[:pb]Relações Públicas como ferramenta poderosa para o ativismo social[:]

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Segundo a Associação Brasileira de ONGs, existem mais de 338 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil, muitas delas de extrema importância para a sociedade. Em um cenário tão representativo, em que as relações com diversos públicos são fundamentais para a discussão de temas e para a mobilização da opinião pública, onde fica a conexão entre Relações Públicas e essas organizações, sejam elas grandes ou pequenas?
Acredite: ainda há muita gente que argumenta que as Relações Públicas existem puramente para servir um ponto de vista empresarial e não tem lugar no ativismo. No entanto, há um grande espaço para a pratica genuína de RP como agente de transformação social. Mesmo em um ambiente sem fins lucrativos, existe muito espaço para trabalharmos a RP que sonhamos.

A construção do conhecimento, sua interpretação e divulgação para o público é uma função legítima do ativismo. Sem a compreensão sofisticada da mídia, conhecimento das mensagens importantes a serem construídas e os meios para se divulgá-las, o ativismo pode ser apropriado como uma estratégia oportunista de grandes empresas e governos. A disseminação de ideias provocada pela persistência da comunicação é a estratégia de um profissional de relações públicas.

Enquanto muitos ativistas trabalham para realçar os aspectos mais sensíveis das operações empresariais, evidências sugerem que uma mensagem pode ser tão poderosa se uma ONG e uma Corporação trabalharem juntos para o bem maior.
Um bom exemplo de um case de sucesso é a ação do Google, que promoveu a segunda edição do Desafio de Impacto Social Google Brasil, distribuindo R$ 10 milhões para ONGs que apresentarem as melhores ideias sobre o uso da tecnologia para a resolução de problemas. Um dos finalistas foi o CVV, nosso cliente que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar.

O Brasil ainda tem muito a aprender nesse sentido. Valorizar o papel das ONGs no futuro de nossa sociedade é fundamental para o combate das desigualdades no País. Cabe a essas instituições um papel estratégico no desenvolvimento de soluções inovadoras para os complexos problemas e desafios do País. Ao mesmo tempo, cabe às relações públicas ajudar a construir uma narrativa engajadora a fim de conquistar, mobilizar e influenciar pessoas.
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[:pb]Qual o poder dos influenciadores digitais para as marcas?[:]

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Assim como na mitologia grega onde os deuses do olimpo perdem sua força se não são adorados pelos humanos, os influenciadores digitais, que conhecemos como blogueiros e vlogueiros, também precisam desse tipo de adoração do público para sobreviver em um universo com informações rápidas e em grande quantidade como a internet.

Você pode achar um exagero comparar os influenciadores digitais com personagens de uma mitologia que influenciou o pensamento sobre o mundo, principalmente aqui no ocidente, e está presente em tantas referências culturais que conhecemos, como em filmes, livros e arte. Entretanto, a abrangência desses influenciadores cresceu tanto e tão rápido que o seu papel na sociedade já transborda do mundo online e se mistura com o offline.

Eles se transformaram em formadores de opinião com uma legião de seguidores por meio das redes sociais, como mostra a pesquisa encomendada pelo Google e Meio & Mensagem, que diz que entre as 20 personalidades mais admiradas por adolescentes do Brasil, metade era youtuber, como Kéfera Buchmann, Felipe Neto e Christian Figueiredo, também autores de livros best-sellers que foram escritos depois da fama do mundo online.

Os influenciadores digitais seguem nessa retroalimentação em que são adorados pelos seguidores e também não sobrevivem sem eles, geram conteúdo e também precisam que seus seguidores demandem conteúdo. Nesse processo, consequentemente, o papel de influência dos blogueiros e vlogueiros sobre uma marca e seus produtos, cresce e os tornam impulsionadores de vendas ou até uma crise para gerenciar.

Segundo pesquisa realizada pela Nielsen, 70% dos consumidores no mundo confiam na opinião de outros consumidores postadas na internet, sendo uma das fonte mais confiáveis para troca de informações e mensagens de marcas. Ou seja, a avaliação de outras pessoas, ou o famoso “boca a boca”, ainda é uma das principais motivações para a compra de algum produto e continua acontecendo de forma online.

Existem influenciadores digitais em muitos segmentos: beleza, moda, cinema, música, política e muitos outros. Por isso, estamos falando de pessoas que dominam o assunto de um determinado universo e que depois de construir sua reputação no meio digital, passam a ser seguidos por indivíduos com interesses em comum. Além disso, contam com o alcance de seu raio de impacto, devido a abrangência da internet, que não se restringe apenas ao ciclo social como a escola ou trabalho. Sendo assim, as marcas que conseguem ser indicadas por essas pessoas, estão em uma boa posição aos olhos de quem os acompanha, já que esses seguidores estão em busca de um assunto específico e quando encontram uma boa avaliação de uma marca dentro do universo que procuram, essa marca ganha relevância.

Um case de sucesso é o Jovem Nerd, portal especializado na cultura nerd (filmes, séries, livros, games, entre outros) e tem os fundadores do site, Alexandre Ottoni e Deive Pazos, como influenciadores digitais de destaque para a comunidade nerd. Várias empresas já anunciaram e fecharam parceria com o portal, como por exemplo a Warner Bros., que proporcionou um bate-papo entre os fundadores do portal e público na Fnac durante o lançamento do DVD Batman: O Cavaleiro das Trevas, ou a Fiat, que realizou a cobertura do segundo dia de lançamento do carro Fiat Toro pelo Periscope com Alexandre e Deive.

Portanto, as marcas têm os influenciadores digitais como possibilidade de explorar o diálogo, intensificar a experiência e ganhar destaque com o público. Bastam entender qual o papel e a força que esses influenciadores exercem como canal de mídia e também como porta-vozes de uma comunidade que podem ser potenciais consumidores para a marca.
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