa maluquice toda que estamos vivendo.

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Para contextualizar um pouco, fui procurar mais informações sobre o tal conceito VUCA, e descobri que sua origem vem do mundo militar, com uma ótica de oficiais em operação. Neste cenário, os acontecimentos são caóticos e imprevisíveis, uma forma extrema de condições VUCA mesmo. Na gestão e estratégia das empresas, uma avaliação das condições de seu negócio sob a ótica VUCA pode ajudar na tomada de melhores decisões, além de deixar a equipe mais bem preparada para o “desconhecido”.

Bom, chegamos ao ponto. O desconhecido é assustador. Cabe aqui até um paralelo com uma experiência pessoal minha. Quando me tornei mãe da pequena Stella, minha filha que hoje está com 1 ano e 2 meses, me joguei em um mundo totalmente novo e “desconhecido” para mim. Antes de engravidar, não tinha experiência com bebês, a não ser por brincar um pouco com um sobrinho no fim de semana, de segurar no colo um filho de um amigo ou essas coisas mais simples que fazemos com crianças próximas. Mas, e aí quando você se depara com um bebê que é seu, que você tem que cuidar, alimentar, limpar e se dedicar 24 horas por dia? Além de mencionar que você acabou de conhecer aquele serzinho que não se comunica, a não ser pelo choro, e você não sabe exatamente o que fazer com ele. Acredito que estamos aí em um cenário VUCA também, concordam?

Bom, mas eu escolhi essa jornada de aprendizado. Ser mãe, sem dúvida, é o trabalho mais importante e mais desafiador que eu já tive na vida. E aqui cabe bem a palavra APRENDIZADO, no mais amplo sentido mesmo da palavra. Aprendi que a gente precisa estar aberta para o novo, para deixar os velhos conceitos e pré-conceitos de lado. Aprendi que vale a pena se doar para um outro ser e se empenhar para que o mundo seja um pouco melhor para a nova geração, e para a mais velha também, já que a expectativa de vida está cada vez maior. Devemos ouvir pessoas experientes na área em que estamos atuando e aquelas que não tem tanta experiência assim, mas está com boa vontade e disposta a te ajudar. Descobri que é importante ouvir, mas também saber filtrar a informação. Nem sempre o que foi bom para uma pessoa caberá para você ou para aquela determinada situação. Vale avaliar caso a caso.

Mas, voltando agora para o mundo dos negócios, é possível observar que algumas pesquisas de mercado já mostraram que 97% das empresas mais bem-sucedidas no mundo não são as que inventaram primeiro, foram as que captaram, replicaram, adaptaram e agiram com velocidade. Ou seja, é preciso ter foco e prontidão para inovar.

O mundo de hoje vive uma crise, então não espere moleza nem zona de conforto, tenha a certeza da volatilidade do câmbio, da insegurança das trocas comerciais, dos preços das commodities. Não acredite tampouco no bom senso dos grandes comandantes atuais de alguns países, como Trump, Putin.

Da mesma forma, não espere que um ser especial se materialize em Brasília e transforme toda a guerra de poderes, o jogo dos egos, a fragilidade da ética numa poção mágica de ordem e progresso. Isso é o que sonhamos apenas.

Neste ano, todos nós precisaremos nos reinventar para espantar a crise. A palavra de ordem é superar. Superar sim para fazer mais e melhor tudo o que já fizemos um dia. E é sempre bom lembrar: jamais seremos os mesmos de ontem, nem de hoje e não seremos iguais também amanhã. Todo dia mudamos um pouco, seja na área da comunicação ou em qualquer uma. Precisamos aprender algo novo sempre. Esse mundo VUCA em que vivemos não para e a nossa evolução precisa ser constante.
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[:pb]Quando a Comunicação precisa comunicar entre si[:]

[:pb]Trabalho in house em uma grande indústria, com unidades em várias regiões do país, o que significa que há equipes de comunicação em cada localidade que se reportam à área de Comunicação Corporativa, estabelecida na sede da companhia. Nesse contexto, é fácil que as estratégias e direcionamentos estabelecidos como corporativos – ou seja, a linguagem que é comum, porque diz respeito ao DNA da empresa, às missões e valores que são inerentes ao negócio independentemente do CEP – se percam nas particularidades de cada unidade, nas urgências do dia a dia, nas expectativas às vezes desencontradas. E, para quem está na sede, nem sempre é simples compreender a vida de quem lida com um “micro cenário”, em que os desafios se multiplicam em questões mais minuciosas e o mínimo toma proporções bem maiores.

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Por isso, fiquei realmente encantada quando tivemos o primeiro workshop do ano, no fim de janeiro, em que toda a equipe de comunicação da companhia – inclusive os colaboradores de empresas parceiras, o que achei sensacional – teve a oportunidade de mergulhar em dois dias de trocas de experiências, de ideias mirabolantes, de novos conceitos, de caminhos traçados… Mas, mais do que isso: de abraços trocados entre aqueles que, muitas vezes, só se falam por telefone, e-mails e videoconferências, de risadas afetuosas, de almoços em longas mesas emendadas para caber todo mundo.

Foi a oportunidade de ouvir e responder sem o delay da tecnologia e os ruídos na comunicação que a distância que pode causar. Um tempo totalmente dedicado ao pensar, debater, vislumbrar. Foram formadas equipes com integrantes de várias unidades, focados em estabelecer metas e objetivos comuns, que serão alcançados com o esforço conjunto. Para mim, o mais bacana foi reforçar o senso de identidade. Os nomes das empresas/unidades do grupo podem ser diferentes, os sotaques podem ser os mais diversos, mas o roteiro deste ano será escrito a várias mãos, todas em sintonia.

Entendo hoje como esse tipo de encontro é fundamental para que a equipe realmente esteja coesa, ciente das expectativas, dos obstáculos, das possibilidades. Todos voltaram para suas cidades de origem com um discurso alinhado, um norte a ser seguido e com deveres de casa a serem feitos.[:]